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Portal da Mulher - TJSE

Vânia dos Santos Barbosa

Vânia dos Santos Barbosa

Sexta, 30 Setembro 2022 13:00

Nossa Senhora do Socorro

Delegacia Especial de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DEAGV) - Socorro

Endereço: Rua 24, Nº 168, Conjunto João Alves Filho, Nossa Senhora do Socorro, CEP: 49.160-971

Telefone: (79) 3279-2450

Delegada: Maria do Socorro Carvalho Moura 

Sexta, 30 Setembro 2022 12:59

Lagarto

Delegacia Especial de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DEAGV) - Lagarto

Endereço: Praça Rui Mendes, S/Nº, Centro, Lagarto, CEP: 49.400-000

Telefone: (79) 3631-2114 / (79) 98824-8356 (Acorde)

Delegada: Vanessa Moura Feitosa

 

Sexta, 30 Setembro 2022 12:57

Itabaiana

Delegacia Especial de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DEAGV) - Itabaiana

Endereço: Av. Vereador Olímpio Grande, S/Nº, Centro, Itabaiana, CEP 49.500-000

Telefone: (79) 3431-8513

Delegada: Jéssica Garcia Cruz Carvalho

Sexta, 30 Setembro 2022 12:52

Estância

Delegacia Especial de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DEAGV) – Estância

Endereço: Rua Cachoeira, Nº 1115, Bairro Santa Cruz, Estância, CEP: 49.200-000

Telefone: (79) 3522-8777 / (79) 98853-5336 / (79) 98816-6636 (Acorde)

Delegada: Marcela de Almeida Souza

Acompanhar o andamento do projeto de implantação em Sergipe da Casa da Mulher Brasileira foi o objetivo de uma reunião realizada na manhã de ontem, 29/09, por meio de videoconferência. Conduziram o encontro o Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo; e a Coordenadora Mulher do Tribunal, a Juíza Rosa Geane Nascimento, que se dispuseram a contatar instituições envolvidas para que a obra seja agilizada.

“Estamos correndo contra o tempo, por isso nossa ansiedade. É do nosso interesse que todos os problemas sejam destravados para que possamos oferecer um equipamento que atenda integralmente as vítimas de violência doméstica e familiar em Sergipe”, salientou o Desembargador Edson Ulisses de Melo durante a reunião.

A Coordenadora da Mulher tem organizado reuniões mensais para acompanhar todas as etapas de implementação da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe. “O objetivo dessas reuniões mensais com os atores responsáveis pela construção da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe é verificar o acompanhamento do projeto e juntos resolvermos todas as dificuldades e entraves, acaso existentes, para que o projeto seja exitoso. Nessa reunião, verificamos que o projeto está andando, bem como quase superando a fase de todas as licenças para o início da obra. Superaremos as dificuldades apresentadas com a união de todos (as). Agendaremos nova reunião para o retorno sobre os encaminhamentos debatidos. A Casa da Mulher Brasileira em Sergipe será construída como foi concebida, trazendo o enorme benefício às mulheres e à toda sociedade sergipana”, comentou a magistrada.

Conforme Pedro Brasil, representante da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS), algumas licenças estão pendentes. “Mas estamos conversando com todas instituições envolvidas para emissão de licenças e acredito que teremos um fluxo burocrático mais tranquilo e rápido junto à Caixa”, informou Pedro.

Já Pedrianne Dantas, da Projetar-SE, empresa contratada para execução dos projetos complementares, disse que o maior impasse tem sido os licenciamentos, que devem ser emitidos por instituições como Energisa, Deso e Corpo de Bombeiros. “Chegamos a um ponto que vamos precisar de ajuda sim do Judiciário para aprovação das licenças”, comentou.

O engenheiro da Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres, órgão do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos (MMFDH), Ronaldo Silva, também participou da reunião. “Estivemos, ontem, na Casa da Mulher Brasileira que está sendo construída em Salvador. Em Sergipe, tudo indica que teremos um bom desenvolvimento e, por enquanto, não há motivo para preocupação”, disse Ronaldo.

