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Processos com até 139 anos e livros de registro contábil da Comarca de Propriá estão sendo classificados pela Divisão de Arquivo. Os autos estão compreendidos no período entre 1867 e 1972. Com a classificação, é identificado o tipo de ação de que trata cada processo das 265 caixas enviadas, das áreas cível e criminal, para, em seguida, ser ordenado cronologicamente.
Dessa forma, pesquisadores e partes processuais encontram mais agilidade em suas pesquisas, pois é possível a pronta identificação de um processo no acervo do Arquivo, entre mais de 70 mil caixas.
Temas relacionados a Propriá têm demandado muitos estudos acadêmicos. Aspectos históricos, arqueológicos, geográficos e hidrográficos da região do baixo Rio São Francisco estão entre os mais procurados.
Segundo o Desembargador e historiador Dantas Martins, Propriá foi elevada à categoria de sede da Comarca de Vila-Nova em 1854. Três anos depois, a Comarca de Vila-Nova tomou nome de Comarca de Propriá. Em 1888, o nome da Comarca voltou a ter o nome de Vila-Nova, com sede na cidade de mesmo nome, hoje Neópolis. Proclamada a República, a cidade de Propriá passou a ser sede da Comarca de São Francisco. A mudança durou até 1893, quando voltou o antigo nome de Comarca de Propriá.
De acordo com Carla Moraes, responsável pela classificação da documentação histórica, as atividades com os processos da Comarca de Propriá deverão ser concluídas ainda nesse semestre.
Por ação de uma instrução normativa, o Arquivo Judiciário tem recebido um grande massa de processos nos últimos anos. A norma dispõe que todos os processos transitados em julgado sejam encaminhados ao Arquivo Judiciário. Além de centralizar os acervos da Justiça sergipana, a iniciativa beneficia a pesquisa histórica e própria conservação dos processos em local apropriado.
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