Vânia dos Santos Barbosa
Inauguração CRAM de Salgado
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e como parte da programação da Justiça pela Paz em Casa, a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) participou neste 8 de Março da inauguração do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) Jany Alves Lima Ribeiro, em Salgado, região Centro Sul do Estado. Em Sergipe, já são 48 municípios atendidos por esse equipamento especializado de atendimento à mulher vítima de violência doméstica e familiar, onde ela recebe atendimento jurídico, psicológico e social.
A juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do TJSE, celebrou o avanço dos Crams por todo o estado. “Uma data muito especial, instituído pela ONU, em que celebramos o Dia da Mulher e simboliza toda a luta por direitos. Momento de reflexão, em que ainda observamos no ano passado um aumento do número de feminicídios no Brasil. Isso mostra a necessidade de implementarmos políticas públicas que diminuam e consigam erradicar essa violência que virou uma verdadeira pandemia. Mas um momento também de celebrar, de agradecer por mais este equipamento”, disse a magistrada. A juíza contou ainda que as cidades que estão assistidas pelos Crams apresentaram diminuição nos índices de violência doméstica. “O Cram é um espaço não só de acolhimento para as vítimas, mas de capacitação e empoderamento de todas as mulheres da comunidade, que podem alcançar melhor qualidade de vida e autonomia financeira, empoderando-se”, concluiu.
Titular da 2ª Vara Cível e Criminal de Itaporanga D’Ajuda, que atende ao município de Salgado, a juíza Elaine Celina Afra parabenizou o empenho de todos os entes na inauguração. “Especialmente da Coordenadoria da Mulher do TJSE e da gestão municipal, que conseguiram atuar em parceria para promover este benefício para as mulheres de toda a região. Um Dia da Mulher em que espalhamos flores, homenagens, mas principalmente, efetivamos uma política pública tão importante”, explicou.
O prefeito de Salgado, Givanildo Costa, explicou que a ideia de instalar o Cram no município se deu após provocação da juíza Jumara Porto. “Aceitei o desafio, pedindo apenas um tempo para conseguir os recursos para inaugurar e manter a unidade, que funciona com equipe multidisciplinar completa de apoio”, afirmou o gestor.
A analista de Serviço Social, Shirley Leite, disse que a Coordenadoria da Mulher do TJSE vem realizando esse trabalho de incentivar e apoiar a inauguração de Crams em todos os municípios de Sergipe. “Para emponderar essas mulheres, rompendo com o ciclo da violência, mas também como um equipamento preventivo, que promove cursos profissionalizantes para que as vítimas tenham independência financeira”, destacou.
“Vamos atuar aqui para que esta vítima de violência recupere sua segurança, sua autoestima. Um órgão específico em que a mulher poderá buscar ajuda psicológica, social e jurídica, será de suma importância para este processo. Vamos encaminhar este processo e caminhar junto com a mulher para que ela perceba o seu valor e saia do ciclo de violência e dependência”, ressaltou a coordenadora do novo Cram de Salgado, Andréa Lúcia dos Santos.
Cram de Capela promove Feira de Empoderamento
Feira de Empoderamento
Seguindo a programação da Justiça pela Paz em Casa, a Coordenadoria da Mulher participou ainda na manhã deste dia 8 de março da celebração de um ano do Cram de Capela, que promoveu uma Feira de Empoderamento. O evento contou a presença da prefeita Silvany Mamlak e serviu para marcar o primeiro aniversário do local, que atende hoje a quase 70 mulheres e oferece cursos de Culinária e Maquiagem, dentre outras ações.
