Vânia dos Santos Barbosa
Criação do Centro Integrado da Mulher na Comarca de Aracaju é aprovado pelo Pleno do TJSE
O Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) aprovou, por maioria, durante a sessão administrativa realizada nesta quarta-feira, 1º de abril, o projeto que estrutura o Centro Integrado da Mulher na Comarca de Aracaju. A iniciativa representa um avanço significativo na organização judiciária e no fortalecimento do atendimento jurisdicional às mulheres em situação de violência doméstica e familiar.
O projeto aprovado prevê a concentração, em um único espaço físico e institucional, dos dois Juizados de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher e de uma das varas cíveis da capital, que passará a ter competência híbrida e especializada. A nova unidade será instalada nos Fóruns Integrados II, no bairro 18 do Forte, proporcionando atendimento mais humanizado, integrado e eficiente.
Com a mudança, vara cível a ser transformada ficará responsável pelo processamento e julgamento de demandas cíveis envolvendo mulheres em situação de violência doméstica que já possuam processo criminal ou medidas protetivas em curso, permitindo uma atuação judicial mais coordenada e sensível às especificidades desses casos.
Especialização e acolhimento
De acordo com a justificativa apresentada, a criação do Centro Integrado da Mulher – também denominado Complexo Jurisdicional de Apoio à Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar – tem como objetivo central aperfeiçoar a estrutura e a especialização dos serviços prestados pelo Judiciário, assegurando maior efetividade, segurança e acolhimento às usuárias.
A centralização das atividades dos Juizados de Violência Doméstica em um ambiente físico adequado facilita o acesso das mulheres aos serviços judiciais, reduz deslocamentos e contribui para um atendimento mais digno e integrado, em consonância com as diretrizes de proteção aos direitos humanos das mulheres.
O projeto também altera o Anexo III da Lei Complementar nº 88, de 30 de outubro de 2003, que dispõe sobre o Código de Organização Judiciária do Estado de Sergipe, adequando a estrutura normativa às novas competências definidas.
Manifestação favorável
Durante a tramitação, o projeto recebeu manifestação favorável do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Corregedoria-Geral da Justiça, que reconheceram a relevância da proposta apresentada pela Coordenadoria da Mulher do TJSE, destacando os impactos positivos da iniciativa na promoção do acesso à Justiça e no enfrentamento à violência doméstica e familiar.
Com a aprovação pelo Tribunal Pleno, o projeto será encaminhado para apreciação da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese) e posterior sanção do governador.
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Mês dedicado às mulheres é encerrado no TJSE com roda de conversa
Finalizando o mês dedicado às mulheres, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através do Comitê da Equidade de Gênero e Raça (Comeger) e da Coordenadoria da Mulher, realizou a roda de conversa intitulada ‘Mulheres que transformam: liderança, competência e sensibilidade’. O evento aconteceu no auditório do Palácio da Justiça, na manhã desta segunda-feira, 30/03.
O evento foi aberto com uma apresentação de Jesy Karolayne Sales, analista judiciária em Estatística do TJSE, que fez interpretação lírica de músicas clássicas, acompanhada pelo pianista Rinaldo Lima. Logo em seguida, a presidente do TJSE lembrou que o Poder Judiciário tem uma política de equidade de gênero.
“O Conselho Nacional de Justiça, ao instituir a política nacional de incentivo à participação feminina no Poder Judiciário, foi enfático ao reconhecer que ainda persistem desigualdades estruturais na ocupação de espaços de poder. Mais do que um diagnóstico, trata-se de uma diretriz promover e assegurar oportunidades, ampliando a presença de mulheres em cargos de liderança”, enfatizou a presidente do TJSE.
A presidente do Comeger, desembargadora Ana Lúcia Freire de Almeida dos Anjos, também destacou as iniciativas do Judiciário. “É com grande honra que participo deste momento tão significativo para o nosso Tribunal de Justiça de Sergipe. Um espaço que hoje se transforma em forte reconhecimento e compromisso com as mulheres que constroem diariamente Justiça que queremos”, destacou a desembargadora Ana Lúcia.
