Alerta navegador incompatível

AVISO: O Portal da Mulher não está homologado para esta versão deste navegador. Sugerimos as seguintes opções:    Internet Explorer (9+)     Chrome    Firefox      Safari

Portal da Mulher - TJSE

Vânia dos Santos Barbosa

Vânia dos Santos Barbosa

O Pleno do Tribunal de Justiça de Sergipe aprovou, em sessão realizada no dia 13/08, a Resolução nº 24/2025 que institui o novo Protocolo Integrado de Prevenção e Medidas de Apoio e Segurança voltado ao Enfrentamento à Violência Doméstica praticada em face das Magistradas e Servidoras no âmbito do Poder Judiciário de Sergipe.

Dentre outras finalidades, o protocolo busca assegurar um ambiente de trabalho seguro e inclusivo, livre de quaisquer formas de violência doméstica e familiar e oferecer suporte abrangente às Magistradas e Servidoras vítimas de violência doméstica e familiar, garantindo a confidencialidade e a proteção de suas identidades.

Segundo o artigo 3º do novo protocolo, caberá a Coordenadoria da Mulher do TJSE o desenvolvimento de diversas ações e procedimentos. Dentre esses, a instituição de canais seguros, acessíveis e sigilosos para o recebimento de denúncias de violência doméstica e familiar; a consolidação de uma rede integrada de suporte multidisciplinar, composta por profissionais das áreas psicológica e de serviço social, destinada a promover acompanhamento individualizado das vítimas.

Ao receber a demanda de magistradas ou servidoras vítimas de violência doméstica ou familiar, a Coordenadoria da Mulher deverá, caso seja consentido, comunicar formalmente à Diretoria de Segurança e à Comissão de Segurança Institucional, a fim de que sejam adotadas as providências cabíveis, em especial a fixação de medidas de apoio e segurança.

O protocolo traz, inclusive, uma série de providências que podem ser adotadas, conforme entendimento da Comissão de Segurança Institucional ou da Coordenadoria da Mulher, a exemplo da possibilidade de remoção temporária para local trabalho diverso ou, se viável, concessão de trabalho remoto à Magistrada ou Servidora, enquanto perdurar a situação de risco.

O documento prevê articulação entre Coordenadoria da Mulher e a Escola Judicial de Sergipe (Ejuse) para capacitações, para usuários internos e externos, nestes incluídos profissionais de segurança que prestem serviços ao TJSE, sobre a temática de gênero e de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Para conhecer o conteúdo completo da Resolução nº 24/2025, clique aqui.

Mais informações sobre a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica podem ser obtidas no Portal da Coordenadoria da Mulher (https://www.tjse.jus.br/portaldamulher/).

Texto/Matéria: Dircom TJSE

O Tribunal de Justiça de Sergipe e o Município de Nossa Senhora do Socorro firmaram dois termos voltados à atuação da Patrulha Maria da Penha, serviço prestado pela Guarda Municipal no atendimento às mulheres com medida protetiva de urgência concedida pelo Poder Judiciário. A assinatura de ambos os termos foi realizada nesta quarta-feira, dia 13/08, na Coordenadoria da Mulher.

Um refere-se ao Termo Aditivo para prorrogação do prazo de vigência do Convênio nº 13/2020, que implementou a Patrulha Maria da Penha em Nossa Senhora do Socorro, para mais 60 meses. O atendimento da Patrulha é realizado por meio de visitas periódicas às mulheres assistidas no município. Além das visitas, os guardiões realizam o encaminhamento das mulheres à rede local de enfrentamento à violência doméstica e familiar.

“A renovação desse convênio junto com o Tribunal de Justiça é muito importante. A Patrulha Maria da Penha tem feito um brilhante trabalho em amparo às mulheres vítimas de violência e com toda a equipe das nossas Secretarias de Saúde, Especial das Mulheres, Assistência e a Guarda Municipal temos feito um grande trabalho integrado para poder combater a violência e também dar apoio a essas mulheres”, disse o vice-prefeito de de Nossa Senhora do Socorro, Elmo Paixão.

O outro documento assinado foi o Termo de Cooperação Técnica cuja finalidade é permitir a utilização do sistema informatizado do Portal Criminal ou outro meio eletrônico de integração para conferir maior celeridade e efetividade ao patrulhamento desenvolvido pela Patrulha Maria da Penha de Nossa Senhora do Socorro.