Fórum de Rede de Parcerias inova em Sergipe com painel de políticas para mulheres
O segundo dia do 26º Fórum Regional de Fortalecimento da Rede de Parcerias inovou em Sergipe ao incluir, pela primeira vez na programação, um painel de ‘Acesso às Políticas para Mulheres’. A escolha do tema foi emblemática, pois coincide com o ‘Dia Internacional da Mulher’, celebrado nesta sexta-feira, 8. A Etapa Sergipe do evento teve abertura oficial nessa quinta-feira, 7, mas entre os dias 4, 5 e 6 ocorreram oficinas, palestras e treinamentos. Os Fóruns Regionais passam por todos os estados do país e têm por objetivo a promoção do fortalecimento e entrosamento entre os integrantes da Rede de Parcerias, formada por gestores, servidores, colaboradores e membros de órgãos e entidades públicas e privadas, dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Para mediar o painel nesta sexta-feira, a secretária de Estado de Políticas para Mulheres, Danielle Garcia, falou das ações do Governo do Estado para coibir a violência contra a mulher, além de acolhê-la e atender aquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade, como as vítimas de violência doméstica. “Estamos num Fórum que trata de Rede de Parcerias. Todos os órgãos têm que ser parceiros nessa luta. A causa da mulher não se trata apenas da violência, tem também a assistência social, a saúde e a educação. Trabalhamos juntos para contribuir com a mudança da realidade dessa mulher”, disse a gestora.
O painel foi composto também por Valéria Chapman, representante do Instituto Social Ágatha, um movimento que se propõe a resgatar mulheres em situação de vulnerabilidade e que mantém parceria com o Governo do Estado. “O que mais vemos são mulheres que se inserem no ciclo da violência mais de uma vez. Viemos somar esforços para enfrentar esse problema estrutural. Sou mulher, periférica, negra, e notamos que a violência recai muito mais sobre este perfil”, declarou.
A secretária-adjunta do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Kathyana Buonafina, também compôs o painel nesta sexta e se declarou satisfeita com todas as abordagens do Fórum, sobretudo com o de políticas para mulheres. “Ter pela primeira vez nos Fóruns Regionais de Parcerias um painel específico sobre política para as mulheres, no ‘Dia Internacional da Mulher’, foi simbólico! Tivemos hoje o olhar da gestão, do que se pode aprimorar para dar oportunidades a essas mulheres e também contamos com as experiências das Organizações da Sociedade no atendimento e qualificação dessas mulheres para o mercado de trabalho. Não conhecia as mulheres que se pronunciaram hoje e foi uma surpresa quando a representante da Unit falou da criação de uma premiação na categoria jovens mulheres cientistas, para incentivá-las a ingressar em áreas de tecnologia. Isso mostra a importância da construção dessa Rede de Parceiras entre os entes federados e poderes com a sociedade civil, com a Academia e organismos internacionais, para realizarmos políticas públicas efetivas e enfrentar esse grande problema histórico, que é a violência contra a mulher”, definiu.
Violência
Segundo pesquisa do Instituto DataSenado, divulgada em fevereiro passado, apenas duas em cada dez mulheres se sentem bem informadas em relação à Lei Maria da Penha, que as protege contra a violência. Representando a Coordenadoria da Mulher, do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), a assistente social Shirley Leite trouxe para o Fórum os desafios no trabalho de conscientização da violência doméstica.
“Muitas mulheres sequer sabem que estão dentro do ciclo da violência. Trabalho com a doutora Jumara Porto Pinheiro, que é a juíza coordenadora, e nosso papel é voltado para o enfrentamento e prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher. Em 2023, 1.463 mulheres foram vítimas de feminicídio. É interessante que a gente aborde essa temática quase 50 anos depois da criação do ‘Dia Internacional da Mulher’. Precisamos bater nessa tecla de que as mulheres estão morrendo vítimas do machismo. Ainda hoje o homem é socializado desde a infância, tanto na família, como na escola, nas igrejas, nas religiões, enfim, para ser agressivo, em nome de uma virilidade equivocada”, expôs.
A Coordenadoria da Mulher do (TJSE) foi criada em 2012, por determinação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e uma das frentes de trabalho é com adolescentes, a fim de ajudá-las a identificar os primeiros sinais de violência e agressividade. “Muitas mulheres permanecem na relação, porque não se vêem como vítimas de violência doméstica, justamente porque há uma certa normalização de comportamentos que não devem ser admitidos. Daí a importância de se trabalhar desde cedo, com as adolescentes”, completou.
O 26º Fórum Regional de Fortalecimento da Rede de Parcerias – Etapa Sergipe é uma realização do Governo do Estado, por meio da Secretaria Especial de Representação de Sergipe em Brasília (Serese), em parceria com a Secretaria de Gestão e Inovação, do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), e apoio da Prefeitura de Aracaju, Federação dos Municípios Sergipanos (Fames), Tribunal de Contas do Estado (TCE-SE) e Universidade Tiradentes (Unit).
