Vânia dos Santos Barbosa
TJSE e Secretaria de Políticas para as Mulheres discutem implantação da Casa da Mulher Brasileira
A presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargadora Iolanda Guimarães, e a juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins, reuniram-se nesta sexta-feira, 27 de junho, com a secretária estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Danielle Garcia. No encontro, foi apresentado o projeto da Casa da Mulher Brasileira, que já está com obras avançadas em Aracaju, e a atuação do TJSE no novo equipamento, que reunirá no mesmo espaço diversos órgãos que atuam na proteção da mulher vítima de violência.
Matéria/texto: Dircom TJSE
Fotografia: Raphael Faria - Dircom TJSE
TJSE e Prefeitura de Aracaju renovam convênio da Patrulha Maria da Penha com ampliação de mulheres atendidas
Republicação da matéria publicada no site do TJSE no dia 27-05-25.
O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e a Prefeitura de Aracaju celebraram o convênio para renovar o serviço da Patrulha Maria da Penha que é executado pela Guarda Municipal de Aracaju. A Patrulha é um equipamento no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que realiza o acompanhamento de mulheres em situação de violência que possuem medidas protetivas de urgência deferidas pelos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Aracaju.
O termo foi assinado, nesta terça-feira, dia 27/05, pela presidente do TJSE, desembargadora Iolanda Guimarães, pela juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins e pela prefeita de Aracaju Emília Correia.
“É uma política muito importante para a proteção das mulheres aracajuanas porque a Patrulha Maria da Penha, com sensibilidade, atua no acompanhamento das mulheres que estão em situação de violência doméstica. O Tribunal de Justiça, com ações como essa, cumpre o seu compromisso institucional com uma sociedade mais segura, justa e livre da violência contra a mulher”, destacou a presidente Iolanda Guimarães.
A Patrulha Maria da Penha está implantada no município de Aracaju há cinco anos. Com a renovação do convênio está prevista uma ampliação no quantitativo de mulheres atendidas de 50 para 100 assistidas. “Esse é o compromisso de nós mulheres para proteger mulheres. A Patrulha Maria da Penha tem um trabalho magnífico e a gente não pode parar, temos que avançar e, a cada tempo, aumentar esse número para salvaguardar as mulheres”, considerou a prefeita Emília Correia.
O serviço é prestado considerando o índice de exposição da vítima à situação de risco de violência e a complexidade de cada demanda. Os guardiões realizam visitas periódicas às mulheres de segunda a sexta-feira, salvo em caráter emergencial quando o atendimento será disponibilizado 24h/dia. A Patrulha Maria da Penha também poderá realizar o encaminhamento da mulher assistida à rede local de atendimento.
“A renovação deste convênio representa a continuidade de um passo decisivo na proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, pois permite a atuação conjunta e integrada do Judiciário com a estrutura de segurança pública municipal, garantindo o cumprimento efetivo das medidas protetivas de urgência determinadas pelo juízo. Com a presença da Guarda Municipal no monitoramento das vítimas e fiscalização do cumprimento das ordens judiciais, conseguimos não apenas ampliar a rede de proteção, mas também prevenir a reincidência da violência. É uma atuação que salva vidas, que devolve segurança e dignidade às mulheres e que fortalece a credibilidade da Justiça”, pontuou a juíza coordenadora Juliana Martins.
O TJSE, por meio da Coordenadoria da Mulher, fornecerá capacitação sobre a temática de gênero e violência doméstica contra a mulher aos profissionais da Guarda Municipal de Aracaju que atuam na Patrulha Maria da Penha.
https://agencia.tjse.jus.br/noticias/item/15767-tjse-e-prefeitura-de-aracaju-renovam-convenio-da-patrulha-maria-da-penha-com-ampliacao-de-mulheres-atendidas
Encontro discute medidas de prevenção e combate ao assédio e discriminação
Republicação da matéria publicada no site do TJSE no dia 09-05-25.
'Assédio e discriminação no TJSE, não!' foi o tema do II Encontro sobre Prevenção, Combate ao Assédio e à Discriminação do Tribunal de Justiça de Sergipe. O evento, alusivo à Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi realizado na manhã desta sexta-feira, 09/05, no auditório do Tribunal Pleno, com a presença de servidores e magistrados. Também foi transmitido pelo canal TJSE Eventos, no YouTube, onde ficou gravado.