“Esse convênio que acabamos de assinar é superimportante porque a Guarda Municipal vai poder trabalhar com mais efetividade na assistência às mulheres em situação de violência com o acesso ao nosso sistema de justiça. Então, no cumprimento de alguma medida protetiva, a Patrulha Maria da Penha poderá acessar o sistema do Tribunal de Justiça, o Portal Criminal e, com isso, saber o que aconteceu com aquela mulher e tomar as providências que entendam pertinentes”, explicou a juíza-coordenadora da Mulher, Juliana Martins.

A Patrulha Maria da Penha de Nossa Senhora do Socorro foi implantada em 2020 e hoje realiza o acompanhamento de 32 mulheres encaminhadas pela Justiça. Com a cooperação, o Judiciário e o Executivo Municipal poderão continuar atuando conjuntamente em defesa das mulheres em situação de violência doméstica e familiar e compartilhar informações acerca de processos envolvendo vítimas, através dos dados do Portal Criminal do TJSE.

“O trabalho da Patrulha vem sendo desenvolvido com muita competência nessa parceria que temos com o Tribunal de Justiça e as nossas secretarias. Então renovamos, hoje, para mais cinco anos esse convênio com o intuito de cada vez mais de proteger as mulheres socorrenses”, avaliou Renilton dos Santos Silva, comandante da Guarda Municipal

Com relação ao Portal Criminal do TJSE, cinco Patrulhas Maria da Penha já tinham formalizado a cooperação e possuem acesso ao sistema: as Patrulhas de Aracaju, Estância, Lagarto, Itabaiana e Propriá.

“A Coordenadoria da Mulher tem atuado no fomento às políticas públicas, e entende que a Patrulha Maria da Penha é um braço operacional importante nesse processo. A rede toda tem que trabalhar em prol dessas mulheres e principalmente a Guarda Municipal porque é quem atende essas mulheres na ponta. Então, são eles que salvam as vidas dessas mulheres”, complementou a juíza Juliana Martins.

Texto/Matéria: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria.

Neste 07 de agosto, data em que se celebra 19 anos de sanção da Lei Maria da Penha, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) está sendo representado em um evento instituído pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em homenagem à lei. Nesta edição, a Jornada Lei Maria da Penha acontece, hoje e amanhã, na Escola Judicial de Pernambuco (Esmape), com a participação de autoridades do sistema de justiça, representantes da sociedade civil e integrantes das redes de proteção às mulheres.

Do TJSE, participam a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher, a assistente social Lia Maranhão e a psicóloga Sabrina Duarte, ambas também da Coordenadoria da Mulher. Realizada pelo CNJ desde 2007, nesta edição a Jornada é voltada para o público jovem, em parceria com a Escola Técnica Estadual Miguel Batista e a Escola Estadual Maria Amália, ambas localizadas em Recife (PE). O enfrentamento à violência se dá por meio de capacitações, rodas de conversa e oficinas interativas com alunos, professores e familiares.

“A Lei Maria da Penha é um marco na luta pelo enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher no Brasil. Aprovada em 2006, após anos de mobilização e graças à coragem de Maria da Penha Maia Fernandes, a lei deu nome e voz a milhares de mulheres silenciadas. Desde então, representa proteção, dignidade e o reconhecimento da violência de gênero como uma grave violação de direitos humanos”, comentou a juíza Juliana Martins.

Ela lembrou que a lei criou mecanismos para prevenir, punir e erradicar a violência doméstica, estabelecendo medidas protetivas de urgência, ampliando o conceito de violência (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral) e reconhecendo a importância da rede de apoio às vítimas. “A Jornada promovida pelo CNJ reafirma o compromisso do Judiciário com a efetividade da lei e com a vida das mulheres brasileiras. É tempo de refletir, agir e fortalecer políticas públicas que protejam, acolham e empoderem”, acrescentou a magistrada.

Ao final de cada edição, é produzida uma Carta da Jornada, na qual são apresentadas propostas de ação voltadas ao aprimoramento da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Paralelo à Jornada, está sendo realizado o concurso escolar ‘Educar para Proteger: Juventudes pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher’. A iniciativa busca estimular a participação ativa de adolescentes e jovens na construção de uma cultura de paz, equidade e respeito às mulheres e meninas.