Matéria/Texto: site do Governo de Sergipe: https://www.se.gov.br/noticias/governo/forum_de_rede_de_parcerias_inova_em_sergipe_com_painel_de_politicas_para_mulheres
Dia Internacional da Mulher - inauguração de Cram marca programação especial do TJSE
Em homenagem ao Dia Internacional da Mulher e como parte da programação da Justiça pela Paz em Casa, a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) participou neste 8 de Março da inauguração do Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) Jany Alves Lima Ribeiro, em Salgado, região Centro Sul do Estado. Em Sergipe, já são 48 municípios atendidos por esse equipamento especializado de atendimento à mulher vítima de violência doméstica e familiar, onde ela recebe atendimento jurídico, psicológico e social.
A juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do TJSE, celebrou o avanço dos Crams por todo o estado. “Uma data muito especial, instituído pela ONU, em que celebramos o Dia da Mulher e simboliza toda a luta por direitos. Momento de reflexão, em que ainda observamos no ano passado um aumento do número de feminicídios no Brasil. Isso mostra a necessidade de implementarmos políticas públicas que diminuam e consigam erradicar essa violência que virou uma verdadeira pandemia. Mas um momento também de celebrar, de agradecer por mais este equipamento”, disse a magistrada. A juíza contou ainda que as cidades que estão assistidas pelos Crams apresentaram diminuição nos índices de violência doméstica. “O Cram é um espaço não só de acolhimento para as vítimas, mas de capacitação e empoderamento de todas as mulheres da comunidade, que podem alcançar melhor qualidade de vida e autonomia financeira, empoderando-se”, concluiu.
Titular da 2ª Vara Cível e Criminal de Itaporanga D’Ajuda, que atende ao município de Salgado, a juíza Elaine Celina Afra parabenizou o empenho de todos os entes na inauguração. “Especialmente da Coordenadoria da Mulher do TJSE e da gestão municipal, que conseguiram atuar em parceria para promover este benefício para as mulheres de toda a região. Um Dia da Mulher em que espalhamos flores, homenagens, mas principalmente, efetivamos uma política pública tão importante”, explicou.
O prefeito de Salgado, Givanildo Costa, explicou que a ideia de instalar o Cram no município se deu após provocação da juíza Jumara Porto. “Aceitei o desafio, pedindo apenas um tempo para conseguir os recursos para inaugurar e manter a unidade, que funciona com equipe multidisciplinar completa de apoio”, afirmou o gestor.
A analista de Serviço Social, Shirley Leite, disse que a Coordenadoria da Mulher do TJSE vem realizando esse trabalho de incentivar e apoiar a inauguração de Crams em todos os municípios de Sergipe. “Para emponderar essas mulheres, rompendo com o ciclo da violência, mas também como um equipamento preventivo, que promove cursos profissionalizantes para que as vítimas tenham independência financeira”, destacou.
“Vamos atuar aqui para que esta vítima de violência recupere sua segurança, sua autoestima. Um órgão específico em que a mulher poderá buscar ajuda psicológica, social e jurídica, será de suma importância para este processo. Vamos encaminhar este processo e caminhar junto com a mulher para que ela perceba o seu valor e saia do ciclo de violência e dependência”, ressaltou a coordenadora do novo Cram de Salgado, Andréa Lúcia dos Santos.
Feira de Empoderamento
Seguindo a programação da Justiça pela Paz em Casa, outro Cram foi inaugurado na quarta-feira, 06, no município de Nossa Senhora Aparecida. E a Coordenadoria da Mulher participou ainda na manhã deste dia 8 de março da celebração de um ano do Cram de Capela, que promoveu uma Feira de Empoderamento. O evento contou a presença da prefeita Silvany Mamlak e serviu para marcar o primeiro aniversário do local, que atende hoje a quase 70 mulheres e oferece cursos de Culinária e Maquiagem, dentre outras ações.
Matéria/Texto: Dircom TJSE
8 de Março - Dia Internacional da Mulher!
“Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la”. - Djamila Ribeiro, escritora
No dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher. A data celebra as muitas conquistas femininas ao longo dos últimos séculos, mas também serve como um alerta sobre os graves problemas de gênero que persistem em todo o mundo.
