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Portal da Mulher - TJSE

Vânia dos Santos Barbosa

Vânia dos Santos Barbosa

Debater a efetividade da lei 11.340/2006 foi um dos principais objetivos da XII Jornada Maria da Penha, que aconteceu em Brasília, na última quinta e sexta-feira, dias 9 e 10/08. Três magistradas do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) participaram do evento, Iracy Mangueira, Juíza da Coordenadoria da Mulher do TJSE; Hercília Brito, representando a Escola Judicial de Sergipe (Ejuse); Soraia Melo, do Tribunal do Júri; e Patrícia Cunha, representante do Nordeste do Fórum Nacional de Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid). Ao fim da XII Jornada Maria da Penha será elaborada uma Carta de Intenções, ratificando as discussões e decisões aprovadas no encontro.

“A Jornada permite a articulação de políticas públicas entre as instituições que fazem parte da rede de atendimento e proteção à mulher vítima de violência. Sergipe esteve presente com representantes do Tribunal de Justiça, Ministério Público, Defensoria Pública e Polícia Civil, o que é um ganho imenso, porque temos a oportunidade de sair do evento com políticas articuladas para qualificar a intervenção do sistema de justiça e segurança no atendimento das demandas em que as mulheres figurem como vítimas de violência, contribuindo para mudança desse desenho de sociedade que ainda subalterniza a mulher”, comentou a Juíza Iracy Mangueira.

Conforme a Juíza Hercília Brito, o tema central da XII Jornada, o feminicídio, foi debatido tanto por operadores do Direito quanto por pesquisadores da academia e atores ligados à investigação criminal. “O tema foi iniciado com uma discussão ligada ao processo de compreensão do próprio crime, sua nomenclatura, importância simbólica, singularidade na investigação, processo e julgamento. Esses debates nos faz ampliar as nossas lentes para enxergar a questão da violência doméstica como um problema que afeta o direito, mas requer para o seu eficaz enfrentamento uma análise metajurídica e uma sensibilidade dos profissionais que atuam nessa área”, ressaltou.

O evento foi aberto pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e do Supremo Tribunal Federal (STF), que alertou para o aumento no número de casos de assassinatos de mulheres vítimas de feminicídio no país. Para a ministra, apesar da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha) ter modificado substancialmente o tratamento da violência contra a mulher, ainda falta descobrir as motivações desses crimes, que seguem causando milhares de vítimas unicamente por questões de gênero.

Atualmente, tramitam no Judiciário 10 mil processos de feminicídio. “A violência contra a mulher não pode ficar em silêncio. O silêncio permite que a violência prossiga. Precisamos nos voltar para esse crime. A violência contra a mulher expõe uma sociedade machista, preconceituosa, agressiva. Violenta com suas crianças, com suas mulheres e com todos aqueles que sejam diferentes. Precisamos mudar para um patamar civilizatório de respeito aos direitos, de maneira contínua, coerente e necessária para que tenhamos democracia na sociedade e não apenas no Estado. Caso contrário, não sabemos onde iremos parar”, afirmou Cármen Lúcia.

Uma vez por ano, o CNJ realiza a Jornada Lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que auxiliou na implantação das Varas especializadas nos estados brasileiros. O órgão promoveu a criação do Fonavid, bem como incentivou a uniformização de procedimentos das varas especializadas em violência doméstica e familiar contra a mulher. Em 2017, o CNJ instituiu a Política Nacional de Combate à Violência contra Mulheres por meio da Portaria 15/2017, assinada pela ministra Cármen Lúcia. 

Justiça pela Paz em Casa

Durante o evento foi lembrando que, em todo país, entre os dias 20 a 24 deste mês, acontecerá a XI Semana Justiça pela Paz em Casa. Nesta edição, o foco será o julgamento de feminicídio nos Estados. “Espero que tenhamos Júris que prestem à sociedade a resposta adequada. Para que as famílias, as crianças, não se deem como alguém sem resposta a uma agressão tão grave como é o assassinato de uma mulher”, afirmou a presidente do CNJ.

Com informações do CNJ

A Coordenadoria da Mulher do TJSE vai participar, no período de 20 a 24 agosto, da 11ª edição da Semana da Justiça Pela Paz em Casa.

O Programa Justiça pela Paz em Casa é promovido pelo CNJ em parceria com os Tribunais de Justiça estaduais e tem como objetivo ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha (Lei n. 11.340/2006), concentrando esforços para agilizar o andamento dos processos relacionados à violência de gênero.