Texto/Matéria - Dicom TJSE

Em alusão ao Agosto Lilás, mês de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), participou de dois importantes eventos na tarde desta sexta-feira, 01/08. Primeiro ela esteve na inauguração do Banco Vermelho, em frente à sede da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Sergipe (OAB/SE), e depois na Prefeitura de Aracaju, em cerimônia voltada às servidoras municipais.

“Procuramos estar presentes em todos eventos que dão visibilidade ao combate à violência contra a mulher porque entendemos a necessidade de mostrar o tempo inteiro que os números aumentam a cada dia. Apesar que aqui em Sergipe estamos conseguindo diminuir o número de feminicídios, porém as demandas aumentam porque as mulheres estão sentindo mais seguras para denunciar. E isso se deve a essa visibilidade, a esse trabalho conjunto de diversos órgãos”, considerou a juíza Juliana Martins.

O Banco Vermelho, colocado dessa vez na praça Getúlio Vargas, conhecida como Praça do Mini Golfe, é uma ação simbólica instituída pela lei federal 14.942/2024, como parte da Campanha Feminicídio Zero. A ideia é que o banco seja instalado em espaços públicos de grande circulação, constando frases que estimulem a reflexão sobre o combate à violência contra a mulher e contatos de emergência, como o número telefônico da Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180, para eventual denúncia e suporte à vítima.

“Esse banco é uma forma de lembrar as vítimas de violência doméstica e também uma forma de estimular as denúncias. Hoje, a OAB Sergipe reafirma o seu compromisso na defesa da vida das mulheres. É um chamado de consciência. Todas as vezes que a gente sentar nesse banco, que contemplarmos sua cor vermelha, vamos lembrar que ninguém deve tolerar nenhum ato de violência contra as mulheres”, destacou a vice-presidente da OAB/SE, Edênia Mendonça.

SerMulher

Já na sede da Prefeitura de Aracaju, a abertura do Agosto Lilás foi organizada pela Secretaria Municipal do Respeito às Políticas para as Mulheres (SerMulher). Segundo a secretária da SerMulher, Elaine Oliveira, o Agosto Lilás será um espaço de escuta e valorização das servidoras municipais. A prefeita Emília Corrêa lembrou que a missão da SerMulher é articular e promover políticas públicas voltadas às aracajuanas, ampliando o acesso ao acolhimento, orientação e direitos.

O evento contou com a presença de mulheres responsáveis por diversas pastas do município de Aracaju, como também gestoras que atuam na rede de proteção à mulher. Foram acesas luzes da cor lilás, em alusão à simbologia do mês de agosto; recitado cordel sobre a Lei Maria da Penha; e também houve um debate sobre como combater a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Texto/Matéria: Dicom TJSE

Fotografia: Raphael Faria / Dicom TJSE

“Cheguei triste, desanimada da vida, achava que nada mais ia dar certo para mim, achava que o mundo para mim não era o que eu pensava e sim o que as pessoas diziam para mim, principalmente o companheiro que arrumei, que não foi da melhor convivência. Mas depois que comecei a andar aqui no CRM me sinto bem empoderada, acordei para muita coisa. As pessoas aqui me dão força. Eu me sinto acolhida e amada”.

O depoimento é da promotora de vendas Daniele da Conceição Santos, uma das mulheres atendidas no Centro de Referência da Mulher Professora Neuzice Barreto, do município da Barra dos Coqueiros. O equipamento foi o primeiro de Sergipe a atender exclusivamente mulheres em situação de vulnerabilidade social e comemorou, na manhã desta quarta-feira, 30/07, 18 anos de existência. A juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, esteve presente ao evento.

“Estamos muito felizes de estar aqui porque esse equipamento é pioneiro e é referência. Todas as vezes que vamos conversar com algum prefeito do interior para fazer um equipamento para a mulher, sempre citamos como referência a Barra dos Coqueiros”, comentou a juíza Juliana Martins. Ela lembrou que mais de 50 municípios sergipanos já têm equipamento semelhante, chamado de Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram).

Conforme a coordenadora do Centro de Referência da Mulher, CRM da Barra, Chayonara Santos Evangelista, o local atende atualmente cerca de 40 mulheres em situação de vulnerabilidade social, com serviços psicológicos, sociais, jurídicos, oficinas e cursos. “Temos oficinas de artesanato e empreendedorismo visando geração de renda e autocuidado”, explicou a coordenadora do CRM.