O Dia Internacional da Mulher é comemorado mundialmente no dia 8 de março, porque em 8 de março de 1917 milhares de mulheres se reuniram no protesto na Rússia que ficou conhecido como "Pão e Paz".
Nesse protesto, as mulheres reivindicaram melhores condições de trabalho e de vida, lutaram contra a fome e a Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
A comemoração do Dia Internacional da Mulher frisa a importância da mulher na sociedade e a história da luta pelos seus direitos.
Origem e história do Dia Internacional da Mulher
No dia 8 de março de 1917 cerca de 90 mil operárias russas percorreram as ruas reivindicando melhores condições de trabalho e de vida, ao mesmo tempo que se manifestavam contra as ações do Czar Nicolau II.
Esse evento, que deu origem ao Dia Internacional da Mulher, ficou conhecido como "Pão e Paz". Isso porque as manifestantes também lutaram contra as dificuldades decorrentes da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).
Entretanto, ao longo da história, outros acontecimentos recordam a luta das mulheres, que faziam longas jornadas de trabalho, recebiam salários muito baixos e, além disso, não tinham direito ao voto.
Anterior ao movimento das operárias russas, em 1908 houve uma greve das mulheres que trabalhavam numa fábrica de confecção de camisas chamada Triangle Shirtwaist Company, localizada em Nova York.
Essas trabalhadoras costuravam cerca de 14 horas diárias e recebiam entre 6 e 10 dólares por semana.
Assim, além de reivindicarem melhores condições de trabalho e diminuição da carga horária, as funcionárias buscavam aumento de salários. Isso porque naquela época, os homens recebiam muito mais do que as mulheres.
Em 28 fevereiro de 1909 aconteceu a primeira celebração das mulheres nos Estados Unidos. Esse evento surgiu inspirado na greve das operárias da fábrica de tecidos que ocorreu em 1908.
Em 1910, realizou-se na Dinamarca a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas. Na ocasião, Clara Zetkin, do Partido Comunista Alemão, propôs a criação de um dia dedicado às mulheres.
No dia 25 de março de 1911 um incêndio na fábrica Triangle Shirtwaist Company matou 146 mulheres, dentre as 500 que trabalhavam lá - desse número, cerca de 20 eram homens. A maioria das funcionárias que morreram eram imigrantes judias e algumas tinham apenas 14 anos.
Vale notar que o local não estava preparado para um incêndio, visto que não possuía extintores, o sistema de iluminação era a gás e era permitido as pessoas fumarem.
Após o trágico incidente, a legislação de segurança para incêndios foi reformulada e as leis trabalhistas foram revisadas e muitas conquistas foram adquiridas.
Diante desse panorama, a criação de um dia dedicado à luta das mulheres foi sendo pensada.
Existem versões diferentes sobre a origem do Dia Internacional da Mulher. Entretanto, tanto o protesto na Rússia como a greve nos Estados Unidos tinham um objetivo comum, que era alertar sobre o estado insalubre de trabalho que as mulheres estavam sujeitas.
Além disso, em decorrência de um mal-entendido feito por jornais alemães e franceses, foi criado um mito em torno de uma greve ocorrida no dia 8 de março de 1857 que, na verdade, não ocorreu.
Em homenagem à luta e às conquistas das mulheres, o Dia Internacional da Mulher foi definitivamente instituído pela ONU no ano de 1975, sendo que a escolha do dia 8 de março está relacionada com a greve das operárias russas de 1917.
Lei Maria da Penha
No geral, a história das mulheres esteve marcada pela submissão, bem como pela violência.
A despeito de hoje em dia a mulher ter alcançado muitos direitos, a luta ainda continua, visto que ainda sofrem com o preconceito, a desvalorização e o desrespeito.
Maria da Penha, a farmacêutica responsável pela Lei que leva seu nome
No Brasil, foi em 1932, no governo Getúlio Vargas, que as mulheres adquirem o direito ao voto.
Em 2006, por sua vez, foi sancionada a Lei n.º 11.340, de 7 de agosto de 2006, conhecida popularmente como Lei Maria da Penha, que cria mecanismos de proteção à mulher contra a violência doméstica. O nome é uma homenagem à farmacêutica que sofreu violência do marido durante anos.