Nas 10 edições já realizadas, foram julgados 126 mil processos e concedidas mais de 64 mil medidas protetivas de urgência. “Infelizmente, a violência contra a mulher ainda é muito invisível. As causas do preconceito contra a mulher, todo mundo prefere não ver”, afirmou Cármen Lúcia, que durante seu mandato na presidência do CNJ instituiu a Política Nacional de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres no âmbito do Judiciário (Portaria n. 15/2017).

Fonte: Dircom- TJSE

Terça, 19 Junho 2018 13:07

Tecendo a Rede Municipal - Aracaju

No dia 11 de junho, a Rede de Assistência Municipal de Aracaju realizou a reunião com a Coordenadoria da Mulher e representante do Juizado de Violência Doméstica da Comarca de Aracaju, de iniciativa da Secretária Maria Teles, no trabalho Tecendo a Rede.

Na tarde do dia 05 de junho, foram apresentados alguns dados prévios sobre o projeto de pesquisa da Professora do curso de psicologia da Unit, Marlizete, com o tema Caracterização da Violência contra Mulheres em Sergipe e Estratégias de Atuação nas Redes de Atenção, trabalho que vem sendo realizado em parceria da Universidade Tiradentes e a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça.

A Coordenadoria da Mulher esteve na Comarca de Estância para apresentação do Projeto Interior em Rede, no dia 24 de maio. A reunião atendeu ao pedido do Juiz titular de Estância, Dr. Antônio Henrique de Almeida Santos, que reuniu toda Rede de Assistência ao atendimento à mulher vítima.

O Projeto Interior em Rede busca uma aproximação entre a rede de enfrentamento à VDFCM local e o Judiciário, em um trabalho de implantação de ações de atendimento à VDFCM na localidade e combate à violência no interior do Estado.

 

Nos dias 21 e 22 de maio, foram realizadas oficinas com adolescentes do Instituto Luciano Barreto Jr., pelas psicóloga e assistente social da Coordenadoria. As palestras, que ocorreram nos três turnos, têm como objetivo  trabalhar a educação preventiva, buscando inserir, em contextos diversos da população, a reflexão sobre a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Entendendo que a violência doméstica e familiar contra a mulher tem um caráter não somente jurídico, mas, acima de tudo, social e cultural. Mudar a realidade de violência contra as mulheres envolve não somente ações punitivas, mas, acima de tudo, a realização de ações educativas.

A educação, neste sentido, deve ser realizada sob dois aspectos: de forma preventiva, divulgando a questão de gênero e a legislação vigente, trabalhando crianças, adolescentes e adultos para refletir sobre o feminino e o masculino, os papéis sociais/culturais assumidos e como a violência contra mulher se insere nestas questões.

A Comarca de Malhador recebeu, nos dias 16 e 17/05, uma capacitação promovida pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) para atendimento a questões relacionadas à violência doméstica e familiar contra a mulher.

O trabalho faz parte do Projeto Construindo Conceitos e Ações, que integra o Eixo Educação da Coordenadoria, bem como contempla o Programa Interior em Rede, que visa levar ações da Coordenadoria ao interior do Estado.

O evento, que atendeu ao convite da Juíza da Comarca, Drª Patrícia Cunha Paz Barreto de Carvalho, contou com representantes das Polícias Civil e Militar, profissionais da Rede de de Assistência Social e Conselho Tutelar dos municípios de Moita Bonita e Malhador, abordando conceitos de gênero e de violência doméstica e familiar contra a mulher.

 

Fonte: Dircom/TJSE

oi iniciado na última quarta-feira, 09, o ciclo de Oficinas de Sensibilização de Gênero e Violência Doméstica contra a Mulher para Policiais Civis de Sergipe. A capacitação segue até o mês de novembro e contará com sete turmas, com pouco mais de 200 policiais treinados. A ação faz parte do Programa Educação da Coordenadoria da Mulher (CM), integrando o Projeto Construindo Conceitos e Ações, o qual tem por objetivo trabalhar com agentes de segurança pública temáticas relacionadas à violência contra a mulher.

Segundo a Psicóloga da CM, Sabrina Duarte, a preparação de policiais para o atendimento de ocorrências de violência contra a mulher é fundamental para as vítimas. “Serão eles, geralmente, os primeiros a tratarem sobre a situação de violência com a vítima e, se o atendimento for efetivo, conseguiremos manter a vítima na rede de proteção. A ideia é discutir com os policiais sobre o atendimento à ocorrência e uma forma empática de fazê-lo.”, ponderou a servidora.

