Alerta navegador incompatível

AVISO: O Portal da Mulher não está homologado para esta versão deste navegador. Sugerimos as seguintes opções:    Internet Explorer (9+)     Chrome    Firefox      Safari

Portal da Mulher - TJSE

Vânia dos Santos Barbosa

Vânia dos Santos Barbosa

Em reunião, por videoconferência, realizada nesta quinta-feira, dia 10, o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Des. Edson Ulisses de Melo e a Juíza Coordenadora da Mulher Rosa Geane Nascimento, receberam informações sobre o andamento do projeto Casa da Mulher Brasileira em Sergipe.

Mensalmente, o TJSE, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Assistência Social (SEIAS), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano e Sustentabilidade (SEDURBS) e o ProjertarSE realizam uma reunião de acompanhamento.

"A gente sabe que esse projeto está entregue em excelentes mãos, mas estamos nos dispondo para que os prazos sejam observados. Nossa preocupação e a nossa luta, não é somente do Poder Judiciário, mas dos parlamentares que destinaram verbas para esse projeto, é valorizar esse empreendimento tão essencial para as mulheres sergipanas", enfatizou o Desembargador-Presidente Edson Ulisses de Melo.

Durante o encontro foi explicado que o projeto contém três etapas: a primeira refere-se à contratação dos projetos complementares; a segunda à construção e a terceira à aquisição de equipamentos e mobiliário.

"Estamos cumprindo o cronograma, na fase de contratação de projetos complementares. Quando avaliamos a planilha orçamentária, constatamos que havia uma defasagem de um ano nos valores e entramos em contato com a Caixa Econômica. Com a atualização da planilha e a contratação dos projetos complementares, o próximo passo é encaminhar para a Caixa Econômica visando à aprovacão e, assim, ser licitada a obra e dada a ordem de serviço" , explicou Shirley Dantas, Coordenadora do ProjetarSE.

A Juíza Rosa Geane salientou que as reuniões mensais visam só acompanhamento pontual, a fim de que sejam cumpridos todos os prazos estabelecidos. "Queremos ver a estrutura feita, as paredes subindo, para que a Casa da Mulher Brasileira em Sergipe chegue logo para quem precisa. Estamos dispostos a ajudar no que for necessário, inclusive, a nossa equipe do Departamento de Obras do TJSE está sempre acompanhando as reuniões, no intuito de auxiliar", acrescentou.

Também partiriparam da reunião, o Secretário da SEDURBS, Ubirajara Barreto; os representantes da SEIAS, Sibelle, Pedro Brasil, Rosane Cunha; a Coordenadora Estadual de Mulheres, Érika Leite. Além da equipe da CEVID: a Assistente Social, Shirley Leite; a Psicóloga Sabrina Duarte; a Assessora Mariza Silva; e a Técnica Vânia Barbosa; e da equipe do Departamento de Obras do TJSE: José Anselmo Vieira Silva, Chefe do Departameno e Juliana Viana de Mendonça, Coordenadora de Projetos.

 

 

Texto: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria p Dircom TJSE

A Juíza Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe, Rosa Geane Nascimento, tomou posse, na quinta-feira, dia 03/02, na Comissão Executiva do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro - COCEVID. A magistrada assumiu cargo de 2ª Secretária do COCEVID, para 2022, em solenidade realizada durante o Encontro do COCEVID, realizado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

"Estou muito feliz em tomar posse na Comissão Executiva do COCEVID, especialmente no dia que completo 24 anos da minha posse como magistrada sergipana. É uma honra e um prazer continuar contribuindo para o enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher com a articulação de políticas públicas, a exemplo da Casa da Mulher Brasileira e os Centros de Educação e Reabilitação dos Agressores, além de todos os desafios das Coordenadorias. Hoje é um dia de Gratidão pelas duas posses e pelo reconhecimento do trabalho da Cevid do TJSE. Também é um dia histórico para o TJSE pela representação no COCEVID", comemorou a magistrada Rosa Geane Nascimento.