A lei é considerada um marco na história de luta das mulheres brasileiras contra a violência doméstica.
Curiosidades sobre o Dia da Mulher
5 de setembro é comemorado o "Dia Internacional da Mulher Indígena" instituído em 1983. A data é uma homenagem à mulher quéchua Bartolina Sisa, esquartejada durante a rebelião anticolonial de Túpac Katari, no Alto Peru (atual Bolívia).
25 de novembro é comemorado o "Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher" instituído em 1981, no "Primeiro Encontro Feminista da latino-americano e do Caribe", e oficialmente adotado pela ONU em 1999. A data marca o assassinato das revolucionárias dominicanas "Irmãs Mirabal".
25 de julho é comemorado o "Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra". A data, instituída em 2014, é uma homenagem à líder quilombola que viveu no Brasil no século XVIII.
“Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la”. - Djamila Ribeiro, escritora
“Não há limite para o que nós, como mulheres, podemos conquistar”. - Michelle Obama, advogada e ex-primeira dama do EUA
Texto/Matéria: ESMAM - TJAM - https://www.tjam.jus.br/index.php/esmam-noticias/8001-8-de-marco-dia-internacional-da-mulher
Fontes: Site EXAME - exame.com; Site TodaMatéria - todamateria.com.br
Café com leoas: Coordenadoria da Mulher promove roda de conversa sobre empoderamento feminino
Dando continuidade à programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa, a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou, no início da noite desta quinta-feira, 07/03, no Espaço Alquimia Cultural, o Café com leoas, evento para discutir a violência doméstica e o empoderamento feminino. Participaram magistradas, prefeitas, coordenadoras de Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams) e empreendedoras.
“Resolvemos fazer um evento que reunisse mulheres empoderadas para conversar, falar sobre violência doméstica, mas também para falar sobre amor. Percebemos que a gente sempre se reúne para falar sobre problemas e, por que não, nos reunirmos, na Semana da Mulher, para falarmos de amor, de união, de construir um mundo melhor? E escolhemos o termo leoas porque somos felizes, empoderadas e queremos fazer do mundo um lugar melhor”, considerou a juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do TJSE.
Uma das participantes do evento foi a superintendente do Sebrae em Sergipe, Priscila Felizola. Durante a conversa, ela informou que 34% dos pequenos negócios em Sergipe são comandados por mulheres. “O Sebrae presta um papel importante ao empreendedorismo feminino e temos um olhar diferenciado porque sabemos que as mulheres, às vezes, têm tripla jornada e necessitam de um tratamento diferente nas capacitações”, comentou Priscila.
Nesse sentido, o projeto Sebrae Delas oferece um curso de seis meses, com capacitações, oficinas e consultorias. “Mas também tratamos o lado emocional da mulher, para que ela saia preparada como um todo e consiga gerir melhor seu negócio”, informou a superintendente. Outra participante foi Diana Dantas, coordenadora Câmara de Mulheres da Fecomércio. Ela falou sobre a parceria com o TJSE e o convênio firmado com o Senac para oferecer cursos profissionalizantes a mulheres atendidas pelos Crams.
No Cram de Propriá, por exemplo, as mulheres atendidas, além dos cursos rotineiros, tiveram inúmeras atividades ao longo desta semana. A coordenadora Otiene da Silva Inácio participou do Café com leoas e contou as novidades do Cram de Propriá, que foi inaugurado em maio de 2023. “Neste mês de março estamos com a agenda lotada. Elas tiveram ensaio fotográfico para levantar a autoestima, amanhã teremos um dia de beleza e um baile”, enumerou.
Quem também prestigiou o evento de hoje foi a juíza Adelaide Moura, primeira coordenadora da Mulher do TJSE. “Lá em 2011, quando a Coordenadoria da Mulher foi criada, tinha um propósito. Hoje, eu diria que as primeiras grandes muralhas foram derrubadas, conceitos antigos caíram. E isso mostra a importância de sempre se discutir a violência doméstica, em rodas de conversa da sociedade civil, porque é uma questão multidisciplinar, que perpassa classes sociais e crenças”, analisou Adelaide Moura.