“Temos uma equipe muito qualificada e isso é motivo de comemoração. Estamos ampliando e fortalecendo cada vez mais o relacionamento com a rede. Então, hoje é um dia muito simbólico. Além dos 18 anos, estamos comemorando na verdade essa conquista. Diante de tantos desmontes, o município da Barra dos Coqueiros vê as mulheres como um público prioritário”, comemorou Chayonara.

A celebração de hoje reuniu gestoras que atuam na rede de proteção à mulher, como também mulheres que são atendidas no CRM. A psicóloga da Coordenadoria da Mulher do TJSE, Sabrina Duarte, proferiu uma palestra sobre violência doméstica, falando sobre as raízes do problema e como ele pode ser combatido no âmbito da família e da escola.

Esta ação formativa está diretamente alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ...
- Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU).

nº 3 (Saúde e Bem-Estar)
nº 5 (Igualdade de Gênero)
nº 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico)
nº 10 (Redução das Desigualdades)
nº 16 (Paz, Justiça e Instituições Eficazes)
nº 17 (Parcerias e Meios de Implementação)

 

Texto/Matéria: Dicom TJSE

Fotografia: Raphael Faria Dicom TJSE

A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realiza nesta quarta e quinta-feira, 23 e 24 de julho, o 7º Curso de Capacitação da Patrulha Maria da Penha (PMP). A capacitação reúne representantes de guardas de municípios onde já existem as PMPs, como em Aracaju, Nossa Senhora do Socorro e Propriá, mas também de locais onde o serviço especializado no atendimento e acompanhamento de mulheres vítimas de violência doméstica que possuem medidas protetivas de urgência devem ser implementados, como Carmópolis e Japaratuba.

Durante a abertura da capacitação, a juíza coordenadora da Infância e Juventude do TJSE, Juliana Martins, destacou a importância do fortalecimento deste tipo de serviço das guardas municipais, dentro da rede de proteção estadual."Com o apoio dos guardiães, conseguimos manter um índice zero de feminicídio com estas mulheres que são acompanhadas", explicou a magistrada.

A capacitação oferta conteúdos de Gênero, Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (conceito e legislação) e a parte operacional das PMPs. Além da juíza coordenadora, ministram as palestras as analistas judiciárias do TJSE Sabrina Duarte (Psicologia) e Lia Maranhão (Serviço Social); e a GM Sabrina Smith, coordenadora da Patrulha Maria da Penha de Aracaju.

Matéria/texto: Dicom TJSE

Fotografia: Raphael Faria Dicom TJSE

 

 

A presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargadora Iolanda Guimarães, e a juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins, reuniram-se nesta sexta-feira, 27 de junho, com a secretária estadual de Políticas para as Mulheres (SPM), Danielle Garcia. No encontro, foi apresentado o projeto da Casa da Mulher Brasileira, que já está com obras avançadas em Aracaju, e a atuação do TJSE no novo equipamento, que reunirá no mesmo espaço diversos órgãos que atuam na proteção da mulher vítima de violência.

Matéria/texto: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria - Dircom TJSE

 

Republicação da matéria publicada no site do TJSE no dia 27-05-25.

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) e a Prefeitura de Aracaju celebraram o convênio para renovar o serviço da Patrulha Maria da Penha que é executado pela Guarda Municipal de Aracaju. A Patrulha é um equipamento no enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, uma vez que realiza o acompanhamento de mulheres em situação de violência que possuem medidas protetivas de urgência deferidas pelos Juizados de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Aracaju.

O termo foi assinado, nesta terça-feira, dia 27/05, pela presidente do TJSE, desembargadora Iolanda Guimarães, pela juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins e pela prefeita de Aracaju Emília Correia.

“É uma política muito importante para a proteção das mulheres aracajuanas porque a Patrulha Maria da Penha, com sensibilidade, atua no acompanhamento das mulheres que estão em situação de violência doméstica. O Tribunal de Justiça, com ações como essa, cumpre o seu compromisso institucional com uma sociedade mais segura, justa e livre da violência contra a mulher”, destacou a presidente Iolanda Guimarães.

A Patrulha Maria da Penha está implantada no município de Aracaju há cinco anos. Com a renovação do convênio está prevista uma ampliação no quantitativo de mulheres atendidas de 50 para 100 assistidas. “Esse é o compromisso de nós mulheres para proteger mulheres. A Patrulha Maria da Penha tem um trabalho magnífico e a gente não pode parar, temos que avançar e, a cada tempo, aumentar esse número para salvaguardar as mulheres”, considerou a prefeita Emília Correia.