O evento foi aberto pela juíza Juliana Martins, que é membro da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do TJSE. “Esse encontro tem como objetivo justamente dar visibilidade a esse assunto porque muitas pessoas ainda não sabem o que é assédio. Vamos falar sobre como a vítima de assédio ou discriminação pode fazer a denúncia e o que acontece nesse caminho dentro do Tribunal de Justiça. É dessa forma que a gente tenta combater essa prática”, comentou a magistrada.
A primeira apresentação foi feita pelo técnico judiciário Gilberto Vaqueiro, também membro da Comissão. Ele falou sobre o ‘Fluxograma de acolhimento, escuta e orientação da notícia de assédio e discriminação’. Ele apresentou os canais de denúncia, destacou que ela não deve ser confundida com um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e que todo o acolhimento e tramitação são sigilosos.
“O canal principal de denúncia é a Ouvidoria do TJSE. Caso o denunciante autorize, é criado um SEI sigiloso, encaminhado para a Comissão e para Diretoria de Gestão de Pessoas, setor responsável pela escuta, acolhimento e orientação da vítima. A Digepe trabalha em rede com Centro Médico do tribunal e a partir daí a parte é escutada, sendo ofertadas algumas soluções. Também é anotada para a estatística, importante para sabermos se algum setor do tribunal está com um ambiente mais hostil. Mas, graças a Deus, ainda não identificamos nada muito significativo”, explicou Gilberto.
Conforme a diretora de Gestão de Pessoas do TJSE, Karla Cardoso, o acolhimento à vítima é uma etapa importante do fluxograma elaborado pela Comissão. “Precisamos aprender a escutar as pessoas. Uma escuta atenta, nos mínimos detalhes e sem julgamentos. Deve ser um momento não de julgamento e sim de acolhida, escuta e orientação”, explicou Karla, reforçando que todas as etapas são sigilosas.
Por fim, a psicóloga Marília Prado Machado, da Divisão de Perícias do TJSE, falou sobre os impactos psicológicos do assédio e discriminação e sobre os caminhos para preveni-los. Entre os impactos individuais, as vítimas de assédio ou discriminação, conforme a psicóloga, podem apresentar sintomas de ansiedade, dores no corpo, insônia, cansaço, desânimo, apatia, desmotivação e distanciamento.
“Existem também as consequências para o grupo como um todo. Afeta o clima do ambiente de trabalho, aumenta os conflitos internos, a hostilidade. O medo se instala, ou seja, o clima só piora. A produtividade cai, a desmotivação aumenta, enfim todo mundo sai perdendo”, alertou a psicóloga. Para Marília, é possível prevenir isso tudo. “A prevenção começa com isso que estamos fazendo hoje aqui. Com a formação, orientação e sempre criando os canais de comunicação e denúncia”, concluiu.
https://agencia.tjse.jus.br/noticias/item/15710-encontro-discute-medidas-de-prevencao-e-combate-ao-assedio-e-discriminacao
Coordenadoria da Mulher inicia nova capacitação para ampliação dos grupos reflexivos
Teve início nesta segunda-feira, dia 05/05 e prosseguirá até quarta-feira, 07/05, uma capacitação voltada para a disseminação de grupos reflexivos para homens autores de violência. O objetivo é dialogar com os profissionais que já realizam os grupos reflexivos e formar novos profissionais a fim de expandir a metodologia dos grupos reflexivos pelo estado de Sergipe.
“A Coordenadoria da Mulher costuma realizar esses cursos duas vezes ao ano, porque o objetivo é trabalhar não somente na consequência do problema, ou seja, na violência já instalada, mas, principalmente, na causa, de forma educativa e mais eficaz de redução dos índices de violência contra a mulher”, explicou a psicóloga da Sabrina Duarte.
O público-alvo são os profissionais da assistência social e da psicologia que atuam nos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), nos Centros de Referência Especializada da Assistência Social (Creas), Centros de Referência da Assistência Social (Cras), bem como servidores lotados no Centro Judiciário de Justiça Restaurativa (Cejure) e na Coordenadoria da Mulher.
