A Polícia, no geral, é o primeiro contato da mulher vítima de violência com a rede de enfrentamento, a porta de acesso ao Poder Público, ao Judiciário. É neste momento que a vítima necessita ser acolhida e ouvida, para que tenda a buscar o Estado quando se sentir ameaçada. Caso este atendimento não seja satisfatório, corremos o risco de “perder” esta mulher e não conseguirmos realizar os encaminhamentos necessários.
Entender a complexa dinâmica de violência na qual esta mulher está inserida, desenvolvendo uma escuta ativa, bem como desenvolver um atendimento diferenciado e empático é de suma importância no combate a esta violência. Os agentes públicos de segurança devem ter sensibilidade em relação a gênero para levar em conta aspectos psicológicos, sociais e culturais intrínsecos aos casos que atendem.