O serviço é prestado considerando o índice de exposição da vítima à situação de risco de violência e a complexidade de cada demanda. Os guardiões realizam visitas periódicas às mulheres de segunda a sexta-feira, salvo em caráter emergencial quando o atendimento será disponibilizado 24h/dia. A Patrulha Maria da Penha também poderá realizar o encaminhamento da mulher assistida à rede local de atendimento.

“A renovação deste convênio representa a continuidade de um passo decisivo na proteção de mulheres em situação de violência doméstica e familiar, pois permite a atuação conjunta e integrada do Judiciário com a estrutura de segurança pública municipal, garantindo o cumprimento efetivo das medidas protetivas de urgência determinadas pelo juízo. Com a presença da Guarda Municipal no monitoramento das vítimas e fiscalização do cumprimento das ordens judiciais, conseguimos não apenas ampliar a rede de proteção, mas também prevenir a reincidência da violência. É uma atuação que salva vidas, que devolve segurança e dignidade às mulheres e que fortalece a credibilidade da Justiça”, pontuou a juíza coordenadora Juliana Martins.

O TJSE, por meio da Coordenadoria da Mulher, fornecerá capacitação sobre a temática de gênero e violência doméstica contra a mulher aos profissionais da Guarda Municipal de Aracaju que atuam na Patrulha Maria da Penha.

https://agencia.tjse.jus.br/noticias/item/15767-tjse-e-prefeitura-de-aracaju-renovam-convenio-da-patrulha-maria-da-penha-com-ampliacao-de-mulheres-atendidas

 

Republicação da matéria publicada no site do TJSE no dia 09-05-25.

'Assédio e discriminação no TJSE, não!' foi o tema do II Encontro sobre Prevenção, Combate ao Assédio e à Discriminação do Tribunal de Justiça de Sergipe. O evento, alusivo à Semana de Combate ao Assédio e à Discriminação, instituída pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), foi realizado na manhã desta sexta-feira, 09/05, no auditório do Tribunal Pleno, com a presença de servidores e magistrados. Também foi transmitido pelo canal TJSE Eventos, no YouTube, onde ficou gravado.

O evento foi aberto pela juíza Juliana Martins, que é membro da Comissão de Prevenção e Enfrentamento do Assédio Moral, do Assédio Sexual e da Discriminação do TJSE. “Esse encontro tem como objetivo justamente dar visibilidade a esse assunto porque muitas pessoas ainda não sabem o que é assédio. Vamos falar sobre como a vítima de assédio ou discriminação pode fazer a denúncia e o que acontece nesse caminho dentro do Tribunal de Justiça. É dessa forma que a gente tenta combater essa prática”, comentou a magistrada.

A primeira apresentação foi feita pelo técnico judiciário Gilberto Vaqueiro, também membro da Comissão. Ele falou sobre o ‘Fluxograma de acolhimento, escuta e orientação da notícia de assédio e discriminação’. Ele apresentou os canais de denúncia, destacou que ela não deve ser confundida com um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) e que todo o acolhimento e tramitação são sigilosos.

“O canal principal de denúncia é a Ouvidoria do TJSE. Caso o denunciante autorize, é criado um SEI sigiloso, encaminhado para a Comissão e para Diretoria de Gestão de Pessoas, setor responsável pela escuta, acolhimento e orientação da vítima. A Digepe trabalha em rede com Centro Médico do tribunal e a partir daí a parte é escutada, sendo ofertadas algumas soluções. Também é anotada para a estatística, importante para sabermos se algum setor do tribunal está com um ambiente mais hostil. Mas, graças a Deus, ainda não identificamos nada muito significativo”, explicou Gilberto.

Conforme a diretora de Gestão de Pessoas do TJSE, Karla Cardoso, o acolhimento à vítima é uma etapa importante do fluxograma elaborado pela Comissão. “Precisamos aprender a escutar as pessoas. Uma escuta atenta, nos mínimos detalhes e sem julgamentos. Deve ser um momento não de julgamento e sim de acolhida, escuta e orientação”, explicou Karla, reforçando que todas as etapas são sigilosas.