O projeto Casa da Mulher contém três etapas: a primeira refere-se à contratação dos projetos complementares; a segunda à construção; e a terceira à aquisição de equipamentos e mobiliário. A Casa da Mulher Brasileira é um espaço que reúne de forma integrada e humanizada todos os serviços destinados à mulher em situação de violência doméstica e familiar. O valor para a construção da Casa da Mulher é em torno de R$ 7 milhões, recursos advindos de emendas destinadas pela Senadora Maria do Carmo Alves.

 

Matéria/Texto: Dircom TJSE

 

Planejamento Estratégico 2021/2026
Macrodesafio
FORTALECIMENTO DA RELAÇÃO INTERINSTITUCIONAL DO JUDICIÁRIO COM A SOCIEDADE
Macrodesafio
GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

O projeto-piloto para implantação da Justiça Restaurativa com ênfase na violência doméstica e familiar contra a mulher foi iniciado, na última terça-feira, 27/09, no Colégio Estadual Professor João Costa, localizado no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju. A ideia da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) é que a metodologia que trabalha com círculos de paz possa, posteriormente, ser ampliada para outras escolas.

“A Justiça Restaurativa traz uma nova perspectiva na aplicação do direito e isso é fundamental nas relações escolares. O Tribunal de Justiça de Sergipe, por seu Presidente, o Desembargador Edson Ulisses de Melo, implementou o Núcleo e o Centro de Justiça Restaurativa e tem todo interesse na difusão dessa prática de resolução de conflitos, em alinhamento com a política do CNJ. Após a implementação dessa política judiciária e a formação da equipe multidisciplinar da Coordenadoria da Mulher, resolvemos realizar um projeto-piloto de Justiça Restaurativa nas escolas com a perspectiva de gênero, para prevenção, combate e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher”, explicou a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE.

Em 2013, a Coordenadoria da Mulher propôs, por ofício, e teve êxito na implantação do ensino transversal de gênero nas escolas de Sergipe, com a aprovação da Resolução Estadual 01/2013 pelo Conselho Estadual Educação. “Agora, a Coordenadoria da Mulher do TJSE propôs Termo de Cooperação Técnica com Secretaria de Estado da Educação para a implementação da Justiça Restaurativa nas escolas, que foi aceito pelo órgão estatal. Iniciamos a construção do projeto-piloto, que será enriquecido com a participação dos professores. Tivemos uma excelente acolhida da direção e dos professores do Colégio Estadual Professor João Costa. Tenho certeza que com a participação e o apoio de todos e todas o Projeto será bem sucedido”, completou a magistrada.

Segundo Rosa Geane, a intenção é que a semente da paz do projeto-piloto seja disseminada por outras escolas do Estado e dos Municípios de Sergipe. “Nesses tempos difíceis, os círculos de construção de paz pavimentam um novo caminho de restauração das relações e de proteção dos Direitos Humanos. Sabemos que as escolas são lugares de conhecimento, de acolhimento, de pertencimento, de revelação de violações de direitos e de pacificação. Temos muita esperança de que a cultura de paz transforme essa realidade da violência existente, especialmente a violência doméstica e familiar contra a mulher. Como professora, acredito que a educação pode mudar isso, descontruindo padrões estruturais de comportamento. Foi um dia histórico para as escolas do Estado de Sergipe, pois começou essa boa mudança de realidade com a implementação do Projeto de Justiça Restaurativa com recorte de gênero e de violência doméstica e familiar contra a mulher no ambiente escolar ”, comemorou.

Serão quatro encontros com a equipe diretiva e professores da escola. Nos dois primeiros, a psicóloga Sabrina Duarte e a assistente social Shirley Leite, ambas da Coordenadoria da Mulher do TJSE, apresentam questões de gênero e aspectos da violência doméstica e familiar contra a mulher. Nos dois últimos encontros, no mês de outubro, será apresentada a Justiça Restaurativa pelas facilitadoras Michelle Cunha e Sonale Ramos. “A ideia é que façamos juntos esse projeto, colhendo a opinião de quem vai aplicá-lo no dia a dia”, completou a magistrada.