A roda de conversa foi mediada pela juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE. “Quando chamamos essas mulheres para conversar sobre suas experiências, graças a Deus de sucesso, a gente está mostrando às pessoas que é perceptível que outras mulheres podem também chegar ao sucesso, claro cada uma com suas necessidades, mas todas buscando uma transformação social”, comentou a juíza.
Uma das participantes da roda de conversa foi a secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Aracaju, Camilla Feitosa. “O momento em que estamos vivendo eu vejo como sendo um marco na vida de todos, especialmente para as mulheres. Isso engloba também as pessoas com deficiência, pessoas que estão conquistando seus espaços e mostrando que as suas competências não têm nada a ver com estereótipos, com gênero, com cor ou classe social”, opinou Camilla.
“Um debate como esse provoca e também evidência que cada mulher precisa ocupar os mais diversos espaços para debater sobre todas as questões, seja na área da segurança, da justiça, da assistência social. Isso é o que faz a gente crescer de forma geral enquanto sociedade”, analisou Maria Eduarda Marques, vice-presidente da Astra – Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+.
Conforme a promotora de Justiça Verônica Lazar, diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher, o CAOP do Ministério Público de Sergipe, a equidade de gênero é um tema que precisa ser cada vez mais discutido. “As desigualdades geram todas as formas de violência, seja no trabalho, na vida familiar ou na vida social. E nós temos que, diuturnamente, conversarmos sobre equidade de gênero em todos os espaços de poder, em todas as esferas da sociedade”, disse.
A roda de conversa desta segunda-feira está alinhada às políticas institucionais de promoção da equidade de gênero, bem como às diretrizes do CNJ voltadas ao fortalecimento da participação feminina no sistema de justiça, além de contribuir para o fortalecimento do diálogo com a sociedade.
Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Fotografia: Raphael Faria / Dicom TJSE
TJSE e UFS celebram convênio para realização de estágio em Prática Penal
O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e a Universidade Federal de Sergipe (UFS) celebraram convênio na quinta-feira, dia 26 de março, para a oferta de estágio curricular obrigatório na disciplina Prática Penal do curso de graduação em Direito. Pelo acordo de cooperação técnica, serão oferecidas 10 vagas para os estudantes regularmente matriculados que vão atuar nas varas especializadas em Violência Doméstica e Infância e Juventude.
Participaram do ato, pelo TJSE, a juíza-coordenadora da Mulher, Juliana Martins; a juíza Heloisa Castro Alves, titular da 6ª Vara Criminal de Aracaju; a professora de Direito da UFS, Shirley Silveira Andrade, dentre outros representantes da instituição.
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Coordenadoria da Mulher encaminha acordo para renovação do projeto Reconstruir-SE
A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) reuniu nesta quinta-feira, 26 de março, representantes de instituições e especialidades médicas que participam do Projeto Reconstruir-se. O objetivo foi encaminhar a renovação do projeto que visa oferecer cirurgias reparadoras e outros serviços na área de saúde para mulheres, adolescentes e crianças vítimas de violência doméstica e familiar, que sejam partes em processos em andamento ou julgados.
“A ideia da reunião também foi de melhorar o fluxo de atendimento a estas vítimas de violência, que muitas vezes não buscam o Poder Judiciário por medo ou vergonha, e acabam sofrendo violência novamente sem que a gente possa ajudá-las”, reforçou a juíza-coordenadora da Mulher do TJSE, Juliana Martins.
O diretor-técnico do Hospital de Cirurgia, Rilton Morais, destacou a importância da parceria com o Poder Judiciário no combate à violência contra a mulher. “Criar mecanismos mais dinâmicos para alertar as autoridades e órgãos de fiscalização de forma a verificar casos suspeitos, sejam as vítimas mulheres ou crianças e adolescentes”, explicou o neurocirurgião.
