Introdução PDF Imprimir E-mail
 
 
Vendedores de capim e leite, Jean Baptiste Debret.
 

Entre os séculos XVI e XIX cerca de 4 milhões de negros foram escravizados e trazidos da África para construir o Brasil. Aqui, os africanos e seus descendentes brasileiros trabalharam nas lavouras, fazendas de gado, nos engenhos de açúcar, na produção do algodão, nos navios, no comércio, no transporte de alimentos e mercadorias, na construção de igrejas, de fontes, no calçamento de ruas, na limpeza pública e em tudo o que existia.

No Brasil, os escravos recebiam a classificação jurídica de “coisas”, podendo ser vendidos, trocados, doados. Eram classificados nos inventários de seus senhores como “bens semoventes”, como o gado, para diferenciá-los dos bens imóveis, como casas, engenhos e sítios. Entretanto, tal classificação só tinha sentido nas papéis da Justiça, pois os negros escravizados possuíam vontade própria, inteligência, talento e uma cultura de origem, que contribuíria para formar o povo brasileiro.


Apresentação | Ângelo Agostini
 
 

 

 
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