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Portal da Mulher - TJSE

Vânia dos Santos Barbosa

Vânia dos Santos Barbosa

A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe realizou nesta segunda-feira, dia 14/04, uma reunião com a empresa de telemarketing Tahto e a Astra - Direitos Humanos e Cidadania LGBTQIA+ com o objetivo de fomentar vagas de emprego para mulheres transexuais e travestis.

"A gente já tem essa parceria com a Tahto há algum tempo, uma empresa muito parceira, que realmente possui uma gestão sensível a todas as questões que dizem respeito à mulher e agora a gente está ampliando, juntamente com a Astra para poder encaminhar mulheres transexuais e travestis para trabalharem na Tahto. Então a ideia realmente é possibilitar para esse público que tem, às vezes, tanta dificuldade de inserção no mercado trabalho, uma oportunidade para crescer e ter a visibilidade devida", disse a psicóloga Sabrina Duarte, que acompanhou a reunião que foi conduzida pela juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins.

O TJSE, por meio da Coordenadoria da Mulher, mantém desde 2024 uma parceria com a empresa Tahto voltada para a inserção de mulheres no mercado de trabalho, especialmente as vítimas de violência doméstica assistidas pelos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Crams). A intenção é ampliar o universo de mulheres atendidas, oportunizando a empregabilidade às mulheres em situação de vulnerabilidade social, notadamente, as mulheres trans.

"Historicamente a população mais estigmatiza na sociedade é a população de travestis e transexuais, é tanto que a gente não vê ainda tantas mulheres no mercado formal de trabalho. Essa parceria com o Tribunal de Justiça, através da Coordenadoria, na verdade, abre uma esperança com a empresa Tahto, para contratar também meninas trans e travestis. A gente sabe que ainda compulsoriamente a maioria desta população está no mercado informal que é do sexo, não que isso seja um problema, mas queremos que essas meninas possam também estar em outros espaços, possam ser médicas, assistentes administrativas, call center, enfim, que tenham sua complementação de renda", disse Maria Eduarda Marques, vice-presidente da Astra.

A Tahto está no mercado sergipano há quatro anos e hoje emprega 933 funcionários, um quadro composto em mais de 70% por mulheres. A empresa de telemarketing atende clientes no ramo de telefonia e de distribuição de energia. A partir da parceria firmada com a Coordenadoria da Mulher, a Tahto tem admitido mulheres em situação de violência após processo seletivo para o qual a exigência mínima é que as candidatas tenham 18 anos e ensino médio completo.

"Hoje a gente discutiu a possibilidade da Tatho fazer contratações de mulheres trans, algo que já temos feito, já é da nossa prática interna, mas a partir do momento que fazemos uma comunicação mais direta junto a Coordenadoria da Mulher, junto a Astra, a gente vai ter um olhar ainda mais cuidadoso inclusive para trazer os resultados dessa parceria. A Astra estará indicando as mulheres com o perfil que nós atuamos, em contrapartida traremos as informações para publicizar, para estimular as mulheres trans a serem inseridas no mercado de trabalho. Desde o ano passado a gente tem esse olhar mais cuidadoso com as mulheres vítimas de violência doméstica dentro da empresa e já temos algumas contratações", explicou a coordenadora de Treinamento Maria Luísa Teodoro.

 

Texto/Matéria: Dircom TJSE

Fotografia: Larissa Barros - Dicom TJSE

Nesta sexta-feira, dia 11/04, foram assinados Termos de Cooperação que contemplam atendimento a crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e/ou vítimas de violência física, psicológica e sexual. Os termos foram assinados na Presidência do TJSE com Comitê Estadual de Saúde, a Coordenadoria da Infância e Juventude, a Fundação Beneficência Hospital de Cirurgia e o Hospital e Maternidade Santa Isabel.

A ação contempla a programação da Semana Nacional de Saúde, cuja finalidade é fomentar iniciativas que promovam a integração de ações entre os Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, bem como a colaboração de órgãos e entidades atuantes na área da saúde, tanto do setor público quanto do privado.

"Estamos encerrando, hoje, a Semana Nacional de Saúde, coroando essa semana com esses dois termos aditivos aos convênios que já existiam. Primeiro com o Hospital de Cirurgia, onde este irá atender as crianças que estão institucionalizadas realizando os exames de alta e média complexidade; e com o Santa Isabel no atendimento psicológico e psiquiátrico, tanto para as crianças institucionalizadas quanto para aquelas vítimas de violência, normalmente aquelas vinculadas a processos que tramitam na 6ª Vara Criminal. Então, o Comitê de Saúde está trabalhando junto com a Coordenadoria da Infância para levar saúde às crianças e principalmente aquelas que estão institucionalizadas e mais vulnerabilizadas", explicou a juíza Brígida Declerc Fink, representante do Comitê Estadual de Saúde.