“Acho muito relevante a participação de nós, da cirurgia plástica, neste fluxo de pacientes que sofreram violência doméstica. E a gente está aqui disponível também para dar celeridade e resolutividade no atendimento a estes casos”, afirmou o médico Christian Vasconcelos, cirurgião que participa do projeto e que recebeu o Selo Amigo da Mulher, reconhecimento prestado a municípios, instituições e pessoas físicas que apoiam o combate a este tipo de violência.
O médico José Roberto Mellara, presidente da Cooperativa dos Anestesiologistas de Sergipe (Coopanest-SE), ressaltou a missão da instituição em ajudar as vítimas. “Estamos aqui em busca da renovação deste convênio para que as mulheres, crianças e adolescentes que sofram violência doméstica, caso precisem de procedimento cirúrgico, podem seguir contando com o apoio dos cooperados”, concluiu.
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Fotografia: Raphael Faria
Roda de conversa no TJSE refletirá sobre a valorização da participação feminina nas instituições
Em continuidade às ações institucionais que o Tribunal de Justiça de Sergipe tem promovido no mês de março, em alusão ao Dia Internacional da Mulher, será realizada a roda de conversa “Mulheres que transformam: liderança, competência e sensibilidade”. O encontro ocorrerá no dia 30 de março, às 10h, no Auditório José Rollemberg Leite, no Palácio da Justiça.
A roda de conversa terá como público-alvo magistradas e magistrados, servidoras e servidores, operadoras e operadores do direito e demais integrantes da sociedade. A ideia é levar o debate sobre equidade de gênero e valorização da presença feminina nas instituições a todos os públicos, não se restringindo às mulheres apenas, já que se trata de um compromisso coletivo.
O momento de escuta, troca de experiências e reflexão acerca do papel das mulheres no Sistema de Justiça e em outros espaços institucionais, sob a mediação da juíza-coordenadora da Mulher do TJSE, Juliana Martins, integrante do Comitê de Equidade de Gênero e Raça, reunirá a promotora de Justiça, Verônica Lazar; a advogada Nicoly Mangueira, mestranda em Direitos Humanos; a secretária Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Aracaju, Camila Feitosa; a vice-presidente da Associação das Travestis e Transexuais (Astra), Maria Eduarda Marques.
A iniciativa está alinhada às políticas institucionais de promoção da equidade de gênero, bem como às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça voltadas ao fortalecimento da participação feminina no Sistema de Justiça, além de contribuir para o fortalecimento do diálogo com a sociedade.
A abertura contará com a participação da servidora Jesy Karolayne Sales, analista judiciária em Estatística do TJSE, que fará uma interpretação lírica de músicas clássicas.
Empoderamento Feminino: Coordenadoria da Mulher promove conversa com 300 estudantes do Atheneu
Em alusão ao Mês da Mulher, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), por meio da Coordenadoria da Mulher, realizou na tarde desta segunda-feira, 23 de março, o encontro “Meninas de Hoje, Líderes de Amanhã”, no Centro de Excelência Atheneu Sergipense. A roda de conversa, realizada em parceria com a Justiça Federal em Sergipe (JFSE) e a Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM), contou com a presença de 300 estudantes do colégio estadual que puderam ouvir e falar diretamente com mulheres que ocupam cargos de destaque no estado e que inspiram, apoiam e abrem caminhos para que as meninas e jovens mulheres possam desenvolver plenamente seu potencial de liderança, participação e transformação social.
A juíza-coordenadora da Mulher do TJSE, Juliana Martins, conduziu o diálogo entre as estudantes e gestoras. “Reunimos hoje aqui mulheres que têm muito a falar, que podem empoderar essas meninas desta escola estadual que é tão relevante, de tamanha importância para a rede. Conversamos sobre o que é ser mulher nessa nova sociedade e tudo o que elas podem ser, como a gente chegou lá e como elas podem crescer junto. Um talk show informal, mas que a gente espera que possa servir na formação cidadã destas meninas”, afirmou a magistrada.