O Encontro do Colégio de Coordenadores da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do Poder Judiciário Brasileiro é um espaço de discussão das políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, fomentando e implementando, nas Coordenadorias da Mulher de cada Estado, ações e projetos voltados ao enfrentamento da violência.

O evento contou com círculos de diálogos, apresentação de boas práticas, especialmente voltadas aos autores de violência doméstica e troca de experiências entre os participantes. Também foram votadas as metas do COCEVID para 2022. Entre as diretrizes estão fomentar a capacitação de magistrados e servidores quanto aos temas ligados à violência doméstica e familiar, além da criação e do fortalecimento dos grupos reflexivos.

O COCEVID tem entre os seus objetivos, o aperfeiçoamento da Política Judiciária Nacional de enfrentamento da violência contra as Mulheres pelo Poder Judiciário e o estímulo à troca de experiências e conhecimento. Ainda atua na uniformização dos métodos e critérios administrativos e judiciais, bem como nos projetos e práticas implementadas, observadas as peculiaridades de cada região.

 

Texto: Dircom TJSE

Fotografia - Cecília Pederzoli _ TJMG

A Coordenadoria da Mulher (Cevid) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) tem acompanhado, por meio de reuniões mensais de avaliação com a Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) e outros órgãos, o andamento do projeto de implantação da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe. Dessa forma, foi realizada a primeira reunião de acompanhamento de 2022, nesta segunda-feira, dia 31 de janeiro.

A Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE, indagou sobre o cumprimento do cronograma para o mês de janeiro de 2022, visto que seria iniciado o processo de licenças com os órgãos responsáveis e, em seguida, os trabalhos de terraplanagem. Falou da importância da SEIAS encaminhar à Coordenadoria da Mulher um ofício mensalmente, relatando os trabalhos desenvolvidos no terreno da Casa da Mulher. Disse que a intenção é agendar, oportunamente, uma data para o lançamento da pedra fundamental da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe.

De acordo com os representantes da SEIAS, foi realizado um levantamento topográfico do terreno, com previsão para o início dos serviços de terraplanagem. Também foi explicitado que está sendo realizada uma contratação para execução dos projetos complementares, junto ao ProjetarSE. Entretanto, segundo informações, houve um atraso quanto à etapa das licenças.

“Nosso objetivo, inclusive conforme externou o Presidente Des. Edson Ulisses de Melo, é colaborar para a realização desse projeto, e para que ele seja concluído o mais rápido possível. Por isso, estamos realizando esse acompanhamento mensal do cronograma já apresentado. Creio que o objetivo de todos os envolvidos é que logo as mulheres em situação de violência em Sergipe tenham concretizado esse acolhimento integral e integrado. Reforço meu agradecimento pelo valoroso trabalho das equipes envolvidas nesse projeto. Fico fez pela aprovação do acompanhamento mensal e pela colaboração das equipes envolvidas ”, afirmou a Juíza Coordenadora Rosa Geane.

Conforme o cronograma apresentado pela Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS), em reunião realizada em dezembro de 2021, após as etapas preliminares, a execução da obra de construção será iniciada no mês de julho, com conclusão prevista para junho de 2024. No final do ano de 2021, o Presidente do TJSE, Des. Edson Ulisses de Melo, acompanhado pelo Juíza Coordenadora Rosa Geane Nascimento, fez uma visita técnica ao terreno onde será construída a Casa da Mulher. O prédio abrigará de forma integrada todos os equipamentos públicos voltados ao acolhimento dessas mulheres em situação de violência no estado de Sergipe.

A reunião também foi acompanhada pela equipe do Setor de Obras do TJSE.

 

Planejamento Estratégico 2021/2026
Macrodesafio
GARANTIA DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

 

 

 

Texto: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria-Dircom TJSE

O Pacto de Enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher, a implantação de equipamentos e serviços e, especialmente, a implantação de um Centro de Educação e Reabilitação para os Agressores de Violência Doméstica – conforme prevê o artigo 35, V, da Lei Maria da Penha – foram os temas de uma reunião na última sexta-feira, 21/01, entre gestores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através da Coordenadoria da Mulher, e do Município de Aracaju. A proposta apresentada durante o encontro, realizado por videoconferência, é que o projeto-piloto do Centro de Educação e Reabilitação para os Agressores funcione, provisoriamente, em local cedido pelo Poder Judiciário.