 

Termo de Cooperação

O ciclo de Oficinas de Sensibilização de Gênero e Violência Doméstica contra a Mulher para Policiais Civis de Sergipe está previsto no Termo de Cooperação assinado entre o Poder Judiciário de Sergipe e a Secretaria de Segurança Pública (SSP) para capacitar policiais, buscando sempre o atendimento humanizado a mulheres vítimas de violência, especialmente no interior sergipano, nos municípios onde não há delegacias especializadas.

 

Fonte: Texto e fotos: Dircom/TJSE

Com o objetivo de fiscalizar as medidas protetivas de urgência concedidas e oferecer mais segurança às mulheres em situação de risco devido à violência doméstica, o Tribunal de Justiça de Sergipe, através da Coordenadoria da Mulher e a Secretaria Municipal de Defesa Social estão realizando até a próxima quinta-feira, dia 28, o primeiro curso de capacitação dos guardas municipais para implantação da Patrulha Maria da Penha.

De acordo com a Juíza Coordenadora da Mulher do TJSE, Iracy Mangueira, a Patrulha Maria da Penha fortalece a rede de proteção à mulher vítima de violência doméstica. “Em nossa rede faltava esse equipamento, que é uma patrulha que pudesse proteger, acolher e encaminhar a mulher para as Políticas Públicas necessárias para o seu empoderamento. É mais um trabalho para favorecer essa mulher na busca de solução do seu conflito”.

O Secretário de Defesa Social da Prefeitura de Aracaju, Luís Fernando, reforçou a parceria existente entre o TJSE e a Prefeitura de Aracaju. “Este é mais um passo importante dessa parceria. Temos certeza que é um trabalho que renderá frutos. Esses frutos que nós esperamos são os da redução dessa violência, com um maior respeito pela mulher’.

Segundo o Diretor da Guarda Municipal, Fernando Mendonça, a capacitação é um dos critérios para a implantação da Patrulha Maria da Penha. “Nessa etapa serão capacitados 32 guardas municipais. Esse grupo compõe o projeto-piloto da patrulha. A ideia é que a gente possa desmistificar o que é uma Patrulha Maria da Penha, mostrar que ela serve para agir depois da determinação judicial para garantir as medidas protetivas”, explicou.

A aula inaugural contou com a participação de diversos órgãos da Rede de Enfrentamento à Violência Doméstica. “É mais uma efetivação da Lei Maria da Penha. Essa patrulha é mais um meio para essa luta. Minha torcida é que Aracaju seja modelo para todo Estado de Sergipe”, ressaltou a representante da Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Sergipe, advogada Valdilene Martins.

A Secretária Municipal em exercício da Assistência Social, Rosane Cunha, ressaltou que o projeto torna-se primordial para construção de uma cidade com maior garantia dos direitos. “São momentos como esse que servem para fortalecer nas pessoas o que são realmente Direitos Humanos. Nós podemos ter uma guarda humanizada”. Já a Coordenadora Municipal de Políticas para Mulheres, Maria Teles, comemorou o momento. “É a concretização de um sonho”.

Fonte (matéria e fotos): Dircom/ TJSE

 

 

O município de Lagarto recebeu, ontem, 4/4, uma capacitação promovida pela Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) para atendimento a questões relacionadas à violência doméstica e familiar contra a mulher.

O trabalho faz parte do Projeto Construindo Conceitos e Ações, que integra o Eixo Educação da Coordenadoria, bem como contempla o Programa Interior em Rede, que visa levar ações da Coordenadoria ao interior do Estado.

O evento, que atendeu ao convite da Coordenadoria de Políticas para Mulheres do município de Lagarto, contou com representantes da Guarda Municipal, Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) e Conselho Tutelar locais, abordando conceitos de gênero e de violência doméstica e familiar contra a mulher.

“A capacitação é mais uma maneira de facilitar a reflexão em torno da violência contra a mulher no momento atual, bem como os meios que estão sendo utilizados como prevenção para estes casos, além de oportunizar a conversação e a articulação entre os profissionais envolvidos na questão”, explicou Sabrina Duarte, psicóloga da Coordenadoria da Mulher e uma das facilitadoras da capacitação.

 

 

Fonte: Dircom - TJSE