A juíza federal Lidiane Vieira Bonfim, diretora do Foro da JFSE, ressaltou que a maior realização feminina é ver muitas outras mulheres ocupando os espaços de poder. “É perceber uma semente em cada uma das meninas de hoje. O que que a gente consegue observar é que na medida em que a gente consegue explicar pra essas meninas que estão hoje no Ensino Médio que é possível atingir um espaço de poder, exercer a gestão com igualdade e executar várias atividades que a gente nós mesmos não podíamos imaginar no início da nossa adolescência. A gente está desenvolvendo um sonho, inspirando essas meninas para que possam ocupar os espaços para os quais elas já foram previamente vocacionadas”, explicou.
“Este diálogo com as estudantes é fundamental porque são elas que vão ter a possibilidade de construir uma sociedade menos violenta, uma sociedade mais respeitosa, em que as mulheres decidam o espaço em que quer estar. Para além disso, é essencial ouvirmos com atenção para construirmos políticas públicas que sejam efetivas, seja na secretaria, seja no Poder Judiciário”, destacou a secretária estadual da SPM, Georlize Teles.
A estudante Gabriele Rodrigues, do 3º ano do Ensino Médio, agradeceu pela oportunidade de conversar abertamente com mulheres de atuação destacada no estado. “São trajetórias inspiradoras, de mulheres fortes e independentes, que conquistaram os seus espaços e nos representam. Elas abriram o caminho e mostraram que é possível para qualquer uma de nós chegar lá”, concluiu a jovem, que sonha cursar Medicina.
Também participaram da roda de conversa a juíza-coordenadora da Infância e Juventude do TJSE, Iracy Mangueira, a procuradora-chefe do Ministério Público Federal em Sergipe, Eunice Dantas, e a diretora do Atheneu Sergipense, Liliane Teixeira Pina Araújo.
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Fotografia: Larissa Barros - Dicom/TJSE
Sala de Espera Protegida é inaugurada no Fórum Gumersindo Bessa
A presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargadora Iolanda Guimarães, realizou nesta segunda-feira, 23 de março, a inauguração da Sala de Espera Protegida do Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. O espaço, vinculado as ações do Centro Especializado de Atenção às Vítimas de Crimes e Atos Infracionais (CEAV) do TJSE, promove um ambiente de privacidade e segurança, evitando a revitimização e contribuindo para que o atendimento seja feito com respeito, sensibilidade e escuta qualificada.
“Um espaço pensado com cuidado, humanidade e responsabilidade. Muito mais do que um espaço físico, mas a reafirmação do compromisso do TJSE com a proteção integral das vítimas de crimes e atos infracionais, garantindo um local seguro, acolhedor e preparado para preservar sua dignidade emocional e física no momento que mais precisam de amparo”, afirmou no discurso de abertura a presidente do Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa (Nupejure), desembargadora Simone Fraga.
“A gente chama esta sala de empatia. Naquele momento que a mulher chega aqui e é acolhida, é ouvida, sente que pode falar num espaço protegido. Quem sofre a violência sente vergonha, sente medo, mas aqui elas se sentem seguras para falar e sair do ciclo de violência”, explicou a juíza-coordenadora da Mulher do TJSE, Juliana Martins. A magistrada relatou que a abertura de espaços como este em todo o estado faz parte da estratégia de ação da Coordenadoria.
O juiz Haroldo Rigo, coordenador do Centro Judiciário de Justiça Restaurativa (Cejure), destacou que a sala faz parte de um projeto amplo de oferecimento de serviços mais humanizados no Poder Judiciário Sergipano. “Serviço que se soma à Sala de Acolhimento Professora Carolina Hardman, do Ministério Público Estadual (MPSE), que vem trazer essa garantia para as vítimas no Fórum Gumersindo Bessa. A vítima sai do espaço apenas de audiência e recebe cidadania”, concluiu.
A facilitadora da Justiça Restaurativa, Sílvia Guimarães, ressaltou que na Sala de Espera Protegida, as mulheres que vão até o Fórum Gumersindo Bessa com agenda nos juizados de Violência Doméstica ficam protegidas do seus agressores. “Além disso, elas são acolhidas, recebem um escuta qualificada não só direcionada à audiência, podendo ser encaminhadas à rede de apoio aos serviços públicos disponíveis”, disse a facilitadora.