Por fim, a psicóloga Marília Prado Machado, da Divisão de Perícias do TJSE, falou sobre os impactos psicológicos do assédio e discriminação e sobre os caminhos para preveni-los. Entre os impactos individuais, as vítimas de assédio ou discriminação, conforme a psicóloga, podem apresentar sintomas de ansiedade, dores no corpo, insônia, cansaço, desânimo, apatia, desmotivação e distanciamento.

“Existem também as consequências para o grupo como um todo. Afeta o clima do ambiente de trabalho, aumenta os conflitos internos, a hostilidade. O medo se instala, ou seja, o clima só piora. A produtividade cai, a desmotivação aumenta, enfim todo mundo sai perdendo”, alertou a psicóloga. Para Marília, é possível prevenir isso tudo. “A prevenção começa com isso que estamos fazendo hoje aqui. Com a formação, orientação e sempre criando os canais de comunicação e denúncia”, concluiu.

https://agencia.tjse.jus.br/noticias/item/15710-encontro-discute-medidas-de-prevencao-e-combate-ao-assedio-e-discriminacao

Teve início nesta segunda-feira, dia 05/05 e prosseguirá até quarta-feira, 07/05, uma capacitação voltada para a disseminação de grupos reflexivos para homens autores de violência. O objetivo é dialogar com os profissionais que já realizam os grupos reflexivos e formar novos profissionais a fim de expandir a metodologia dos grupos reflexivos pelo estado de Sergipe.

“A Coordenadoria da Mulher costuma realizar esses cursos duas vezes ao ano, porque o objetivo é trabalhar não somente na consequência do problema, ou seja, na violência já instalada, mas, principalmente, na causa, de forma educativa e mais eficaz de redução dos índices de violência contra a mulher”, explicou a psicóloga da Sabrina Duarte.  

O público-alvo são os profissionais da assistência social e da psicologia que atuam nos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Cram), nos Centros de Referência Especializada da Assistência Social (Creas), Centros de Referência da Assistência Social (Cras), bem como servidores lotados no Centro Judiciário de Justiça Restaurativa (Cejure) e na Coordenadoria da Mulher.

Foram abordadas as políticas de criação e implementação de grupos reflexivos para homens autores de violência no país, a partir de uma política nacional de trabalho com esse público para o enfrentamento da violência. As aulas foram ministradas pelos professores dr. Ricardo Bortoli, dra. Cleide Gessele, dr. Adriano Beiras.

“Nós procuramos explicar critérios mínimos e recomendações a partir do CNJ e das pesquisas que a gente tem feito dentro da academia, especialmente do grupo de pesquisa que eu coordeno na Universidade Federal de Santa Catarina, sou professor do Departamento de Psicologia e do programa de pós-graduação. Nós temos desenvolvido materiais diversos em parceria com a academia judicial e com outros serviços públicos sobre essa questão da política, da metodologia e das teorias de gênero que são importantes para o atendimento desses grupos”, informou o psicólogo Adriano Beiras.

Durante a apresentação, foi mostrado o crescimento dos grupos reflexivos no Brasil em três anos. Em 2020, foram registradas 312 iniciativas, em 2023, já se registravam 498 iniciativas. “Essa captação vem ao encontro do planejamento da própria Coordenadoria de a gente trabalhar os grupos reflexivos para homens autores de violência contra as mulheres. Então, é extremamente importante os grupos reflexivos e eles têm aumentado de forma significativa no Brasil como um todo e a gente está aqui para formar vários profissionais de várias áreas do estado de Sergipe”, reforçou a assistente social Cleide Gessele.

Em Sergipe, estão em atuação 17 grupos reflexivos, sendo 3 na capital Aracaju. De acordo com estudos realizados, a eficácia dos grupos reflexivos está na não reincidência dos homens autores de violência. “Nós acompanhamos mais de perto os resultados trazidos pelos grupos reflexivos que atuam em Aracaju, que possuem uma parceria direta com a Coordenadoria da Mulher, o Viver Família da Faculdade Estácio. Este grupo apresenta 6,7% de reincidência, que é quando o homem que passou pelo grupo volta a praticar a violência. Normalmente, os estudos dizem que a reincidência quando o homem não participa dos grupos está entre 55 e 65%”, acrescentou Sabrina Duarte.

 

Matéria/Texto: Dircom TJSE

Fotografia: Rapahel Faria - Dircom TJSE