Com a Fundação Beneficência Hospital de Cirurgia foi assinado um aditivo ao Termo de Cooperação nº 34/2024 para garantir o atendimento de exames de média e alta complexidade para crianças e adolescentes institucionalizados. Também será disponibilizada a estrutura física, insumos médicos, exames complementares, equipamentos e equipe multidisciplinar para a realização de procedimentos cirúrgicos reparadores de deformidades. O convênio firmado em 2024, que foi aditivado hoje, proporciona cirurgias plásticas reparadoras para vítimas de violência doméstica, quando a sequela resultar de conduta relacionada a processos criminais, por meio do Projeto Reconstruir-SE.

"O objetivo é cuidar do adolescente e da criança. Nós já temos um convênio para tratar de mulheres que sofreram violência e agora aditivamos para estarmos cuidando na linha de exames e alguns tratamentos das crianças e adolescentes que estão precisando e estão em situação de acolhimento", explicou Márcia Guimarães, interventora judicial do Cirurgia.

Com o Hospital e Maternidade Santa Isabel, também foi assinado um aditivo ao Termo de Cooperação nº 38/2024, o qual garantirá atendimento em consultas, exames e o acompanhamento psicológico e psiquiátrico a 20 crianças e adolescentes em situação de acolhimento institucional e/ou vítimas de violência física, psicológica e sexual. O convênio firmado em 2024 proporciona o pré-natal humanizado para mulheres em situação de violência, bem como a reserva de 5% de vagas de emprego no Hospital Santa Isabel, parceria com o TJSE por meio do Projeto Gestabel e Elas.

"O Hospital e Maternidade Santa Isabel está no Tribunal de Justiça de Sergipe para reafirmar essa parceria e garantir o atendimento em saúde para aqueles em vulnerabilidade. Hoje o Hospital se propõe a destinar vagas de atendimento para gestantes, mulheres vítimas de violência e crianças que também se encontram em situação de vulnerabilidade para atendimento em psiquiatria e psicologia. A parceria já está vigente e estamos em execução de alguns atendimentos. Este é um convênio que irá perdurar e tem toda a dedicação do Hospital para que a garantia do atendimento seja imediata e resolutiva para mulheres, gestantes, crianças e adolescentes que, infelizmente, se encontram em situação de vulnerabilidade", observou Max Oliveira, diretor administrativo.

 

Texto/Matéria: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE

Foi assinado nesta sexta-feira, dia 11/04, um Termo de Cooperação Técnica entre o Tribunal de Justiça de Sergipe e o Município de Itabaiana para a utilização do Portal Criminal pela Patrulha Maria da Penha. Assinaram o Termo, a presidente do TJSE, Iolanda Guimarães, a juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins, o prefeito de Itabaiana, Valmir de Francisquinho; e o comandante da Guarda Municipal, Jonathan Mendonça.

"Esta é uma ação muito importante e que surtirá um impacto grande na proteção das mulheres que residem em Itabaiana e que são acompanhadas pela Patrulha Maria da Penha. Fico muito feliz com o trabalho, com essa parceria que firmamos com o Município porque é uma prova que o Judiciário e o Executivo estão empenhados e dando prioridade a esta causa", considerou a presidente Iolanda Guimarães.

A Patrulha Maria da Penha de Itabaiana foi criada em 2024 e regulamentada por convênio firmado com o TJSE no mesmo ano. Com a nova cooperação, o Judiciário e o Executivo Municipal poderão compartilhar informações acerca de processos envolvendo vítimas de violência doméstica e familiar, através dos dados do Portal Criminal do TJSE.

“Estamos muito felizes de celebrar mais esse convênio por sua importância, uma vez que ele permite que a Patrulhe acesse, diretamente do sistema do Portal Criminal, as decisões dos juízes nos processos de violência doméstica e familiar contra a mulher. Com acesso ao Portal, a Patrulha poderá avaliar o risco que a mulher está correndo, observando se ela tem uma medida protetiva de urgência e proceda com os encaminhamentos, inclusive, com o acompanhamento personalizado em momentos que essas mulheres estão mais vulneráveis, por exemplo, no trajeto do trabalho para casa e vice-versa”, destacou a juíza Juliana Martins.