“Temos como política de gestão o combate à violência. E não se pode fazer isso só com a punição aos agressores. O processo educativo é fundamental, não só para os que já estão envolvidos na questão, mas para as crianças também. Somente através da educação vamos extenuar ou extinguir a cultura machista”, salientou o Desembargador Edson Ulisses de Melo, Presidente do Poder Judiciário de Sergipe.

Conforme a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE, o objetivo do Poder Judiciário é contribuir para implementação do Centro de Educação e Reabilitação para os Agressores, previsto na Lei. “Iniciamos o ano de 2022 dando continuidade às ações da CEVID de articulação no Programa ‘Meu Alvo é a Paz’ e buscando parcerias com os Municípios de Sergipe, desta vez com o de Aracaju. Queremos que as políticas públicas de enfrentamento à violência doméstica e familiar contra a mulher sejam cada vez mais abraçadas e efetivadas pela nossa capital. É um projeto-piloto de grande relevância nacional, porque o Centro de Educação e Reabilitação para os Agressores muito contribuirá para a mudança da mentalidade e da realidade relacionada à violência doméstica e familiar contra a mulher. Sabemos que é preciso ter um fazer empático, inclusivo e psicossocial para a mudança da realidade atual. É uma grande conquista essa parceria e essa implementação”, salientou Rosa Geane.

A magistrada informou ainda que a interlocução com o Município de Aracaju continuará, visando à implementação do atendimento integral e integrado à mulher e aos seus dependentes, nos termos do artigo 35, I, Lei Maria da Penha, bem como de outros equipamentos e serviços necessários e previstos nessa Lei. “Pretendemos também assinar, o mais breve possível, o Pacto de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher com o Município de Aracaju, com o Estado de Sergipe e com os demais Municípios do Estado. Agradeço a sensibilidade das gestoras e dos gestores e parabenizo o Município de Aracaju pelo interesse demonstrado na parceria com o TJSE. Ressalto que essa parceria já vem sendo articulada há muito tempo. A formalização dessa parceria com o Município representará um grande avanço para a efetivação da Lei Maria da Penha e dos Direitos das mulheres em situação de violência no Município de Aracaju e no Estado de Sergipe ”, comentou a magistrada, que inclusive se dispôs a buscar emendas parlamentares para instalação do Centro de Educação e Reabilitação para os Autores de Violência Doméstica em Sergipe.

“Gostaria de agradecer a parceria com o Tribunal porque é algo que beneficia a população. Não queríamos implantar um Centro de Educação e Reabilitação para Autores de Violência e depois não conseguir manter. Essa pauta está no plano de governo e a equipe já existe, está dentro da Coordenadoria de Políticas Públicas para as Mulheres. Só estávamos com dificuldades para o local. Vamos precisar sim desse apoio do Tribunal para começar esse atendimento o mais rápido possível”, explicou Simone Passos, Secretária da Assistência Social do Município de Aracaju.

A Vice-Prefeita da Aracaju, Katarina Feitosa, também participou da reunião. “Queremos começar logo esse atendimento aos agressores. O Judiciário já cedeu o espaço, o município tem a equipe técnica, agora é só visitarmos o local e colocar esse projeto para frente. A Lei Maria da Penha é fantástica e precisa ser coloca em prática. A gente só dá vida à lei através de projetos como esse. As mulheres vítimas de violência precisam sentir que têm a quem recorrer”, ressaltou a Vice-Prefeita.

 

 

Texto: Dircom TJSE

A regulamentação do convênio entre Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE), através da Coordenadoria da Mulher, e Polícia Militar de Sergipe (PMSE) para a expansão da Ronda Maria da Penha foi o tema de uma reunião por videoconferência realizada na manhã de ontem, 18/01. A Ronda foi instituída em Estância, em 2019, e depois ampliada para Itabaiana. Desde então, já atendeu a quase 600 mulheres com medidas protetivas.