Foram abordadas as políticas de criação e implementação de grupos reflexivos para homens autores de violência no país, a partir de uma política nacional de trabalho com esse público para o enfrentamento da violência. As aulas foram ministradas pelos professores dr. Ricardo Bortoli, dra. Cleide Gessele, dr. Adriano Beiras.
“Nós procuramos explicar critérios mínimos e recomendações a partir do CNJ e das pesquisas que a gente tem feito dentro da academia, especialmente do grupo de pesquisa que eu coordeno na Universidade Federal de Santa Catarina, sou professor do Departamento de Psicologia e do programa de pós-graduação. Nós temos desenvolvido materiais diversos em parceria com a academia judicial e com outros serviços públicos sobre essa questão da política, da metodologia e das teorias de gênero que são importantes para o atendimento desses grupos”, informou o psicólogo Adriano Beiras.
Durante a apresentação, foi mostrado o crescimento dos grupos reflexivos no Brasil em três anos. Em 2020, foram registradas 312 iniciativas, em 2023, já se registravam 498 iniciativas. “Essa captação vem ao encontro do planejamento da própria Coordenadoria de a gente trabalhar os grupos reflexivos para homens autores de violência contra as mulheres. Então, é extremamente importante os grupos reflexivos e eles têm aumentado de forma significativa no Brasil como um todo e a gente está aqui para formar vários profissionais de várias áreas do estado de Sergipe”, reforçou a assistente social Cleide Gessele.
Em Sergipe, estão em atuação 17 grupos reflexivos, sendo 3 na capital Aracaju. De acordo com estudos realizados, a eficácia dos grupos reflexivos está na não reincidência dos homens autores de violência. “Nós acompanhamos mais de perto os resultados trazidos pelos grupos reflexivos que atuam em Aracaju, que possuem uma parceria direta com a Coordenadoria da Mulher, o Viver Família da Faculdade Estácio. Este grupo apresenta 6,7% de reincidência, que é quando o homem que passou pelo grupo volta a praticar a violência. Normalmente, os estudos dizem que a reincidência quando o homem não participa dos grupos está entre 55 e 65%”, acrescentou Sabrina Duarte.
Matéria/Texto: Dircom TJSE
Fotografia: Rapahel Faria - Dircom TJSE
TJSE, Tahto e Astra firmam parceria para acesso de mulheres trans ao mercado de trabalho
A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe realizou nesta segunda-feira, dia 14/04, uma reunião com a empresa de telemarketing Tahto e a Astra - Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+ com o objetivo de fomentar vagas de emprego para mulheres transexuais e travestis.
"A gente já tem essa parceria com a Tahto há algum tempo, uma empresa muito parceira, que realmente possui uma gestão sensível a todas as questões que dizem respeito à mulher e agora a gente está ampliando, juntamente com a Astra para poder encaminhar mulheres transexuais e travestis para trabalharem na Tahto. Então a ideia realmente é possibilitar para esse público que tem, às vezes, tanta dificuldade de inserção no mercado trabalho, uma oportunidade para crescer e ter a visibilidade devida", disse a psicóloga Sabrina Duarte, que acompanhou a reunião que foi conduzida pela juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins.
O TJSE, por meio da Coordenadoria da Mulher, mantém desde 2024 uma parceria com a empresa Tahto voltada para a inserção de mulheres no mercado de trabalho, especialmente as vítimas de violência doméstica assistidas pelos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams). A intenção é ampliar o universo de mulheres atendidas, oportunizando a empregabilidade às mulheres em situação de vulnerabilidade social, notadamente, as mulheres trans.
"Historicamente a população mais estigmatiza na sociedade é a população de travestis e transexuais, é tanto que a gente não vê ainda tantas mulheres no mercado formal de trabalho. Essa parceria com o Tribunal de Justiça, através da Coordenadoria, na verdade, abre uma esperança com a empresa Tahto, para contratar também meninas trans e travestis. A gente sabe que ainda compulsoriamente a maioria desta população está no mercado informal que é do sexo, não que isso seja um problema, mas queremos que essas meninas possam também estar em outros espaços, possam ser médicas, assistentes administrativas, call center, enfim, que tenham sua complementação de renda", disse Maria Eduarda Marques, vice-presidente da Astra.