Empoderamento
Já psicóloga Sabrina Duarte, da Coordenadoria da Mulher do TJSE, explicou a essência desse termo tão utilizado ultimamente e como mulheres líderes podem, no dia a dia, empoderar outras mulheres. “O empoderamento é a mulher poder escolher onde, como e com quem estar”, conceituou. Sabrina também falou sobre a importância da escuta e, especificamente para as empreendedoras, como elas devem estarem atentas aos princípios da ONU Mulheres, que buscam favorecer a equidade de gênero.
Paz
Na Semana da Justiça pela Paz em Casa, o tema paz não poderia ficar de fora do bate-papo. Ele foi abordado pela empresária, psicóloga e pastora Juciara Peixoto. “Penso que nós mulheres somos tão dinâmicas e intensas em tudo que fazemos, que é muito importante que não abramos mão da paz. A paz que precisamos cultivar dentro de nós para que fora possamos transbordar. A paz na família, nos nossos relacionamentos e nas nossas conquistas. A mulher nunca precisou tanto de paz quanto nos nossos dias”, destacou Juciara. O evento foi finalizado com uma apresentação do cantor Juninho Alê.
Matéria/Texto: DIRCOM TJSE
Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE
Coordenadoria da Mulher e Prefeitura da Barra dos Coqueiros lançam grupo reflexivo
Ainda nesta segunda-feira, 04/03, na programação da Semana da Justiça pela Paz em Casa, a equipe da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe esteve na Barra dos Coqueiros para o lançamento do "Grupo Reflexivo Ressignificando Masculinidades". O lançamento do grupo reflexivo é resultado de uma parceria com a Prefeitura da Barra dos Coqueiros.
“Hoje, iniciamos a Semana da Justiça pela Paz em Casa, esta em alusão ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março. Nós, do Tribunal de Justiça, junto com as Prefeituras entendemos que existe a necessidade enorme de atender as mulheres, mas também de tratar os homens, por isso, estamos implementando em todos os municípios os grupos reflexivos para tratamento de homens autores de violência contra a mulher. Com isso, conseguiremos salvar famílias, melhorar a realidade do nosso Estado”, afirmou a juíza coordenadora da Mulher, Jumara Porto.
Previsto no artigo 35 da Lei Maria da Penha (Lei Nº 11.340/2006), o grupo reflexivo tem como objetivo reabilitar os homens autores de violência, com a conscientização sobre questões de violência e masculinidades. Desde 2015, a Coordenadoria da Mulher mantém um convênio com instituições para a realização dos grupos reflexivos, o qual tem como resultado a redução da reincidência de 66% para 2,7%.
A primeira turma do "Grupo Reflexivo Ressignificando Masculinidades" atenderá 20 homens encaminhados pelo Judiciário. A equipe multidisciplinar, que fará o atendimento psicossocial e educacional, acompanhará os homens autores de violência em 10 encontros.
“Após diversos atendimentos à mulheres em situação de violência doméstica em nosso município, a partir de hoje, iniciamos os grupos reflexivos. É um espaço onde iremos trabalhar com os homens autores de violência contra mulher acerca da temática patriarcado, do machismo enraizado. Vamos fazer com que eles percebam essa situação e mudem as suas atitudes”, explica a diretora de Políticas Públicas para as Mulheres da Barra dos Coqueiros e coordenadora do CRM, Edênia Gouveia.
O ato de lançamento do grupo reflexivo ocorreu no plenário da Câmara Municipal e contou com a presença da juíza da 2ª Vara Cível e Criminal da Comarca de Barra dos Coqueiros, a juíza Heloisa de Oliveira, de secretários municipais e vereadores.
Com informações da Prefeitura da Barra dos Coqueiros.
Fotografias: Divulgação Barra dos Coqueiros
Empodera: mulheres atendidas pelos Crams recebem manhã de embelezamento
Também neste primeiro dia da Semana pela Paz em Casa, outra iniciativa da Coordenadoria da Mulher do TJSE trouxe cuidado e bem-estar para mulheres atendidas pelos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams) dos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro.
