Direitos Humanos das Meninas: juíza Juliana Martins apresenta trabalho do TJSE em Londres
A juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), apresentou o trabalho realizado em Sergipe, em defesa das mulheres vítimas de violência doméstica, no Girls Human Rights Festival 2026 (Festival de Direitos Humanos das Meninas), que acontece em Londres, na Inglaterra. A apresentação ocorreu na última segunda-feira, 2/2, na Suprema Corte do Reino Unido.
A juíza disse ser uma honra apresentar as ações do TJSE em um espaço símbolo da democracia, justiça e proteção dos direitos humanos. “Minha atuação não se dá por meio de sentenças ou decisões judiciais, mas na fomentação de políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra mulheres e na prevenção das violências que atingem meninas desde a infância e a adolescência. Atuo para que a violência não evolua para o seu desfecho mais extremo: a morte”, ressaltou a magistrada durante a apresentação.
Ela falou ainda que a Coordenadoria da Mulher do TJSE atua em três frentes: a primeira voltada às mulheres em situação de violência; a segunda direcionada aos homens autores de violência, por meio dos grupos reflexivos; e a terceira frente voltada aos adolescentes, especialmente às meninas. “No Brasil, temos observado um crescimento expressivo da misoginia na adolescência, impulsionada por discursos de ódio, conteúdos digitais e pela naturalização da violência de gênero”, explicou a juíza.
Justamente por isso, a Coordenadoria da Mulher tem ido a escolas para realizar ações educativas, explicando as diversas formas de violência e promovendo uma cultura de respeito, igualdade e proteção às meninas. “Nossa experiência no Brasil nos ensina que o enfrentamento da violência contra mulheres e meninas não pode recair exclusivamente sobre o sistema de justiça. Ele exige articulação institucional, educação, escuta sensível e compromisso coletivo”, completou Juliana.
Também compuseram a delegação brasileira do evento a juíza Vanessa Cavalieri, diretora de Direitos Humanos e Proteção Integral da Associação de Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj); a promotora de Justiça Gabriela Lusquinhos, do Rio de Janeiro; e quatro parlamentares. O público do festival foi formado, majoritariamente, por mulheres ativistas de direitos humanos, estudantes de Direito e jovens advogadas.
Texto/Matéria: Dircom TJSE