Participaram da reunião o Presidente do Poder Judiciário de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo; a Juíza Coordenadora da Mulher, Rosa Geane Nascimento; o subcomandante da PMSE, Coronel Eliziel Alves Rodrigues; a Capitã Fabíola Goes, Coordenadora do Projeto Ronda Maria da Penha, da PMSE; a assistente social Shirley Leite e a psicóloga Sabrina Duarte, ambas da Coordenadoria da Mulher do TJSE.

“Essa parceria a cada dia se faz necessária não só nos locais mais populosos, como Aracaju e Nossa Senhora do Socorro, mas também nas mais distantes Comarcas, onde é maior a dificuldade de proteção às mulheres vítimas de violência. Vemos com bons olhos que essa parceria seja ampliada e se faça efetiva”, salientou o Presidente do TJSE.

A Juíza Rosa Geane lembrou que a parceria entre Judiciário e PM vem sendo realizada há algum tempo. “Agora, buscamos a interiorização desse projeto já muito bem conduzido pela Capitã Fabíola. Realizamos reuniões com 16 Comarcas porque precisamos regionalizar ou municipalizar esse serviço para proteger as mulheres. Esse serviço da PM tem nos auxiliado imensamente. Essa parceria de interiorização de serviços será um marco na proteção às mulheres vítimas de violência doméstica, especialmente nas cidades mais distantes da capital, aquelas que mais precisam de um acolhimento diferenciado e especializado”, considerou a magistrada.

Conforme o Coronel Eliziel, a Polícia Militar de Sergipe defende os direitos da mulher e o combate à violência de gênero. “Vejo esse convênio como um meio de fomento de combate à violência contra a mulher e a formalização do papel de cada instituição”, disse o subcomandante da PM. Ele sugeriu que sejam inseridos dois pontos no convênio: a elaboração do gerenciamento das demandas, com a criação de Núcleos da Ronda; e a capacitação dos PMs que atuarão nesse atendimento.

A Capitão Fabíola Goes informou que a Ronda Maria da Penha foi instituída inicialmente no município de Estância, em 2019, e depois em Itabaiana. “Os dois municípios já somam 586 mulheres atendidas. Atualmente, são 197. Grande parte não precisa mais da Ronda e essa é a ideia, que possamos prestar assistência no momento maior de vulnerabilidade, até que elas conquistem sua autonomia. É um trabalho que tem ajudado muitas mulheres, com a PM realmente estendendo a elas seu braço forte”, apontou a Coordenadora da Ronda.

 

 

 

Texto: Dircom TJSE

Nesta sexta-feira, dia 17/12, o Presidente do Tribunal de Justiça de Sergipe, Desembargador Edson Ulisses de Melo, acompanhado da Juíza Coordenadora da Mulher, Rosa Geane Nascimento e da Juíza Auxiliar Maria da Conceição Silva Santos, esteve no terreno onde será construída a Casa da Mulher Brasileira.

“Hoje é a visita fundamental, o que significa o interesse do Tribunal de Justiça em ajudar e participar porque esta é uma proposta de defesa da mulher contra a violência doméstica. A Casa da Mulher é um local onde a mulher que é vítima de violência encontrará abrigo, acolhimento, orientação, enfim, todos os serviços para renovar suas forças e continuar a sua vida com dignidade e segurança”, salientou o Presidente Edson Ulisses de Melo.

A Juíza Coordenadora da Mulher, Rosa Geane Nascimento, explicou que o objetivo do TJSE é acompanhar o andamento do projeto Casa da Mulher Brasileira. “Esse é o resultado de grande batalha de todos, uma luta coletiva e o Tribunal se ombreou com todos os órgãos e instituições para buscar esse equipamento. Nós fizemos essa primeira visita técnica para conhecer o terreno, estamos em reuniões mensais com as equipes que assumiram a continuidade do Projeto Casa da Mulher para a sua construção e o TJSE continuará realizando esse acompanhamento direto da obra”, reforçou a magistrada.