O Colégio Estadual Professor João Costa tem 756 alunos, divididos em 20 turmas do ensino médio, em período integral, das 7 às 16h40. Segundo o diretor Rogério Luiz da Silva, é comum chegar à escola relatos de violência doméstica. “Os alunos ficam muito tempo na escola. Com isso, temos um contato maior com eles e percebemos que a violência internalizada em casa acaba chegando aqui. Quando chamamos os pais para conversar, percebemos que o perfil do aluno mais agressivo, machista, é reflexo do que acontece em casa”, disse o diretor.

Para Rogério, a Justiça Restaurativa contribuirá para um ambiente mais pacífico na escola. “Muitas vezes, situações de violência acontecem e a gente não sabe como agir. A escola não quer ser punitiva, sempre procuramos o diálogo. Mas não temos um arcabouço teórico e metodológico para nos ajudar a avançar mais. Por isso, acredito que essa proposta do TJ, da Justiça Restaurativa, vai nos ajudar. A expectativa é grande. Estamos muito felizes por sermos a escola-piloto”, disse Rogério.

“A Secretaria de Estado da Educação tem o compromisso com a cultura da paz no ambiente escolar. Após a pandemia, muitas situações de violência ocorreram e a gente tem se empenhado para solucionar o crime escolar. Como as práticas restaurativas são acolhedoras, elas fortalecem o sentimento de pertencimento e acolhimento no ambiente escolar. Sabemos do compromisso do TJ e da Coordenadoria da Mulher em relação a isso e para trabalhar com essa temática precisávamos de pessoas qualificadas”, salientou Adriane Damascena, Diretora de Serviços de Direitos Humanos da Seduc.

Terça, 27 Setembro 2022 11:44

XIV FONAVID

O Tribunal de Justiça do Pará sediará o XIV Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar (FONAVID), que ocorrerá do dia 29 de novembro a 03 de dezembro de 2022.

O FONAVID é realizado desde 2009 e tem como objetivo de compartilhar experiências e procedimentos relacionados à aplicação da Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha).

Esse evento reúne magistradas e magistrados, equipes multidisciplinares, servidoras e servidores, de todo o País, que atuam em processos que tratam da violência contra a mulher.

O Agosto Lilás, mês de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, foi de muito trabalho para a equipe da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). As informações sobre o tema foram levadas para diferentes públicos e instituições, tanto na capital quanto no interior do Estado, a exemplo de Rosário do Catete e Santo Amaro. A ideia é disseminar os direitos garantidos na Lei Maria da Penha e mostrar como o Judiciário, através da Coordenadoria da Mulher, pode contribuir para a efetivação de políticas públicas de proteção à mulher.

“Os cursos e palestras realizados foram muito exitosos e atingimos vários públicos com os Programas Educação, Interior em Rede e Meu Alvo é a Paz. Com as palestras e cursos, objetivamos difundir conceitos, ações e as formas de prevenção, combate e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher. O curso da OAB/SE, por exemplo, está em fase de assinatura de termo de cooperação com o TJSE e é fundamental para a formação, atendimento e acolhimento da mulher em situação de violência doméstica”, explicou a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE.

Em Rosário do Catete, no dia 24 de agosto, uma palestra da assistente social Shirley Leite, da Coordenadoria da Mulher do TJSE, tratou sobre o fluxo de atendimento e a importância da rede de atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar. “Foi o primeiro encontro intersetorial para debater sobre ações de enfrentamento à violência contra mulher, direcionado aos profissionais da rede de atendimento”, informou.

No Município de Santo Amaro, no dia 31 de agosto, o convite partiu da Câmara de Vereadores. “Falamos sobre violência doméstica e familiar contra a mulher para alunos de escolas municipais, com a participação de duas delegadas. Foram cerca de 150 pessoas que, certamente, serão multiplicadores de todas as informações repassadas naquela ocasião”, ressaltou Sabrina Duarte, Psicóloga da Coordenadoria da Mulher do TJSE.