O TJSE disponibilizará o acesso aos serviços de peticionamento e comunicações eletrônicas aos usuários da Patrulha Maria da Penha, indicados pelo Comando da Guarda Municipal de Itabaiana, os quais também passarão por uma capacitação para utilização do Portal.

"Mais um convênio que contribui de maneira decisiva para o trabalho que a Guarda Municipal de Itabaiana vem desenvolvendo com a Patrulha Maria da Penha. Agora com acesso ao Portal Criminal, poderemos contribuir ainda mais para que os agentes de segurança pública possam dar maior celeridade a todo esse trâmite necessário porque a gente está trabalhando com vidas e o nosso maior foco é proteger a vidas dessas mulheres", salientou o comandante da Guarda Municipal, Jonathan Mendonça.

O prefeito destacou a cooperação que o Município de Itabaiana tem com o Poder Judiciário para a proteção das mulheres. "Parabenizo a presidente do Tribunal, desembargadora Iolanda e a coordenadora da Mulher, dra. Juliana, que tem impulsionado as políticas públicas no atendimento à mulher que é vítimas de violência doméstica e a Prefeitura tem buscado instituir alguns programas para atender as mulheres nessa situação, além da Patrulha que foi criada no ano passado", pontuou Valmir de Francisquinho.

Já possuem acesso ao Portal Criminal do TJSE as Patrulhas Maria da Penha de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro, Propriá e Lagarto.

 

Texto/Matéria: Dircom TJSE

Fotografia: Larissa Barros - Dicom TJSE

A juíza coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, Juliana Martins, foi empossada como segunda secretária da Comissão Executiva para 2025 do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro (Cocevid). A posse ocorreu, na quinta-feira, dia 03/04, durante a reunião do Cocevid realizada no Tribunal de Justiça de Bahia.

De acordo com a magistrada, as Coordenadorias da Mulher em Situação de Violência foram criadas em 2011, com o importante papel de fortalecer o enfrentamento à violência doméstica no âmbito do Judiciário.

"Em 2018, foi instituído o Colégio de Coordenadores (Cocevid), reunindo colegas de todo o país comprometidos com essa causa tão necessária. Desde então, Sergipe teve assento apenas uma vez, com a atuação da querida dra. Rosa Geane. Agora, tenho a alegria de viver essa segunda oportunidade de representar o nosso estado. Sinto-me verdadeiramente honrada por integrar esse colegiado formado por pessoas vocacionadas e engajadas, e mais ainda por representar o estado que escolhi como lar. Que Deus me dê força e sabedoria para seguir trabalhando com dedicação e sensibilidade nessa missão tão desafiadora quanto transformadora", destacou a juíza Juliana Martins.

Para a presidência do Cocevid foi empossada a desembargadora Nágila Sales Brito, presidente da Coordenadoria da Mulher do TJBA. O mandato da Comissão Executiva é de um ano, permitida a recondução por igual período.

A reunião do Cocevid

A programação do Cocevid ainda ocorre nesta sexta-feira, dia 04/04. Além da reunião, ocorrerá o evento “Mulheres e Poder: Liderar, Inspirar e Transformar”. Na oportunidade, a ministra Maria Elizabeth Rocha, presidente do Superior Tribunal Militar (STM), e a desembargadora Salise Monteiro Sanchotene, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), farão explanações sobre o tema.

O encontro estimula os participantes a trocar experiências e conhecimento, além de buscar uniformizar os métodos e os critérios administrativos e judiciais nos processos de violência contra mulher, bem como os projetos e as práticas implementadas, observadas as peculiaridades regionais.

Com informações do TJBA.

Matéria: Dircom TJSE

O Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) do município de Laranjeiras foi inaugurado em julho de 2023 para o acolhimento de mulheres em situação de violência e em vulnerabilidade social com a oferta de atendimento jurídico e psicossocial. Desde a sua implantação, o Cram tem promovido, por meio de uma articulação entre os Poderes Judiciário e Executivo municipal e o Senac, cursos profissionalizantes para estimular a autonomia financeira das mulheres atendidas.

Em 2024, foi inaugurada, no espaço do Cram, a Fábrica de Chocolate Mussuca cuja produção é feita pelas mulheres que foram qualificadas nos cursos ofertados. Neste ano de 2025, a produção de chocolates das mulheres assistidas pelo Cram está a todo vapor para atender à demanda e a juíza coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), Juliana Martins, foi acompanhar de perto o trabalho desenvolvido.