O Instituto Banese, por meio do ProjetarSE, que é uma ação do Governo do Estado voltado para o desenvolvimento de Sergipe, está dando o suporte para a construção da Casa da Mulher. “Nosso papel aqui nessa intervenção da Casa da Mulher é dar suporte aos projetos complementares que são necessários para viabilidade da implantação do edifício padrão nesse terreno. Faremos a adequação às características topográficas do terreno, além da atualização das planilhas orçamentárias para aferir, de fato, o valor necessário para essa construção”, explicou Dayse Araujo, Diretora Técnica de Arquitetura, Urbanismo e Engenharia do ProjetarSE.

Além de compor a estrutura da Casa da Mulher, o Município de Aracaju estará adequando a infraestrutura da área onde será construída a Casa da Mulher, a fim de dotá-la com iluminação pública, transporte, conforme explicou a Vice-Prefeita da Aracaju, Katarina Feitosa. “Aracaju terá aqui a Patrulha Maria da Penha, além de outros serviços, a exemplo do apoio psicossocial às mulheres de Aracaju e, ainda, toda a estrutura de iluminação pública, de transporte, daquilo que for competência do Município de Aracaju, nós estaremos a postos no intuito de viabilizar esse projeto”.

O cronograma de execução da obra, prevista para ser iniciada em julho de 2022 e concluída em junho de 2024, foi apresentado pela Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS) à Coordenadoria da Mulher do TJSE, em no dia 15 de dezembro.

O contrato para construção foi celebrado entre o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), representado pela Caixa Econômica Federal, e Governo de Sergipe, através da Secretaria de Estado da Inclusão e Assistência Social (SEIAS), no valor total de R$ 6.788.010,00, no mês de outubro. A verba, que prevê a construção do prédio e aquisição de equipamentos e mobiliário, foi destinada pela Senadora Maria do Carmo Alves.

A Casa da Mulher Brasileira é um espaço que reúne de forma integrada e humanizada todos os serviços destinados à mulher em situação de violência, conforme prevê a Lei Maria da Penha.

 

Texto: Dircom TJSE

Fotografia: Raphael Faria Dircom TJSE

'Violência contra a mulher: aspectos e enfrentamento' foi o curso iniciado na manhã de hoje, 26/11, pela Escola Judicial de Sergipe (Ejuse), voltado para servidores do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). O curso integra a programação da XIX Semana da Justiça pela Paz em Casa, que teve início na última segunda e se encerra nesta sexta-feira. A aula deste primeiro dia de curso foi ministrada pelo Juiz de Direito Ben-Hur Viza, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF). O curso prossegue até o dia 6 de dezembro.

“Com imensa satisfação, Sergipe hoje recebe o doutor Ben-Hur, que é Juiz de Direito do TJDF, Titular do Juizado de Violência Contra Mulher, atua como Coordenador do Núcleo da Mulher, é idealizador do projeto Maria da Penha vai à Escola e trabalha pelo fim da violência doméstica contra a mulher há longa data. Estou muito feliz porque sei que o curso será bastante proveitoso”, salientou a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do TJSE.

O Juiz do TJDF iniciou a aula falando sobre gênero e violência doméstica contra a mulher. “Para Lei Maria da Penha, gênero tem um conceito social, mais voltado à antropologia e sociologia. Ele é relacional, hierárquico, muda ao longo do tempo e é específico do contexto. Não se refere individualmente a homens ou mulheres, mas às relações entre eles e à maneira como essas relações são concebidas socialmente”, explicou o magistrado.

Ainda durante a aula, o Juiz falou sobre a diferença entre identidade de gênero, que é como a pessoa se reconhece; orientação sexual, que se refere à sexualidade e a quem a pessoa se sente atraída afetivo-sexualmente; sexo biológico, classificação baseada na genitália; e papel de gênero, que é o padrão de comportamento masculino e feminino. “A identidade de gênero está ligada à cabeça e a orientação sexual ao coração, para onde oriento a minha vontade sexual”, reforçou.