Em Aracaju, uma das palestras ocorreu na Casa Alemã, no dia 9 de agosto; e outra para funcionários da Real Investe. “Na Real Investe a palestra ocorreu de forma presencial, mas foi também transmitida para funcionários que estavam em home office. O interessante é que o público foi predominantemente masculino, o que mostra a preocupação com o tema, já que os homens também devem atuar no combate à violência contra a mulher”, comentou Sabrina.

Já neste mês de setembro, no último dia 12, a psicóloga da Coordenadoria da Mulher ministrou uma palestra para integrantes do Sebrae Delas, programa de aceleração que fomenta práticas empresariais e habilidades das mulheres empreendedoras. “Esse encontro foi muito significativo porque tratou não só da violência contra a mulher, mas do empoderamento feminino, pois conversamos com mulheres que são empresárias, donas de confecções, de lojas, nutricionistas, terapeutas, enfim, mulheres que, no seu dia a dia, lidam com outras mulheres”, destacou Sabrina.

A Coordenadoria da Mulher ainda participou, recentemente, da quarta edição do curso para formação de advogados dativos, realizado pela seccional de Sergipe da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SE). Através de um convênio firmado entre TJSE e OAB/SE, a ideia é que os advogados habilitados nesse curso atuem como advogados dativos em processos relativos à violência doméstica e familiar contra a mulher.

A Coordenadoria da Mulher, por intermédio da Juíza Coordenadora Rosa Geane Nascimento, participou de uma Roda de Conversa sobre o tema "Enfrentamento à violência contra a mulher em Sergipe", na qual foram apresentadas as ações acompanhadas pelo Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O evento, promovido pela Universidade Tiradentes, ocorreu em celebração aos 16 anos da Lei Maria da Penha e ao Agosto Lilás, mês de enfrentamento à violência.

"Fiquei muito feliz com o convite da Professora Grasielle Borges, especialmente pela pertinência do tema com a minha área de atuação profissional e com meus estudos no Mestrado e pela disciplina isolada do Doutorado que estou fazendo na Unit. O tema de Direitos Humanos sempre esteve presente no cotidiano do meu fazer profissional como Juiza da Infância e Juventude e como Coordenadora da Mulher e da Infância e Juventude do TJSE. Tive também a honra, o prazer e a alegria de receber 3 importantes medalhas e um diploma nacionais e estaduais pela minha atuação nas Coordenadorias e pela defesa dos direitos humanos das mulheres: a Medalha de Direitos Humanos Dom Helder Câmara no Senado Federal, a Medalha Dom Vicente Távora da Assembleia Legislativa de Sergipe, a Medalha do Bicentenário de Sergipe, Diploma Berta Lutz, no Senado Federal, nos anos de 2019 e 2022. Sinto-me em casa no ambiente acadêmico pois na UNIT fiz duas pós-graduações em Direito Civil e Processo Civil. E fui professora da Universidade Federal de Sergipe durante aproximadamente 7 anos. O ambiente acadêmico com a educação pode nos ajudar muito no enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. Hoje falamos sobre os avanços e desafios da Lei Maria da Penha nesses 16 anos de existência; sobre o que a lei trouxe na defesa dos direitos humanos das mulheres, especialmente no Judiciário, com a criação das Coordenadorias e dos Juizados e sua estruturação e da Rede, como um todo, porque trabalhamos com a articulação da rede. Antes da Lei Maria da Penha não trabalhávamos com a mesma intensidade, com as Delegacias especializadas, com os Creams, que são centros especializados e exclusivos de atendimento à mulher e aos seus dependentes, também com os núcleos especializados, como a Coordenadoria do Tribunal de Justiça, o CAOp Mulher do Ministério Público, o Nudem da Defensoria Pública, a Comissão de Direitos Humanos da OAB", comentou a magistrada.

Durante a palestra, a Juíza Rosa Geane salientou os desafios no cumprimento da lei no âmbito do Estado e Municípios sergipanos. " Ainda falta muito o que implementar, para efetivar a legislação. Precisamos tirar o Brasil do vergonhoso e lamentável quinto lugar do ranking mundial em assassinato de mulheres e primeiro de assassinato de pessoas trans. Para exemplificar como a lei não tem sido efetivada, nós temos em Sergipe 75 municípios e somente cinco dispõem de Cream e não temos nenhum Centro de Educação e Reabilitação aos agressores. Então estamos num esforço nacional de articulação para criação desses equipamentos, que estão descritos no artigo 35 da Lei Maria da Penha", acrescentou.