“Eu estou bem encantada, o Cram está estruturado, as mulheres estão trabalhando com muitas demandas, inclusive, já tem uma sala com 800 ovos que foram encomendados para serem entregues nesta Páscoa. Então ver essas mulheres empoderadas, saindo dessa situação de vítima para serem autoras da própria vida é o que nos impulsiona nesta luta”, disse a juíza Juliana Martins.

As encomendas chegam das secretarias municipais de Laranjeiras e do público que toma conhecimento do trabalho. Para a Páscoa, 10 mulheres participam da produção que por dia chega a 350 ovos de chocolates. A marisqueira Marluce, que fez o curso de confecção de chocolate do Senac no ano passado, disse que a renda com a fábrica é hoje sua única fonte.

“Para mim está sendo uma experiência boa porque eu estava sem trabalhar, apesar de ser marisqueira. Eu optei por fazer os ovos de chocolate, porque é uma oportunidade nesse período, mas também eu pretendo dar continuidade ao trabalho. Nós temos recebido muitas encomendas, mas nossa equipe tem como produzir mais”, relatou Marluce dos Santos.

O Cram de Laranjeiras tem uma demanda de 40 mulheres e oferta dois cursos profissionalizantes realizados pelo Senac e pela Secretaria Estadual de Trabalho, nos turnos da tarde e noite. “As mulheres passaram por qualificação e hoje elas estão trabalhando para sua autonomia e fabricando chocolates para a venda e uma renda extra. As mulheres sempre nos relatam como têm conseguido conquistas o que antes não eram possíveis, ocuparam um tempo que era ocioso, então não apenas é uma melhoria da renda, mas da autoestima dessas mulheres”, garantiu Tainara Goes, assistente social do Cram.

Outras articulações

A juíza coordenadora Juliana Martins conversou com o vice-prefeito de Laranjeiras, Luciano da Várzea e com a secretária de Assistência e Desenvolvimento Social Onete Mota sobre a ampliação dos equipamentos de proteção às mulheres do município.

“A gente não para porque a violência doméstica não para, então a gente está em constante luta. Por isso precisamos implantar em Laranjeiras a Patrulha Maria da Penha e os grupos reflexivos e estamos em tratativa com o Poder Municipal. Tenho certeza que sairemos hoje daqui com a indicação desta implantação, porque as mulheres de Laranjeiras merecem ser protegidas dentro de suas casas e quando saírem delas”, confirmou a magistrada.

A secretária Onete relatou que o Cram mantém outra parceria importante com a delegacia do município para a escuta da mulher vítima de violência na sala de acolhimento do Cram. “Nós temos essa parceria que é muito importante porque as mulheres não vão à delegacia, mas a delegada vem ao Cram em um horário agendado e ouve essas mulheres. Isso dá às mulheres um trato melhor e incentiva a denúncia porque para uma mulher ir à porta de uma delegacia para denunciar é mais difícil”, acrescentou.

Matéria/texto: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE

 

Encerrando o mês dedicado à mulher, o Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através da Coordenadoria da Mulher e do Centro Médico, fez a entrega dos itens de higiene pessoal que foram arrecadados durante a campanha ‘Sororidade: um gesto de afeto’. Cerca de dez caixas - com absorventes, sabonetes, desodorantes, produtos de maquiagem, entre outros itens - foram entregues ao Centro de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) do município de Laranjeiras.

A presidente do TJSE, desembargadora Iolanda Guimarães, acompanhou a entrega realizada à coordenadora do Cram de Laranjeiras, Sandra Souza. “Fizemos essa campanha em parceria com o Centro Médico do Tribunal para ajudar as mulheres que, às vezes, não têm condições de comprar itens de higiene pessoal. Escolhemos o Cram de Laranjeiras porque já existe uma parceria e achamos que, nesse momento, seria o mais adequado para a entrega dessas doações”, explicou a juíza Juliana Martins.

Conforme a diretora do Centro Médico do TJSE, Luciana Nobre, foram doadas cerca de dez caixas com diversos itens. “A campanha foi idealizada pela nossa psicóloga Luana como uma das ações em alusão ao Dia da Mulher. Em todos os fóruns, foram colocadas caixinhas coletoras de itens de higiene pessoal para mulher. Até a última sexta-feira arrecadamos os itens, entre eles vários absorventes, sabonetes, creme dental, itens de maquiagem, perfumes. Foi uma campanha bonita demais e todos se sensibilizaram”, comentou Luciana.