Sobre violência doméstica e familiar contra a mulher, o Juiz explicou como ela está configurada. "É qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, no âmbito da unidade doméstica, da família ou em qualquer relação íntima de afeto", destacou Ben-Hur, lembrando que essas relações independem da orientação sexual.

O curso, realizado pela plataforma Zoom, terá 17 horas/aula e tem como objetivo possibilitar a compreensão do ciclo da violência doméstica e familiar, dos estereótipos e preconceitos que levam à violência de gênero; e do trauma e de suas consequências.

Programação do curso

29/11
8 às 12h - Alice Bianchini (advogada / SP), Atualizações das normas que envolvem violência doméstica e familiar contra a mulher

30/11
8 às 10h - Lívia Maria Santana Sant’Anna (Promotora de Justiça / BA), Gênero: recorte étnico-racial
10 às 12h, Tathiane Aquino de Araújo (militante causa LGBTQI+), Gênero: recorte LGBTQI+

06/12
8 às 11h - Marcela Novais Medeiros (Psicóloga), Avaliação de Risco
11 às 13h, Equipe da Coordenadoria da Mulher, Programas e projetos da Coordenadoria da Mulher: articulando a rede de enfrentamento e assistência

 

 

Texto: Dircom TJSE

A Coordenadoria da Mulher (Cevid) do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) realizou, na última segunda, dia 22/11, uma reunião com a Secretaria de Inclusão e Assistência Social (SEIAS) e Secretaria de Estado de Desenvolvimento Urbano sobre o andamento do projeto Casa da Mulher Brasileira em Sergipe.

A Juíza Coordenadora da Mulher, Rosa Geane Nascimento, explicou que o objetivo do Tribunal de Justiça de Sergipe, é acompanhar o andamento do projeto Casa da Mulher Brasileira após a assinatura do contrato com a Caixa Econômica Federal para a construção da Casa, o qual ocorreu no mês de outubro.

A Secretária de Estado da Inclusão e Assistência Social, Lucivanda Nunes Rodrigues, explicou que após a assinatura do contrato, foi fomentada uma reunião com a Secretaria Estadual de Obras, com toda a equipe, secretário, arquitetos, engenheiros para alinhar os primeiros passos. "Foi possível nessa reunião olharmos os detalhes, a exemplo do formato do terreno e estrutura do projeto e já fizemos as discussões técnicas, a fim de adequar o terreno ao projeto. Também foi discutida as etapas para a construção, topografia, estudo do terreno, terraplagem, infraestrutura e outras questões preliminares à licitação para execução da obra".

A Secretária ainda destacou que a SEIAS entrou em contato com o Instituto Banese, a fim de trazer o apoio do ProjetarSE, que é uma ação do Governo do Banese voltado para o desenvolvimento do Estado. "Iniciamos as tratativas para que este apoio seja concretizado na construção da Casa da Mulher e vamos construir um cronograma, o qual será apresentado também ao Poder Judiciário, juntamente com um resumo das reuniões já realizadas com as providências preliminares para execução dos projetos", acrescentou.

"Agradecemos toda essa colaboração, a confiança e cuidado recíproco para que os projetos tenham seu devido andamento. Tivemos, na semana passada, ocasião de organização da Semana da Justiça pela Paz em Casa, uma reunião com a Ministra Carmem Lúcia e quando falamos que Sergipe está com o bom andamento para a construção da Casa da Mulher, os olhos da ministra se acenderam e todos nós estamos com essa boa perspectiva de que, tão logo, tenhamos a Casa da Mulher efetivamente atendendo às mulheres sergipanas", concluiu a magistrada Rosa Geane ao ouvir as informações.

Também participaram da reunião os assessores da SEIAS, Tiago de Oliveira, Pedro Brasil, Fábio Dantas; Déborah Dias, superintendente da SEDURBS; além servidores do TJSE, da Cevid e da Diretoria de Obras. Ficou agendada uma nova reunião para o dia 15 de dezembro.

A Casa da Mulher Brasileira é um espaço que reúne de forma integrada e humanizada todos os serviços destinados à mulher em situação de violência. O valor para a construção da Casa da Mulher é em torno de R$ 7 milhões, recursos advindos de emendas destinadas pela Senadora Maria do Carmo Alves.