Abordou, ainda, a atuação da Coordenadoria da Mulher do TJSE na divulgação da Campanha Sinal Vermelho contra a Violência. "A Coordenadoria da Mulher tem a função de articulação estadual com outros órgãos para a adesão à Campanha do Sinal Vermelho. Nesse sentido, conseguimos que o Governo do Estado, o Município de Aracaju e a Assembleia Legislativa, no dia 10 de agosto, aderissem a esse importante campanha que salva vidas. Nós trouxemos para este momento a idealizadora da campanha, a Presidente da AMB, Renata Gil Alcântara e a ativista Luiza Brunet, e foi um momento muito bonito de acolhimento às mulheres", ressaltou.

O evento foi direcionado para alunos da Graduação, da Pós-graduação, de Mestrado e Doutorado em Direito da Unit e para a comunidade. "A Unit participou de várias ações com a comunidade, criamos uma cartilha informativa sobre direitos humanos das mulheres e fechamos o mês de agosto com esse evento, no qual estamos falando sobre a estruturação da rede de enfrentamento em Sergipe. Tanto a Juíza Rosa Geane quanto a Delegada Ana Carolina Jorge, nossas convidadas, trouxeram as ações e avanços, dentro dos seus espaços de trabalho e atuação, nesses 16 anos", informou a Profª Drª. Grasielle Borges, Coordenadora do Programa de Pós-graduação em Direitos Humanos da Unit.

O advogado Rodrigo Souza, mestrando em Direitos Humanos, salientou a participação masculina no enfrentamento à violência contra a mulher. "Sabemos que a maior parte das agressões partem do próprio homem e é interessante que o homem participe das campanhas, como a Juíza Rosa Geane salientou, se o homem é parte do problema, deve fazer parte da solução".

Na segunda-feira, dia 29, a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE, esteve no Tribunal de Contas do Estado de Sergipe para proferir a palestra Agosto Lilás, mês de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher. A magistrada destacou a efetivação da Lei Maria da Penha, os instrumentos de combate à violência doméstica e familiar, apresentou os dados de violência em Sergipe e as ações desenvolvidas pelo Poder Judiciário.

"É importante que levemos esta palavra de prevenção, combate e enfrentamento à violência dometica a todos os públicos e a todos os lugares. Estamos aqui pelas 1.341 mulheres que morreram em 2021 no Brasil. Precisamos saber quais são as necessidades de mulheres que sofrem violência doméstica, que sofrem violência política, que sofrem assédio moral no trabalho", ressaltou a magistrada, lembrando que existem mulheres que desconhecem sofrer algum tipo de violência e não por isso não denunciam. "Disso está importância de falarmos sobre todo tipo de violência contra a mulher". Comentou casos de violência aos quais tomou conhecimento, em que houve denúncia e o deferimento das medidas protetivas.

Demonstrou os dados de feminicídios em Sergipe, o qual atinge uma média anual de 20 feminicídios. "Entre 2021 e 2022, houve uma redução de 1,7% do número de feminicídios no Brasi". Quanto à quantidade de processos de violência doméstica, revelou que Poço Verde tem o menor quantitativo de processos, por mil habitantes e Canindé do São Francisco é a Comarca com maior índice de processos de violência doméstica, seguida de Nossa Senhora do Socorro e Itabaiana.