A Tahto está no mercado sergipano há quatro anos e hoje emprega 933 funcionários, um quadro composto em mais de 70% por mulheres. A empresa de telemarketing atende clientes no ramo de telefonia e de distribuição de energia. A partir da parceria firmada com a Coordenadoria da Mulher, a Tahto tem admitido mulheres em situação de violência após processo seletivo para o qual a exigência mínima é que as candidatas tenham 18 anos e ensino médio completo.
"Hoje a gente discutiu a possibilidade da Tatho fazer contratações de mulheres trans, algo que já temos feito, já é da nossa prática interna, mas a partir do momento que fazemos uma comunicação mais direta junto a Coordenadoria da Mulher, junto a Astra, a gente vai ter um olhar ainda mais cuidadoso inclusive para trazer os resultados dessa parceria. A Astra estará indicando as mulheres com o perfil que nós atuamos, em contrapartida traremos as informações para publicizar, para estimular as mulheres trans a serem inseridas no mercado de trabalho. Desde o ano passado a gente tem esse olhar mais cuidadoso com as mulheres vítimas de violência doméstica dentro da empresa e já temos algumas contratações", explicou a coordenadora de Treinamento Maria Luísa Teodoro.
Texto/Matéria: Dircom TJSE
Fotografia: Larissa Barros - Dicom TJSE
Semana Nacional: cooperação com instituições de saúde ampliam atendimento a crianças e adolescentes
Nesta sexta-feira, dia 11/04, foram assinados Termos de Cooperação que contemplam atendimento a crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e/ou vítimas de violência física, psicológica e sexual. Os termos foram assinados na Presidência do TJSE com Comitê Estadual de Saúde, a Coordenadoria da Infância e Juventude, a Fundação Beneficência Hospital de Cirurgia e o Hospital e Maternidade Santa Isabel.
A ação contempla a programação da Semana Nacional de Saúde, cuja finalidade é fomentar iniciativas que promovam a integração de ações entre os Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, bem como a colaboração de órgãos e entidades atuantes na área da saúde, tanto do setor público quanto do privado.
"Estamos encerrando, hoje, a Semana Nacional de Saúde, coroando essa semana com esses dois termos aditivos aos convênios que já existiam. Primeiro com o Hospital de Cirurgia, onde este irá atender as crianças que estão institucionalizadas realizando os exames de alta e média complexidade; e com o Santa Isabel no atendimento psicológico e psiquiátrico, tanto para as crianças institucionalizadas quanto para aquelas vítimas de violência, normalmente aquelas vinculadas a processos que tramitam na 6ª Vara Criminal. Então, o Comitê de Saúde está trabalhando junto com a Coordenadoria da Infância para levar saúde às crianças e principalmente aquelas que estão institucionalizadas e mais vulnerabilizadas", explicou a juíza Brígida Declerc Fink, representante do Comitê Estadual de Saúde.
Com a Fundação Beneficência Hospital de Cirurgia foi assinado um aditivo ao Termo de Cooperação nº 34/2024 para garantir o atendimento de exames de média e alta complexidade para crianças e adolescentes institucionalizados. Também será disponibilizada a estrutura física, insumos médicos, exames complementares, equipamentos e equipe multidisciplinar para a realização de procedimentos cirúrgicos reparadores de deformidades. O convênio firmado em 2024, que foi aditivado hoje, proporciona cirurgias plásticas reparadoras para vítimas de violência doméstica, quando a sequela resultar de conduta relacionada a processos criminais, por meio do Projeto Reconstruir-SE.
"O objetivo é cuidar do adolescente e da criança. Nós já temos um convênio para tratar de mulheres que sofreram violência e agora aditivamos para estarmos cuidando na linha de exames e alguns tratamentos das crianças e adolescentes que estão precisando e estão em situação de acolhimento", explicou Márcia Guimarães, interventora judicial do Cirurgia.