 

 

Texto: Dircom TJSE

No Dia Internacional de Não Violência contra a Mulher, 25/11, a Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe realizou uma reunião com representantes das Guardas Municipais e Secretários municipais. O encontro, inserido na programação da XIX Semana da Justiça pela Paz em Casa, objetiva a sensibilização e discussão sobre implementação da Patrulha Maria da Penha nas Guardas Municipais de Sergipe.

“Estamos nesse momento de expansão, o Poder Judiciário tem se interesse para ampliarmos o serviço para outros municípios de Sergipe e assim termos resultados mais imediatos na proteção de mulheres vítimas de violência, com redução dos índices de violência e do feminicídio. Com a Patrulha podemos salvar vidas, proteger, acolher a mulher, defendendo a mulher nós tratamos da defesa dos direitos humanos de mulheres”, destacou a Juíza Rosa Geane, Coordenadora da Mulher.

Na reunião foram abordadas as experiências bem-sucedidas do equipamento Patrulha Maria da Penha, desenvolvidas pelas Guardas Municipais, a exemplo do Município de Aracaju, que iniciou como projeto piloto em 2019 e Nossa Senhora do Socorro, criada em julho de 2020.

A Subinspetora Vileanne Brito, Supervisora da Patrulha Maria da Penha de Aracaju, expôs a atuação do serviço que é realizado por meio de um convênio firmado entre a Prefeitura de Aracaju e o TJSE. Ela explicou que a Patrulha faz o monitoramento das medidas protetivas e que o Juizado de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher da Comarca de Aracaju faz um estudo do perfil da mulher vítima de violência e a análise do grau de risco.

“Não existe a Patrulha sem o Tribunal de Justiça, é uma parceria diária para o cumprimento efetivo das medidas protetivas de urgência. Como ainda não temos condições de atender todas as mulheres com risco de violência é feita essa análise de risco e o estudo de demanda dessa mulher, no qual traçamos um perfil conhecendo o histórico e rotina dela para um acompanhamento diário”, salientou Vileanne. A supervisora da Patrulha ainda explicou que, inicialmente, é feito um contato telefônico para saber se há o interesse da mulher em ser assistida, uma vez que o serviço não é compulsório, mas uma opção da mulher e, em seguida, é feito o acolhimento e a escuta dessa mulher. A Patrulha Maria da Penha em Aracaju atende a mais de 100 mulheres e já realizou 8.600 visitas para mulheres e encaminhou 18 agressores para a prisão.

Pela Patrulha Maria da Penha de Nossa Senhora do Socorro, a guarda municipal Alyne Cristina Barboza explicou que, assim como em Aracaju, são feitas visitas de acolhimento, coleta do consentimento por meio de termos de adesão e confecção de planilhas de análise de risco. Ela também salientou que o trabalho deve ser realizado em parceria com a rede, com a Delegacia de Grupos Vulneráveis, as Secretarias de Assistências, Saúde, CREAS, CRAS, Coordenadoria da Mulher, com os serviços de encaminhamento para o mercado de trabalho.

“Esse é um trabalho que nos aproxima mais da sociedade que reconhece a Guarda Municipal como um apoio tanto para as mulheres vítimas de violência, como para outros grupos porque a Patrulha traz essa visibilidade para a Guarda Municipal. Quando a mulher é vítima de violência, ela precisa de todo o apoio, porque, no início, encontramos essas mulheres abatidas e com o desenvolver do serviço essa mulher já se sente mais empoderada e protegida, assim como os filhos”, ressaltou Alyne, informando ainda que a Patrulha Maria da Penha registrou, em um ano de atuação, 623 atendimentos, 10 boletins de ocorrência; 4 flagrantes, sendo 3 de violência contra a mulher na rua, além de 6 prisões.

Participaram da reunião, Comandantes/Diretores das Guarda Municipais de Boquim, Carmópolis, Estância, Laranjeiras, Propriá, Tomar do Geru. Após alguns representantes manifestarem interesse nos serviços Patrulha Maria da Penha, a Assistente Social Shirley Leite explicou que a Coordenadoria da Mulher está programando, para o ano de 2022, uma capacitação virtual para as Guardas Municipais.

