A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe realizou nesta segunda-feira, dia 14/04, uma reunião com a empresa de telemarketing Tahto e a Astra - Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+ com o objetivo de fomentar vagas de emprego para mulheres transexuais e travestis.
"A gente já tem essa parceria com a Tahto há algum tempo, uma empresa muito parceira, que realmente possui uma gestão sensível a todas as questões que dizem respeito à mulher e agora a gente está ampliando, juntamente com a Astra para poder encaminhar mulheres transexuais e travestis para trabalharem na Tahto. Então a ideia realmente é possibilitar para esse público que tem, às vezes, tanta dificuldade de inserção no mercado trabalho, uma oportunidade para crescer e ter a visibilidade devida", disse a psicóloga Sabrina Duarte, que acompanhou a reunião que foi conduzida pela juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins.
O TJSE, por meio da Coordenadoria da Mulher, mantém desde 2024 uma parceria com a empresa Tahto voltada para a inserção de mulheres no mercado de trabalho, especialmente as vítimas de violência doméstica assistidas pelos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams). A intenção é ampliar o universo de mulheres atendidas, oportunizando a empregabilidade às mulheres em situação de vulnerabilidade social, notadamente, as mulheres trans.
"Historicamente a população mais estigmatiza na sociedade é a população de travestis e transexuais, é tanto que a gente não vê ainda tantas mulheres no mercado formal de trabalho. Essa parceria com o Tribunal de Justiça, através da Coordenadoria, na verdade, abre uma esperança com a empresa Tahto, para contratar também meninas trans e travestis. A gente sabe que ainda compulsoriamente a maioria desta população está no mercado informal que é do sexo, não que isso seja um problema, mas queremos que essas meninas possam também estar em outros espaços, possam ser médicas, assistentes administrativas, call center, enfim, que tenham sua complementação de renda", disse Maria Eduarda Marques, vice-presidente da Astra.
A Tahto está no mercado sergipano há quatro anos e hoje emprega 933 funcionários, um quadro composto em mais de 70% por mulheres. A empresa de telemarketing atende clientes no ramo de telefonia e de distribuição de energia. A partir da parceria firmada com a Coordenadoria da Mulher, a Tahto tem admitido mulheres em situação de violência após processo seletivo para o qual a exigência mínima é que as candidatas tenham 18 anos e ensino médio completo.
"Hoje a gente discutiu a possibilidade da Tatho fazer contratações de mulheres trans, algo que já temos feito, já é da nossa prática interna, mas a partir do momento que fazemos uma comunicação mais direta junto a Coordenadoria da Mulher, junto a Astra, a gente vai ter um olhar ainda mais cuidadoso inclusive para trazer os resultados dessa parceria. A Astra estará indicando as mulheres com o perfil que nós atuamos, em contrapartida traremos as informações para publicizar, para estimular as mulheres trans a serem inseridas no mercado de trabalho. Desde o ano passado a gente tem esse olhar mais cuidadoso com as mulheres vítimas de violência doméstica dentro da empresa e já temos algumas contratações", explicou a coordenadora de Treinamento Maria Luísa Teodoro.
Texto/Matéria: Dircom TJSE
Fotografia: Larissa Barros - Dicom TJSE