Com o Hospital e Maternidade Santa Isabel, também foi assinado um aditivo ao Termo de Cooperação nº 38/2024, o qual garantirá atendimento em consultas, exames e o acompanhamento psicológico e psiquiátrico a 20 crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e/ou vítimas de violência física, psicológica e sexual. O convênio firmado em 2024 proporciona o pré-natal humanizado para mulheres em situação de violência, bem como a reserva de 5% de vagas de emprego no Hospital Santa Isabel, parceria com o TJSE por meio do Projeto Gestabel e Elas.
"O Hospital e Maternidade Santa Isabel está no Tribunal de Justiça de Sergipe para reafirmar essa parceria e garantir o atendimento em saúde para aqueles em vulnerabilidade. Hoje o Hospital se propõe a destinar vagas de atendimento para gestantes, mulheres vítimas de violência e crianças que também se encontram em situação de vulnerabilidade para atendimento em psiquiatria e psicologia. A parceria já está vigente e estamos em execução de alguns atendimentos. Este é um convênio que irá perdurar e tem toda a dedicação do Hospital para que a garantia do atendimento seja imediata e resolutiva para mulheres, gestantes, crianças e adolescentes que, infelizmente, se encontram em situação de vulnerabilidade", observou Max Oliveira, diretor administrativo.
Texto/Matéria: Dircom TJSE
Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE
Cooperação permitirá acesso ao Portal Criminal pela Patrulha Maria da Penha de Itabaiana
Foi assinado nesta sexta-feira, dia 11/04, um Termo de Cooperação Técnica entre o Tribunal de Justiça de Sergipe e o Município de Itabaiana para a utilização do Portal Criminal pela Patrulha Maria da Penha. Assinaram o Termo, a presidente do TJSE, Iolanda Guimarães, a juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho; e o comandante da Guarda Municipal, Jonathan Mendonça.
"Esta é uma ação muito importante e que surtirá um impacto grande na proteção das mulheres que residem em Itabaiana e que são acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha. Fico muito feliz com o trabalho, com essa parceria que firmamos com o Município porque é uma prova que o Judiciário e o Executivo estão empenhados e dando prioridade a esta causa", considerou a presidente Iolanda Guimarães.
A Patrulha Maria da Penha de Itabaiana foi criada em 2024 e regulamentada por convênio firmado com o TJSE no mesmo ano. Com a nova cooperação, o Judiciário e o Executivo Municipal poderão compartilhar informações acerca de processos envolvendo vítimas de violência doméstica e familiar, através dos dados do Portal Criminal do TJSE.
“Estamos muito felizes de celebrar mais esse convênio por sua importância, uma vez que ele permite que a Patrulhe acesse, diretamente do sistema do Portal Criminal, as decisões dos juízes nos processos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Com acesso ao Portal, a Patrulha poderá avaliar o risco que a mulher está correndo, observando se ela tem uma medida protetiva de urgência e proceda com os encaminhamentos, inclusive, com o acompanhamento personalizado em momentos que essas mulheres estão mais vulneráveis, por exemplo, no trajeto do trabalho para casa e vice-versa”, destacou a juíza Juliana Martins.
O TJSE disponibilizará o acesso aos serviços de peticionamento e comunicações eletrônicas aos usuários da Patrulha Maria da Penha, indicados pelo Comando da Guarda Municipal de Itabaiana, os quais também passarão por uma capacitação para utilização do Portal.
"Mais um convênio que contribui de maneira decisiva para o trabalho que a Guarda Municipal de Itabaiana vem desenvolvendo com a Patrulha Maria da Penha. Agora com acesso ao Portal Criminal, poderemos contribuir ainda mais para que os agentes de segurança pública possam dar maior celeridade a todo esse trâmite necessário porque a gente está trabalhando com vidas e o nosso maior foco é proteger a vidas dessas mulheres", salientou o comandante da Guarda Municipal, Jonathan Mendonça.
O prefeito destacou a cooperação que o Município de Itabaiana tem com o Poder Judiciário para a proteção das mulheres. "Parabenizo a presidente do Tribunal, desembargadora Iolanda e a coordenadora da Mulher, dra. Juliana, que tem impulsionado as políticas públicas no atendimento à mulher que é vítimas de violência doméstica e a Prefeitura tem buscado instituir alguns programas para atender as mulheres nessa situação, além da Patrulha que foi criada no ano passado", pontuou Valmir de Francisquinho.