Já a coordenadora do Cram de Laranjeiras agradeceu a iniciativa do Poder Judiciário em mais uma parceria. “Temos três anos do Cram de Laranjeiras e, hoje, estamos com atendimento de 350 mulheres do grupo da coordenadoria e mais 80 do Cram, vítimas de violência doméstica. Essa doação foi perfeita porque nossas mulheres são carentes. Não temos como agradecer ao Poder Judiciário, que ajuda demais nosso Cram só com coisas boas”, salientou Sandra.

Matéria/ texto: Dircom TJSE

Fotografia: Dircom TJSE

Aconteceu o 1º Encontro de Mulheres na Justiça Restaurativa, evento promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em parceria com os Tribunais de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), do Acre (TJAC), do Maranhão (TJMA), de Minas Gerais (TJMG) e de Sergipe (TJSE). A juíza Hercília Lima, coordenadora do Cejusc e membro do Núcleo Permanente de Justiça Restaurativa (Nupejure) do TJSE, participou da mesa de abertura do evento.

A construção de espaços restaurativos a partir da experiência e atuação feminina é o foco do encontro. A juíza Hercília Lima falou, durante a abertura, sobre os efeitos negativos do machismo na formação da personalidade da mulher e a importância de honrar as mulheres que abriram novos espaços. Destacou também a relevância da justiça restaurativa como espaço de emancipação de mais igualdade e liberdade entre homens e mulheres.

Já o coordenador da Justiça Restaurativa no CNJ, conselheiro Alexandre Teixeira, destacou o poder feminino e disse que as técnicas da Justiça Restaurativa possibilitam uma melhor prestação judicial. “Para a Justiça Restaurativa não existe nada pronto e talvez essa seja uma das maiores dificuldades enfrentadas por aqueles moldados por um modelo mais tradicional de Justiça”, declarou.

A palestra de abertura, intitulada ‘O Feminino e a Justiça Restaurativa’, foi ministrada pela PhD Katie Mansfield, especialista em práticas restaurativas, com doutorado em técnicas de arte e corpo para consciência de trauma e construção de resiliência. A apresentação abordou o papel do feminino na Justiça Restaurativa e suas contribuições para a construção de práticas mais integradas e humanizadas.

Ainda do TJSE, participam do encontro a juíza Juliana Martins, coordenadora da Mulher, e Michelle Cunha, analista judiciária que é membro do Nupejure.

Com informações e fotos do CNJ

Foi assinado nesta quarta-feira, dia 13/03, um Termo de Cooperação Técnica entre o Tribunal de Justiça de Sergipe e o Município de Lagarto para a utilização do Portal Criminal pela Patrulha Maria da Penha. Assinaram o Termo, a presidente do TJSE Iolanda Guimarães, a juíza coordenadora da Mulher, Juliana Martins, a secretária de Ordem Pública e Defesa da Cidadania de Lagarto, Mônica Dias; o comandante da Guarda Municipal, Édipo Moraes e a coordenadora da Patrulha Maria da Penha, Amanda Calasans.

A Patrulha Maria da Penha de Lagarto foi criada em 2023 e regulamentada pelo Convênio n. 13/2024 firmado com o TJSE. Com a nova cooperação, o Judiciário e o Executivo Municipal poderão compartilhar informações acerca de processos envolvendo vítimas de violência doméstica e familiar, através dos dados do Portal Criminal do TJSE.

“É um marco significativo uma vez que a Patrulha Maria da Penha de Lagarto vai ter acesso ao Portal Criminal, sistema desenvolvido pelo Tribunal de Justiça de Sergipe para acompanhar de perto as medidas protetivas que foram colocadas em favor das mulheres que foram vítimas de violência”, explicou a juíza Juliana Martins.

O TJSE disponibilizará o acesso aos serviços de peticionamento e comunicações eletrônicos aos usuários da Patrulha Maria da Penha, indicados pelo Comando da Guarda Municipal de Lagarto, os quais também passarão por uma capacitação para utilização do Portal.

"O convênio para utilização do Portal Criminal é de suma importância para a Patrulha Maria da Penha porque traz a possibilidade de traçarmos o plano operacional para o acompanhamento das mulheres com medidas protetivas de forma sigilosa. Permitirá também que a gente tenha acesso aos processos e dados dos homens autores de violência, bem como verificar a periculosidade. Eu acredito que o município de Lagarto está avançando nessa proteção das mulheres e a gente tem o Tribunal de Justiça como um grande parceiro", salientou a coordenadora da Patrulha, Amanda Calasans.