“Em 2019, antes da pandemia fizemos capacitações com várias Guardas Municipais e desse trabalho tivemos frutos as Guardas Municipais de Aracaju e de Socorro. Aguardamos que, para uma capacitação em 2022, seja encaminhada para a Coordenadoria da Mulher as Guardas Municipais que tenham interesse em implementar o serviço”, complementou a Juíza Coordenadora Rosa Geane.

 

Texto: Dircom/TJSE

'Gênero e seus recortes: interseccionalidades' foi o tema do IX Encontro do Fórum Estadual de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar, realizado na manhã desta terça-feira, 23/11, de forma online e transmitido pelo canal TJSE Eventos, no YouTube. O evento integra a programação da XIX Semana da Justiça pela Paz em Casa, que teve início ontem e prossegue até sexta-feira, 26/11.

“Vamos ouvir hoje falas de especialistas em suas respectivas áreas. É um prazer para a Coordenadoria da Mulher recebê-las neste dia frutífero. Este ano, tivemos muitas vitórias, entre elas, a assinatura do termo para construção da Casa da Mulher Brasileira, no dia 18 de outubro; e também estão em andamento as tratativas para implementação dos Centros de Educação e Reabilitação para Agressores”, comemorou a Juíza Rosa Geane Nascimento, Coordenadora da Mulher do Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE). Na ocasião, a Coordenadoria lançou um Grupo de Trabalho sobre interseccionalidade.

A primeira palestrante foi a Capitão Fabíola Goes dos Santos, do Programa Maria da Penha da Polícia Militar de Sergipe (PMSE), que falou sobre a mulher negra no contexto da violência de gênero. “O que seria essa interseccionalidade? Seria, principalmente, raça, gênero e classe. Quanto mais negra, mais sofre. E quando mais pobre for essa mulher, sofre ainda mais. Enquanto a mulher branca estava nas ruas lutando pelos seus direitos, a mulher negra continuava no mesmo lugar, que até hoje dizem que é o lugar dela, que é servindo cafezinho, que é como doméstica, trabalhos vistos como mais simples”, salientou a capitã.

Ela destacou ainda que, no Brasil, 66% dos feminicídios são de mulheres negras. “Os números mostram que a mulher negra sofre com todo tipo de violência”, criticou a capitã Fabíola. O evento foi prestigiado pelo Presidente da Associação dos Magistrados de Sergipe (Amase), Roberto Alcântara. “É papel da Associação a defesa dos direitos fundamentais previstos na Constituição Federal, entre eles, o da dignidade da pessoa humana e o da igualdade. Não basta combater a violência de gênero, é necessário educar para mudar paradigmas”, sugeriu.

A segunda palestrante foi Adriana Maria dos Santos, representante do Centro Integrado de Assistência Social (CIAS). “Sou mulher negra, com deficiência e trago a história dos meus ancestrais, dessa realidade crua do nosso povo. Tenho orgulho disso tudo, mas muita tristeza por ainda ver quanta coisa a gente passa. Participei, por muitos anos, do movimento negro, o que me fez encontrar minhas origens e também saber a importância da luta social”, contou Adriana.

Por fim, a psicóloga Lidiane de Melo Drapala falou sobre a questão de gênero relacionada a lésbicas, bissexuais e transexuais. “Quantas meninas, já na escola e no seu ambiente doméstico, que trazem traços ‘masculinizados’ foram aliciadas e violadas sexualmente por pessoas próximas? Eu tenho, infelizmente, muitos registros de meninas lésbicas, que nos seus condomínios, nas suas escolas e famílias, sofreram agressões físicas por surra e por estupro, sendo molestadas com a falsa ideia de que precisam se tornar mulheres”, alertou Lidiane.

A íntegra das apresentações do Fórum Estadual de Enfrentamento e Combate à Violência Doméstica e Familiar está disponível no canal TJSE Eventos, no YouTube.