Ressaltou que o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres e o primeiro que mais mata a população trans. Lembrou que a Lei Maria da Penha é considerada uma das três melhores do mundo e que a educação é a melhor estratégia para combater a violência doméstica e familiar. “A legislação tem ações afirmativas e ações integrativas e diz que o que todos os atores devem fazer". De acordo com a Juíza Rosa Geane, o artigo 35 da Lei Maria da Penha traz como essencial o atendimento integral e integrado à mulher em situação de violência doméstica e a seus dependentes. Prevê a criação de órgãos especializados como os Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, os Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CREAMs), os abrigos, os Núcleos Especializados nos TJs, MPs, DPs, OABs, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, as Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs). Neste contexto, a lei inclui a importância da criação de Centros de Educação e Reabilitação para agressores. "Precisamos falar das necessidades dos homens, porque se ele faz parte do problema deve fazer parte da solução. O olhar não deve ser somente na vítima, os homens precisam ser incluídos no combate, não podemos excluí-los socialmente, mas tratar os homens violentos e ajudá-los a mudar a suas realidades sociais, bem como ajudar na transformação da sociedade machista e misógina". A Juíza Coordenadora ainda mencionou a legislação que contempla ensino da Lei Maria da Penha no currículo escolar. "Acredito no ensino transversal nas escolas. Essa matéria deve ser abordada de maneira transversal em todas as disciplinas. Precisamos falar cada vez mais da prevenção, combate e enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher".

De acordo com a Juíza Coordenadora, o Tribunal de Justiça de Sergipe, tem, por meio da Coordenadoria da Mulher, feito uma interlocução com os poderes Executivo e Legislativo, a fim de fomentar a criação desses equipamentos que a lei determina e ampliação dos órgãos de atendimento á mulher, como os Creams nos Municípios. "Aqui em Sergipe, muitas cidades não dispõem desses equipamentos, inclusive Aracaju que não tem Cream, tem somente Creas e Cras. Apenas dispõe de Cream, as cidades de Estância, Tobias Barreto, Barra dos Coqueiros, Itabaianinha, com a Casa da Mulher atendendo especialmente a mulher e Carmópolis, que soubemos da criação da Casa Rosa. Entendemos que deve haver um olhar mais sensíveis à essa situação e por isso continuamos a sensibilização dos gestores estaduais e municipais com essa finalidade", acrescentou Rosa Geane. Sobre o Centro de Educação e Reabilitação para agressores, disse o Judiciário fará a cessão uma sala para instalação desse serviço no Arquivo Judiciário, que poderá ser exemplo para o Brasil.

Também falou sobre o andamento do Projeto Casa da Mulher Brasileira em Sergipe, um espaço voltado para o acolhimento da mulher vítima de violência, com todos os serviços jurídicos, psicológicos e sociais integrados. "O nosso Presidente Desembargador Edson Ulisses de Melo e a nossa Coordenadoria tem acompanhando mensalmente, por meio de reuniões com os órgãos envolvidos, todas as etapas para a construção da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe, uma vez que a verba já está destinada para que essa política pública seja efetivada. A previsão é que no mês de novembro lancemos a pedra fundamental da Casa da Mulher”, informou a magistrada.

Os treinamentos realizados pela Coordenadoria da Mulher para criação das Patrulhas Maria da Penha, serviço desenvolvidos pelas Guardas Municipais e acompanhado pelo TJSE; a campanha Sinal Vermelho contra a violência e a articulação do Judiciário para a adesão de diversos órgãos, inclusive Executivo estadual e municipal e Legislativo foram outros assuntos abordados na palestra. "Não podemos descansar vendo uma mulher morrer ao nosso lado ou longe de nós, temos que meter a colher. Precisamos sensibilizar a rede de apoio à mulher para que não a julgue, não a afaste, mas acolha", concluiu Rosa Geane.

O objetivo do Tribunal de Contas do Estado é orientar, conscientizar colaboradores e a sociedade para questões relacionadas ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A palestra foi transmitida ao vivo pelo canal TCE-SE, no YouTube (https://www.youtube.com/watch?v=JWyIU9ZbZ_Q). Também participaram a Promotora Cecília Barreto, Diretora do Centro de Apoio Operacional (Caop) Mulher do Ministério Público e a Delegada Renata Aboim, titular da Delegacia da Mulher de Aracaju, as quais abordaram a temática demonstrando as ações desenvolvidas no âmbito de cada instituição e os desafios no enfretamento à violência contra a mulher.

 

Texto/Matéria: Dircom TJSE

 

Informações adicionais

  • Fotografias: Cleverton Ribeiro TCE