Já possuem acesso ao Portal Criminal do TJSE as Patrulhas Maria da Penha de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, Propriá e Lagarto.
Texto/Matéria: Dircom TJSE
Fotografia: Larissa Barros - Dicom TJSE
Juíza coordenadora da Mulher do TJSE é empossada 2ª secretária do Cocevid
A juíza coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, Juliana Martins, foi empossada como segunda secretária da Comissão Executiva para 2025 do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro (Cocevid). A posse ocorreu, na quinta-feira, dia 03/04, durante a reunião do Cocevid realizada no Tribunal de Justiça de Bahia.
De acordo com a magistrada, as Coordenadorias da Mulher em Situação de Violência foram criadas em 2011, com o importante papel de fortalecer o enfrentamento à violência doméstica no âmbito do Judiciário.
"Em 2018, foi instituído o Colégio de Coordenadores (Cocevid), reunindo colegas de todo o país comprometidos com essa causa tão necessária. Desde então, Sergipe teve assento apenas uma vez, com a atuação da querida dra. Rosa Geane. Agora, tenho a alegria de viver essa segunda oportunidade de representar o nosso estado. Sinto-me verdadeiramente honrada por integrar esse colegiado formado por pessoas vocacionadas e engajadas, e mais ainda por representar o estado que escolhi como lar. Que Deus me dê força e sabedoria para seguir trabalhando com dedicação e sensibilidade nessa missão tão desafiadora quanto transformadora", destacou a juíza Juliana Martins.
Para a presidência do Cocevid foi empossada a desembargadora Nágila Sales Brito, presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA. O mandato da Comissão Executiva é de um ano, permitida a recondução por igual período.
A reunião do Cocevid
A programação do Cocevid ainda ocorre nesta sexta-feira, dia 04/04. Além da reunião, ocorrerá o evento “Mulheres e Poder: Liderar, Inspirar e Transformar”. Na oportunidade, a ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), e a desembargadora Salise Monteiro Sanchotene, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), farão explanações sobre o tema.
O encontro estimula os participantes a trocar experiências e conhecimento, além de buscar uniformizar os métodos e os critérios administrativos e judiciais nos processos de violência contra mulher, bem como os projetos e as práticas implementadas, observadas as peculiaridades regionais.
Com informações do TJBA.
Matéria: Dircom TJSE
Fábrica de Chocolate Mussuca no Cram de Laranjeiras produz ovos de Páscoa
O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) do município de Laranjeiras foi inaugurado em julho de 2023 para o acolhimento de mulheres em situação de violência e em vulnerabilidade social com a oferta de atendimento jurídico e psicossocial. Desde a sua implantação, o Cram tem promovido, por meio de uma articulação entre os Poderes Judiciário e Executivo municipal e o Senac, cursos profissionalizantes para estimular a autonomia financeira das mulheres atendidas.
Em 2024, foi inaugurada, no espaço do Cram, a Fábrica de Chocolate Mussuca cuja produção é feita pelas mulheres que foram qualificadas nos cursos ofertados. Neste ano de 2025, a produção de chocolates das mulheres assistidas pelo Cram está a todo vapor para atender à demanda e a juíza coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Juliana Martins, foi acompanhar de perto o trabalho desenvolvido.
“Eu estou bem encantada, o Cram está estruturado, as mulheres estão trabalhando com muitas demandas, inclusive, já tem uma sala com 800 ovos que foram encomendados para serem entregues nesta Páscoa. Então ver essas mulheres empoderadas, saindo dessa situação de vítima para serem autoras da própria vida é o que nos impulsiona nesta luta”, disse a juíza Juliana Martins.
As encomendas chegam das secretarias municipais de Laranjeiras e do público que toma conhecimento do trabalho. Para a Páscoa, 10 mulheres participam da produção que por dia chega a 350 ovos de chocolates. A marisqueira Marluce, que fez o curso de confecção de chocolate do Senac no ano passado, disse que a renda com a fábrica é hoje sua única fonte.
“Para mim está sendo uma experiência boa porque eu estava sem trabalhar, apesar de ser marisqueira. Eu optei por fazer os ovos de chocolate, porque é uma oportunidade nesse período, mas também eu pretendo dar continuidade ao trabalho. Nós temos recebido muitas encomendas, mas nossa equipe tem como produzir mais”, relatou Marluce dos Santos.