Também estiveram presentes na inauguração o juiz-diretor do Fórum Gumersindo Bessa, Rômulo Dantas Brandão; a juíza coordenadora do Nupemec/TJSE, Dra. Hercília Maria Fonseca Lima Brito; os promotores Conceição Figueiredo e Rogério Ferreira; o secretário-geral da OAB-SE, Raphael Reis; o secretário de Planejamento e Administração, Thyago Avelino, dentre outras autoridades.
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Fotografia: Raphael Faria / Dicom TJSE
Magistradas do TJSE participam de seminário sobre violência psicológica no Ministério Público
‘Diálogos sobre violência psicológica e violência vicária’ foi o tema de um seminário realizado no Ministério Público de Sergipe, na manhã desta sexta-feira, 20/03, e que contou com a presença da presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, desembargadora Iolanda Guimarães, e da juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE. O objetivo do evento foi ampliar o debate técnico e institucional sobre as violências psicológica e vicária.
“A gente veio prestigiar esse evento do Ministério Público porque esse tema é muito relevante. A violência vicária é aquela violência que o homem pratica contra os filhos para atingir a mulher, a companheira ou ex-companheira. Vimos o caso, há pouco tempo, de um homem que matou os filhos e se matou, deixando a mulher viva. É um tipo de violência vicária”, exemplificou a juíza Juliana Martins.
A diretora do Centro de Apoio Operacional dos Direitos da Mulher, o CAOP do MPSE, Verônica Lazar, também destacou o mesmo caso, lembrando que tramita no Congresso Nacional um projeto de lei para criminalizar a violência vicária. “É uma forma que muitos homens encontram de agredir a mulher através dos filhos. Então, eu diria que isso é de extrema crueldade porque causa traumas e danos irreparáveis para essa mulher”, acrescentou a promotora.
A primeira palestrante foi a advogada, pesquisadora e professora Ana Paula Trento, que apresentou o tema ‘Órfãos do feminicídio: as vítimas invisíveis da violência vicária’, discutindo os reflexos do feminicídio sobre crianças e adolescentes e a necessidade de proteção integral.
Já a promotora de Justiça e coordenadora do Núcleo de Gênero do Ministério Público de São Paulo, Valéria Scarance, falou sobre ‘Violência psicológica: identificação e prova’. Na apresentação, ela enumerou diversos tipos de violência psicológica e, ao final, falou sobre o projeto ‘IAVP: Instrumento de Avaliação de Violência Psicológica’, um formulário que identifica inúmeros tipos danos emocionais sofridos pela mulher em casos de violência.
Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).
nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Fotografia:Raphael Faria / Dicom TJSE
Paz em casa: instituições públicas e privadas recebem Selo Amigo da Mulher
Integrando a programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através da Coordenadoria da Mulher, fez a entrega hoje, 12/03, do Selo Amigo da Mulher. A solenidade aconteceu no auditório do Palácio da Justiça, no Centro de Aracaju. Foram homenageadas instituições públicas, privadas e pessoas físicas que apoiam ações do Judiciário no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher.
“Hoje celebramos não apenas iniciativas, celebramos vidas transformadas. Cada instituição aqui reconhecida representa um gesto de cuidado, uma mão estendida e uma porta aberta para mulheres que enfrentam dores silenciosas. O que premiamos hoje é a coragem, empatia e escolha diária de não ignorar o sofrimento alheio”, salientou a desembargadora Iolanda Guimarães, presidente do TJSE, em seu discurso de abertura.
Conforme a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE, o selo é uma homenagem a instituições parceiras. “Hoje estamos homenageando as pessoas que conosco caminharam, no ano passado, e combateram a violência doméstica”, comentou a magistrada.
Entre as instituições homenageadas estavam a Universidade Federal de Sergipe; Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Sergipe (Fecomércio/SE); Serviço Social do Comércio (Sesc/SE); e setores do TJSE, como a Secretaria de Planejamento e Administração (Seplad), a Diretoria de Planejamento e Desenvolvimento (Diplad) e o Centro Médico (Cemed).