"Hoje, convidamos 30 mulheres atendidas nos Crams mais próximos para participarem de um dia de embelezamento. Nós chamamos de Projeto Empodera e contamos com a parceria de um salão de beleza, de maquiadoras e do Senac para proporcionar esse cuidado seja no corte de cabelo, com escova, pintura, maquiagem e massagem. Então, é mais um dia para acolher e cuidar dessas mulheres, porque eu realmente acredito que a mulher que tem amor próprio, que tem autoestima, ela não permitirá ser desrespeitada, nem violentada", ressaltou a juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do TJSE.
A dona de casa Doralice de Araujo frequenta o Cram da Barra dos Coqueiros há seis meses, após agressão do ex-companheiro. Segundo ela, o espaço do Cram foi essencial para que ela rompesse o ciclo de violência. “Eu precisava urgente de ajuda, eu não aguentava mais e no Cram eu fui bem acolhida pela equipe e tenho participado de muitas ações. É um lugar muito importante para as mulheres que sofrem violência”.
Doralice também falou do dia de hoje e como ela se sentiu com todo o cuidado. “Eu, hoje, estou me sentido tipo uma atriz. Quando recebi o convite, eu fiquei sonhando com este dia, já fiz o cabelo, maquiagem e quando chegar em casa meus filhos vão dizer como eu estou diferente, porque estou renovada e feliz”, comemorou.
Texto/Matéria: Dircom TJSE
Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE
Coordenadoria firma parceria com a Profint para grupos reflexivos
Com o objetivo de ampliar a oferta de grupos reflexivos para homens autores de violência, o Tribunal de Justiça de Sergipe firmou um Termo de Cooperação com a Profint – Profissionais Liberais, nesta segunda-feira, dia 4. O ato de assinatura do termo, que ocorreu na sala de reuniões da Presidência, marcou a abertura da Semana da Justiça pela Paz em Casa em Sergipe.
“Essa é mais uma atividade realizada pela Coordenadoria da Mulher voltada para a formalização de um convênio que visa dar atenção ao cuidado psicológico dos homens agressores. Para que se ter uma ideia, os estudos mostram que, ao se cuidar dos agressores, há uma diminuição considerável das agressões, ou seja, daqueles homens que reincidem. Então, esse é um trabalho de base, um trabalho social que o Poder Judiciário vem fazendo em atenção também às mulheres”, enfatizou o presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio.
A parceria técnico-científica permitirá o atendimento psicológico, por meio dos grupos reflexivos, para homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher que integram processos judiciais em trâmite no Judiciário. O Projeto Grupos Reflexivos “Masculinidades”, que será ministrado pela Profint, visa a reabilitação psicossocial e a promoção de bem-estar individual dos atendidos.
"Nosso propósito junto com ao Tribunal é proporcionar uma assistência de cuidado para esses homens, de reflexão sobre esses conceitos que estimulam a emergência do machismo, da violência. Os homens, na verdade, estão precisando de ajuda, por isso é um projeto extremamente necessário e urgente para sociedade. Então, teremos nossa equipe de coordenação e de alunos que se encarregarão por essas dinâmicas de grupo com os homens que estão apenados e serão enviados pela Coordenadoria da Mulher para iniciarmos o trabalho", explicou a diretora-geral da Profint, Cibele Ramalho.
A Profint é uma clínica-escola que oferta cursos de pós-graduação na área da Psicologia (Psicodrama/ Analítica). Os beneficiados terão, inicialmente, um atendimento individualizado e, posteriormente, o atendimento será em grupo conduzido pelos alunos da instituição, sob a supervisão dos professores, no total de 12 encontros.
Desde 2015, a Coordenadoria da Mulher mantém um convênio com outra instituição para a realização dos grupos reflexivos, o qual apresenta um resultado na redução da reincidência de 66% para 2,7% de homens que voltaram a agredir mulheres. Outra ação da Coordenadoria é a capacitação de profissionais que atuarão no interior para o atendimento da mulher e do homem autor de violência.
Texto/Matéria: Dircom TJSE
Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE
Paz em Casa: parceria para grupos reflexivos e evento para mulheres dos Crams abrem a semana em Sergipe
Com o objetivo de ampliar a oferta de grupos reflexivos para homens autores de violência, o Tribunal de Justiça de Sergipe firmou um Termo de Cooperação com a Profint – Profissionais Liberais, nesta segunda-feira, dia 4. O ato de assinatura do termo, que ocorreu na sala de reuniões da Presidência, marcou a abertura da Semana da Justiça pela Paz em Casa em Sergipe.
