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Coordenadoria da Mulher inicia nova capacitação para ampliação dos grupos reflexivos

Teve início nesta segunda-feira, dia 05/05 e prosseguirá até quarta-feira, 07/05, uma capacitação voltada para a disseminação de grupos reflexivos para homens autores de violência. O objetivo é dialogar com os profissionais que já realizam os grupos reflexivos e formar novos profissionais a fim de expandir a metodologia dos grupos reflexivos pelo estado de Sergipe.

“A Coordenadoria da Mulher costuma realizar esses cursos duas vezes ao ano, porque o objetivo é trabalhar não somente na consequência do problema, ou seja, na violência já instalada, mas, principalmente, na causa, de forma educativa e mais eficaz de redução dos índices de violência contra a mulher”, explicou a psicóloga da Sabrina Duarte.  

O público-alvo são os profissionais da assistência social e da psicologia que atuam nos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), nos Centros de Referência Especializada da Assistência Social (Creas), Centros de Referência da Assistência Social (Cras), bem como servidores lotados no Centro Judiciário de Justiça Restaurativa (Cejure) e na Coordenadoria da Mulher.

Foram abordadas as políticas de criação e implementação de grupos reflexivos para homens autores de violência no país, a partir de uma política nacional de trabalho com esse público para o enfrentamento da violência. As aulas foram ministradas pelos professores dr. Ricardo Bortoli, dra. Cleide Gessele, dr. Adriano Beiras.

“Nós procuramos explicar critérios mínimos e recomendações a partir do CNJ e das pesquisas que a gente tem feito dentro da academia, especialmente do grupo de pesquisa que eu coordeno na Universidade Federal de Santa Catarina, sou professor do Departamento de Psicologia e do programa de pós-graduação. Nós temos desenvolvido materiais diversos em parceria com a academia judicial e com outros serviços públicos sobre essa questão da política, da metodologia e das teorias de gênero que são importantes para o atendimento desses grupos”, informou o psicólogo Adriano Beiras.

Durante a apresentação, foi mostrado o crescimento dos grupos reflexivos no Brasil em três anos. Em 2020, foram registradas 312 iniciativas, em 2023, já se registravam 498 iniciativas. “Essa captação vem ao encontro do planejamento da própria Coordenadoria de a gente trabalhar os grupos reflexivos para homens autores de violência contra as mulheres. Então, é extremamente importante os grupos reflexivos e eles têm aumentado de forma significativa no Brasil como um todo e a gente está aqui para formar vários profissionais de várias áreas do estado de Sergipe”, reforçou a assistente social Cleide Gessele.

Em Sergipe, estão em atuação 17 grupos reflexivos, sendo 3 na capital Aracaju. De acordo com estudos realizados, a eficácia dos grupos reflexivos está na não reincidência dos homens autores de violência. “Nós acompanhamos mais de perto os resultados trazidos pelos grupos reflexivos que atuam em Aracaju, que possuem uma parceria direta com a Coordenadoria da Mulher, o Viver Família da Faculdade Estácio. Este grupo apresenta 6,7% de reincidência, que é quando o homem que passou pelo grupo volta a praticar a violência. Normalmente, os estudos dizem que a reincidência quando o homem não participa dos grupos está entre 55 e 65%”, acrescentou Sabrina Duarte.

 

Matéria/Texto: Dircom TJSE

Fotografia: Rapahel Faria - Dircom TJSE