“O Sistema Comércio de Sergipe, composto pela Fecomércio, Sesc e Senac, faz um trabalho de excelência e não poderia deixar de estar inserido nos projetos do TJ, através da Coordenadoria da Mulher. Vale ressaltar que essa parceria de tantos anos tem feito a diferença na vida de várias mulheres. Temos um lema que é cuidar de pessoas e cuidar de pessoas nos aproxima”, disse Marcos Andrade, presidente da Fecomércio.
Além das instituições, receberam o selo municípios que implementaram grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica; que criaram a Patrulha Maria da Penha, responsável pelo acompanhamento de mulheres com medidas protetivas; ou inauguraram Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams). As prefeituras homenageadas foram Amparo de São Francisco, Aracaju, Carmópolis, Cedro de São João, Frei Paulo, Pedra Mole, Pinhão, Poço Verde e Telha.
“Estamos lisonjeado pela homenagem do tribunal, pelo reconhecimento ao nosso trabalho perante as ações feitas para que as mulheres possam ter mais respeito. Na verdade, a administração faz de tudo para isso, com a implementação do Cram e da Patrulha Maria da Penha, tudo isso voltado para que se faça a justiça por inteiro”, disse o prefeito de Carmópolis, Welber Leite.
Esta ação está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) - Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU)
nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Paz em casa: profissionais que atuam em grupos reflexivos trocam boas práticas
A Coordenadoria a Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) reuniu psicólogos, assistentes sociais e advogados que atuam na rede de proteção à mulher para o compartilhamento de boas práticas realizadas nos grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica. O encontro acontece hoje, 10/03, e amanhã, na Escola Judicial de Sergipe (Ejuse) e integra a programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa. Desde 2015, mais de 600 homens já passaram pelos grupos reflexivos existentes em Sergipe.
“Diferente do ano passado, quando capacitamos os profissionais dos Crams, este ano estamos trazendo boas práticas para aprimorar o trabalho dos grupos reflexivos”, informou a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do TJSE. Ela lembrou que Sergipe foi um dos Estados pioneiros no Brasil a implementar grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica.
Conforme a magistrada, a reincidência entre os homens que participam desses grupos cai de 60% para 6,7%. “Para gente, isso é uma grande melhoria. Aumentamos de 6 para 24 o número de grupos reflexivos no Estado do ano passado para cá. Quando a gente trata esse homem e ressignifica essa família, as crianças não vão mais ver o pai agredindo a mãe e não vão mais achar isso normal”, salientou Juliana Martins.
Uma das profissionais que está participando do encontro é a assistente social Mayara Reis. Ela atua no grupo reflexivo do município de Estância, que existe há cerca de dois anos. O grupo recebe homens encaminhados pelo Poder Judiciário e tem encontro semanais, sempre nos finais de tarde, para facilitar a presença dos homens. Além dos tipos e ciclo da violência a equipe psicossocial discute com os participantes temáticas transversais relacionadas à masculinidade.
“Os primeiros encontros são sempre mais difíceis, chegam mais fechados e resistentes. À medida que avançamos nas temáticas o próprio discurso deles começa a mudar. Eu tenho certeza que a gente consegue contribuir porque quando encerramos os ciclos eles sempre ficam querendo falar mais e pedem para voltar. Acreditamos que esse trabalho dá certo e funciona”, enfatizou a assistente social.
Programação
10 e 11/03, terça e quarta
Curso ‘Condução Qualificada de Grupos Reflexivos: técnicas e experiências’
Local: Ejuse
Para profissionais da rede, fechado ao público
12/03, quinta
9 às 11h - Evento Selo Amigo da Mulher
Local: auditório do Palácio da Justiça
Aberto ao público
13/03, sexta
8h30 - Reunião da Coordenadoria da Mulher com a Procuradoria do TCE-SE
10h30 às 12h - Palestra no ‘Sebrae Delas’ para mulheres empreendedoras
Local: AM Malls (Centro de Convenções)
Texto/Matéria: Dicom TJSE
Fotografias: Larissa Barros / Dicom TJSE