“Essa é mais uma atividade realizada pela Coordenadoria da Mulher voltada para a formalização de um convênio que visa dar atenção ao cuidado psicológico dos homens agressores. Para que se ter uma ideia, os estudos mostram que, ao se cuidar dos agressores, há uma diminuição considerável das agressões, ou seja, daqueles homens que reincidem. Então, esse é um trabalho de base, um trabalho social que o Poder Judiciário vem fazendo em atenção também às mulheres”, enfatizou o presidente do TJSE, desembargador Ricardo Múcio.
A parceria técnico-científica permitirá o atendimento psicológico, por meio dos grupos reflexivos, para homens autores de violência doméstica e familiar contra a mulher que integram processos judiciais em trâmite no Judiciário. O Projeto Grupos Reflexivos “Masculinidades”, que será ministrado pela Profint, visa a reabilitação psicossocial e a promoção de bem-estar individual dos atendidos.
"Nosso propósito junto com ao Tribunal é proporcionar uma assistência de cuidado para esses homens, de reflexão sobre esses conceitos que estimulam a emergência do machismo, da violência. Os homens, na verdade, estão precisando de ajuda, por isso é um projeto extremamente necessário e urgente para sociedade. Então, teremos nossa equipe de coordenação e de alunos que se encarregarão por essas dinâmicas de grupo com os homens que estão apenados e serão enviados pela Coordenadoria da Mulher para iniciarmos o trabalho", explicou a diretora-geral da Profint, Cibele Ramalho.
A Profint é uma clínica-escola que oferta cursos de pós-graduação na área da Psicologia (Psicodrama/ Analítica). Os beneficiados terão, inicialmente, um atendimento individualizado e, posteriormente, o atendimento será em grupo conduzido pelos alunos da instituição, sob a supervisão dos professores, no total de 12 encontros.
Desde 2015, a Coordenadoria da Mulher mantém um convênio com outra instituição para a realização dos grupos reflexivos, o qual apresenta um resultado na redução da reincidência de 66% para 2,7% de homens que voltaram a agredir mulheres. Outra ação da Coordenadoria é a capacitação de profissionais que atuarão no interior para o atendimento da mulher e do homem autor de violência.
Empodera: mulheres atendidas pelos Crams recebem manhã de embelezamento
Também neste primeiro dia da Semana pela Paz em Casa, outra iniciativa da Coordenadoria da Mulher do TJSE trouxe cuidado e bem-estar para mulheres atendidas pelos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams) dos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro.
"Hoje, convidamos 30 mulheres atendidas nos Crams mais próximos para participarem de um dia de embelezamento. Nós chamamos de Projeto Empodera e contamos com a parceria de um salão de beleza, de maquiadoras e do Senac para proporcionar esse cuidado seja no corte de cabelo, com escova, pintura, maquiagem e massagem. Então, é mais um dia para acolher e cuidar dessas mulheres, porque eu realmente acredito que a mulher que tem amor próprio, que tem autoestima, ela não permitirá ser desrespeitada, nem violentada", ressaltou a juíza Jumara Porto, coordenadora da Mulher do TJSE.
A dona de casa Doralice de Araujo frequenta o Cram da Barra dos Coqueiros há seis meses, após agressão do ex-companheiro. Segundo ela, o espaço do Cram foi essencial para que ela rompesse o ciclo de violência. “Eu precisava urgente de ajuda, eu não aguentava mais e no Cram eu fui bem acolhida pela equipe e tenho participado de muitas ações. É um lugar muito importante para as mulheres que sofrem violência”.
Doralice também falou do dia de hoje e como ela se sentiu com todo o cuidado. “Eu, hoje, estou me sentido tipo uma atriz. Quando recebi o convite, eu fiquei sonhando com este dia, já fiz o cabelo, maquiagem e quando chegar em casa meus filhos vão dizer como eu estou diferente, porque estou renovada e feliz”, comemorou.
Matéria/Texto: Dircom TJSE
Fotografia: Raphael Faria - Dicom TJSE