Já possuem acesso ao Portal Criminal do TJSE as Patrulhas Maria da Penha de Aracaju, Barra dos Coqueiros, Nossa Senhora do Socorro e Propriá. Em breve, outro Termo de Cooperação será firmado com o Município de Itabaiana para utilização do Portal Criminal.

“Este é um grande passo para a nossa cidade de Lagarto, porque estamos implementando a Patrulha Maria da Penha e este convênio ampliará a proteção das mulheres que estarão efetivamente em acompanhamento, com mais clareza e celeridade no processo”, avaliou a secretária Mônica Dias.

 

Matéria/Texto: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Farias Dircom TJSE

A Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou, na manhã desta quarta-feira, 12/03, o primeiro encontro de profissionais que atuam nos grupos reflexivos para homens autores de violência doméstica e familiar. Ao todo, Sergipe conta com 16 grupos, sendo três em Aracaju e o restante no interior do Estado. Os grupos foram iniciados em 2015, a partir de uma articulação do Poder Judiciário, e desde então mais de 500 homens já foram atendidos.

“Quando trabalhamos com o homem, a gente quer que ele reflita. Nos grupos eles conversam sobre o machismo e a relação de poder quem acham que devem ter com a mulher. Não adianta trabalharmos só com a mulher vítima, uma vez que o homem volta a se relacionar com outra”, explicou Juliana Martins, juíza coordenadora da Mulher do TJSE. Ela lembrou que a reincidência era de 60% entre os homens autores de violência e hoje é de 6,25% para quem passa pelos grupos.

A psicóloga Karen Belfort apresentou a experiência dos grupos reflexivos que são realizados na Central Integrada de Alternativas Penais (CIAP), localizada em Nossa Senhora do Socorro. Lá são atendidos homens encaminhados pelo Poder Judiciário para os grupos reflexivos. O trabalho foi iniciado em maio de 2020 e, atualmente, a CIAP conta com quatro grupos, que têm 12 encontros semanais.

“Uma vez por semana, eles têm que cumprir a participação, que dura em torno de uma hora, uma hora e meia. A gente aborda uma temática por semana, desde Lei Maria da Penha, desigualdade de gênero e outros temas. Esses homens são encaminhados pelo Judiciário e a medida deles é cautelar, dentro a medida protetiva, ou outros que já foram sentenciados”, informou Karen Belfort.

Ela contou que é nítida a transformação dos homens que passam pelos grupos reflexivos. “Essa é a parte mais sensacional. A gente vê os homens chegarem irritados, com muita raiva, em algumas situações porque ainda não foram ouvidos pela justiça e não concordam em cumprir a medida. Eles saem transformados, prontos para viver em sociedade novamente”, contou a psicóloga da CIAP.

Segundo a psicóloga da Coordenadoria da Mulher do TJSE, Sabrina Duarte, o encontro de hoje é o primeiro que reúne profissionais de todos os grupos reflexivos do Estado. “É um momento de trocar experiências, falar dos seus desafios e do que tem dado certo para que inspire os outros profissionais”, apontou Sabrina.

Durante o encontro, a Coordenadoria da Mulher do TJSE comunicou aos presentes que a quinta capacitação para profissionais de grupos reflexivos, especialmente das áreas de Psicologia e Serviço Social, deverá acontecer ainda este semestre, com a presença do professor doutor Adriano Beiras, referência internacional na temática.

Texto/Matéria: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE

A presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), desembargadora Iolanda Santos Guimarães, e a juíza coordenadora da Mulher do TJSE, Juliana Martins, receberam nesta terça-feira, 11 de março, a medalha “190 anos da PMSE”, durante a solenidade especial alusiva ao aniversário da Polícia Militar do Estado de Sergipe (PMSE).

A homenagem é um reconhecimento público para civis e militares que tenham prestado relevantes serviços à PMSE, destacando-se por seu valor pessoal e contribuindo de maneira significativa para o fortalecimento e reconhecimento da instituição.

Participou ainda da solenidade a juíza Heloísa Castro Alves, titular da 6ª Vara Criminal (Auditoria Militar).

 

Durante a cerimônia, ocorrida na praça Fausto Cardoso, as magistradas estiveram ao lado do governador Fábio Mitidieri, do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Jeferson Andrade, do procurador-geral do Ministério Público Estadual, Nilzir Soares, do comandante-geral da PMSE, cel. Alexsandro Ribeiro, dentre outras autoridades.

 

Texto/Matéria: Dircom TJSE