O Cram de Laranjeiras tem uma demanda de 40 mulheres e oferta dois cursos profissionalizantes realizados pelo Senac e pela Secretaria Estadual de Trabalho, nos turnos da tarde e noite. “As mulheres passaram por qualificação e hoje elas estão trabalhando para sua autonomia e fabricando chocolates para a venda e uma renda extra. As mulheres sempre nos relatam como têm conseguido conquistas o que antes não eram possíveis, ocuparam um tempo que era ocioso, então não apenas é uma melhoria da renda, mas da autoestima dessas mulheres”, garantiu Tainara Goes, assistente social do Cram.
Outras articulações
A juíza coordenadora Juliana Martins conversou com o vice-prefeito de Laranjeiras, Luciano da Várzea e com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social Onete Mota sobre a ampliação dos equipamentos de proteção às mulheres do município.
“A gente não para porque a violência doméstica não para, então a gente está em constante luta. Por isso precisamos implantar em Laranjeiras a Patrulha Maria da Penha e os grupos reflexivos e estamos em tratativa com o Poder Municipal. Tenho certeza que sairemos hoje daqui com a indicação desta implantação, porque as mulheres de Laranjeiras merecem ser protegidas dentro de suas casas e quando saírem delas”, confirmou a magistrada.
A secretária Onete relatou que o Cram mantém outra parceria importante com a delegacia do município para a escuta da mulher vítima de violência na sala de acolhimento do Cram. “Nós temos essa parceria que é muito importante porque as mulheres não vão à delegacia, mas a delegada vem ao Cram em um horário agendado e ouve essas mulheres. Isso dá às mulheres um trato melhor e incentiva a denúncia porque para uma mulher ir à porta de uma delegacia para denunciar é mais difícil”, acrescentou.
Matéria/texto: Dircom TJSE
Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE
Sororidade: Tribunal de Justiça faz entrega de itens de higiene pessoal para Cram de Laranjeiras
Encerrando o mês dedicado à mulher, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através da Coordenadoria da Mulher e do Centro Médico, fez a entrega dos itens de higiene pessoal que foram arrecadados durante a campanha ‘Sororidade: um gesto de afeto’. Cerca de dez caixas - com absorventes, sabonetes, desodorantes, produtos de maquiagem, entre outros itens - foram entregues ao Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) do município de Laranjeiras.
A presidente do TJSE, desembargadora Iolanda Guimarães, acompanhou a entrega realizada à coordenadora do Cram de Laranjeiras, Sandra Souza. “Fizemos essa campanha em parceria com o Centro Médico do Tribunal para ajudar as mulheres que, às vezes, não têm condições de comprar itens de higiene pessoal. Escolhemos o Cram de Laranjeiras porque já existe uma parceria e achamos que, nesse momento, seria o mais adequado para a entrega dessas doações”, explicou a juíza Juliana Martins.
Conforme a diretora do Centro Médico do TJSE, Luciana Nobre, foram doadas cerca de dez caixas com diversos itens. “A campanha foi idealizada pela nossa psicóloga Luana como uma das ações em alusão ao Dia da Mulher. Em todos os fóruns, foram colocadas caixinhas coletoras de itens de higiene pessoal para mulher. Até a última sexta-feira arrecadamos os itens, entre eles vários absorventes, sabonetes, creme dental, itens de maquiagem, perfumes. Foi uma campanha bonita demais e todos se sensibilizaram”, comentou Luciana.
Já a coordenadora do Cram de Laranjeiras agradeceu a iniciativa do Poder Judiciário em mais uma parceria. “Temos três anos do Cram de Laranjeiras e, hoje, estamos com atendimento de 350 mulheres do grupo da coordenadoria e mais 80 do Cram, vítimas de violência doméstica. Essa doação foi perfeita porque nossas mulheres são carentes. Não temos como agradecer ao Poder Judiciário, que ajuda demais nosso Cram só com coisas boas”, salientou Sandra.
Matéria/ texto: Dircom TJSE
Fotografia: Dircom TJSE








